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Patrícia Cozer

[ Patrícia Cozer ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Professora de Inglês. Atualmente se prepara para obter o título de especialista em Literatura Latino-Americana.

 

A praga das redes sociais - parte II

Que bonito se as redes sociais dessem tão certo fora da telinha. Imagine só, todos os teus amigos te desejando um bom dia pessoalmente! Milhares de histórias pra compartilhar, carinhas sorridentes, amostras de músicas ao vivo. Quanta gente pra te fazer companhia! Pra te fazer ver que a vida não é só trabalhar ou estudar!

Quem dera se o computador fosse outra vez mero objeto profissional, sem essa palhaçada de correntes, links e maracutaia, "clica aqui", ajude, rebele-se, vote contra! Por quê não vemos ações como essas no nosso dia a dia? Por quê tudo tem de ser via Internet? Avisar de uma reunião, contar que está grávida, que passou no Vestibular, que foi à feira e encontrou gente desagradável. Feira? Essa é boa. Se alguém ainda vai à feira, me conta que eu quero saber!

Talvez haja um ponto em comum, nada bonito, por trás de tanta beleza, de tantas frases feitas, de tantas atualizações, canções de sentido, trechos de livros, frases de famosos pensadores - afinal, eles tem culpa? Quem mandou serem bons no que fazem, olhaí o resultado de tanto trabalho, caíram na boca do povo, um povo que mal sabe o que significa cada palavra meticulosamente calculada, um povo que precisa se expor, precisa citar Lispector, Drummond, Machado, simplesmente precisa!

O ponto em comum é, nada mais nada menos, que a solidão. Doeu admitir, mas no fundo, você está aí, pensando exatamente assim. Que, se tivesse um grande círculo de amigos, amigos de verdade, não essas boberinhas que chamam de amizade, com certeza estaria conversando com eles, via telefone, até via e-mail serviria, contanto que as palavras não fossem vagas, fossem mais do que gritinhos entusiasmados e um botão de quem gostou. De que, se tivesse alguém para amar, estaria por perto, ou divagando em pensamentos, fazendo planos, talvez, ao invés da publicação de mil fotos que são apenas fotos. Cadê o gesto, cadê a preocupação de fato? Depois que passa a paixão quero ver o que sobra! E a tal da família? Adicionar os irmãos, os primos, o cachorro e dizer que ama é lindo, tá bonito, e está lá pra todo mundo ver. Só quem te conhece de perto sabe a guerra dentro da sua própria casa e o que realmente está por trás de tanta aparência.

A vida virtual é, enfim, uma oportunidade de ouro para quem se encontra recheado de problemas. Atualizar que cortou o cabelo, que saiu e bebeu no fim de semana é chance única para quem não tem para onde correr. Quando se está sozinho, qualquer alternativa é válida. Jogar, plantar árvores, investir na fazendinha virtual, ah... tem coisa mais produtiva? E a vida ali, ao lado, acontecendo. Será que já vimos de tudo? Toda essa inversão de valores, de ações, será que já deu ou tem mais? Se tiver, por favor! Eu vou é fazer parte do bordão de quem morre e não vê tudo. Mas por pura opção.     





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