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Diego Grossi

[ Diego Grossi ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Historiador, professor e militante marxista-leninista.

 

Tecnologia militar e soberania política: O exemplo da Líbia

Submarino nuclear brasileiro

Líbia e monopólio nuclear

   Diariamente a mídia tem atacado diversas nações hostis ao imperialismo por desenvolverem tecnologia nuclear, seja voltada para uso militar (por exemplo a Coréia do Norte) ou pacífico (como o Irã). Sem o menor pudor omitem as diversas nações alinhadas com os EUA (em toda a história o único país responsável pelo uso da bomba atômica, no final da II Guerra Mundial) que já possuem bombas atômicas e utilizam as mesmas como forma de amedrontar outros povos. Entre os possuidores de tais armas temos França, Inglaterra e os próprios EUA, além de possivelmente Israel (grande responsável pela instabilidade no Oriente Médio).

    O atual Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares possui um erro fundamental, pois legitima os armamentos já existentes, legalizando o monopólio desta tecnologia por um pequeno grupo de países, tornando os demais reféns em potencial.

    O caso líbio é um grande exemplo. Em 2003, após uma série de conversas com o Ocidente, o líder Muammar Kadafi anunciou o fim do programa nuclear da Líbia, esperando melhorar as relações externas de sua nação dentro do novo quadro geopolítico internacional (inaugurado com a queda da URSS, grande parceira de Kadafi). Todos sabem o resultado. Mesmo sem oferecer perigo algum aos regimes imperialistas e cedendo parcialmente aos interesses desses países, Kadafi ainda mantinha intacta a soberania de sua nação e grande parte dos frutos dos vastos recursos naturais eram voltados para o seu povo, impactando na construção dos melhores índices sociais de toda a África. Diante das agitações populares legítimas no mundo árabe, o imperialismo viu uma boa oportunidade de tirar essa pequena pedra de seu sapato e saquear os recursos naturais do povo líbio.

    

Guerra Fria e soberania tecnológica

    Durante a II Guerra Mundial houve uma grande corrida entre as nações envolvidas no conflito para desenvolver armamentos nucleares, mas, felizmente, quando uma delas conseguiu a guerra já estava praticamente terminada, o que não impediu os EUA de lançarem a bomba atômica sobre a população civil japonesa, no maior atentado terrorista da história.

    Com a derrota da face mais podre do capitalismo, o fascismo, as disputas globais voltam a ter como centro a luta entre o modo de produção capitalista e o socialismo, representados principalmente pelos 2 grandes vencedores da II Guerra Mundial, URSS e EUA.

    Diante da ameaça representada pelos EUA e sua tecnologia nuclear, a URSS também investe nesse setor. Ao ser indagado por um repórter sobre a possibilidade de um ataque nuclear soviético aos EUA, Josef Stálin, líder da União Soviética responde da seguinte forma:

“Não existe fundamento algum para tal alarme. Os políticos dos Estados Unidos não podem deixar de saber que a União Soviética se coloca não somente contra o emprego da arma atômica, como também pela sua proibição e pela cessação de sua fabricação. (...) Os políticos dos EUA estão descontentes pelo fato de que o segredo da arma atômica seja possuído não só pelos Estados Unidos, como também por outros países e, antes de mais nada, pela União Soviética. Eles gostariam que os Estados Unidos fossem os monopolistas da fabricação da bomba atômica para que os Estados Unidos tivessem a ilimitada possibilidade de amedrontar os outros países. (...) Os interesses da manutenção da paz exigem antes de mais nada a liquidação de semelhantes monopólios e, depois, a proibição incondicional da arma atômica. Penso que os partidários da bomba atômica só aceitarão a proibição da arma atômica se virem que já não são mais os monopolistas de tal arma.”

    A genialidade de Stálin se confirmou durante toda a Guerra Fria, pois mesmo nos momentos mais tencionados os EUA não puderam atacar nenhum outro povo através de bombas atômicas. 

 

Hegemonia imperialista e ameaça à soberania brasileira

     Com a contra-revolução responsável pelo retorno do capitalismo e a desfragmentação da URSS, os EUA passaram a ter mais "liberdade" para garantir seus interesses imperialistas através das armas, mas a tecnologia nuclear de outras nações ainda o impedem de utilizar bombas atômicas.

    Existiriam muito mais motivos para uma intervenção imperialista na Coréia do Norte ou no Irã, já que a tensão entre estes países e os EUA são muito maiores do que eram entre esse a nação ianque e a Líbia, mas a possibilidade de ser contra-atacado por armamentos nucleares forçam os líderes políticos de Washington a uma reflexão mais profunda sobre os riscos.

   A tendência é que os conflitos globais por recursos naturais sejam cada vez mais intensos, devido à escassez dos mesmos. Nesse cenário o Brasil goza de relativa tranquilidade, já que possui uma das maiores reservas de água e de petróleo do mundo, porém essa tranquilidade quanto aos recursos naturais trás a preocupação com as garras imperialistas que farão de tudo para obtê-los. 

    A reativação da IV Frota militar naval dos EUA, responsável pela patrulha do Atlântico, "coincidiu" com a descoberta da camada pré-sal do petróleo brasileiro. Um alerta sobre os riscos que corremos, no qual deveria ser levado em conta na hora de aplicarmos recursos ao desenvolvimento tecnológico militar nacional. 

    Como disse Nelson Mandela, geralmente quem escolhe as formas de luta são os opressores e não os oprimidos, por isso é importante não cairmos nas lorotas imperialistas e garantirmos nossa soberania através de todos os meios e com todos os recursos disponíveis.





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