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Cíntia Vilani

[ Cíntia Vilani ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Escolheu a Psicologia como profissão a fim de cuidar e promover a qualidade de vida das pessoas no âmbito pessoal, profissional e afetivo.

 

Construir pontes entre alunos e professores

            A vida relacional que se cria entre crianças, adolescentes e jovens em um colégio, onde a média atual são de 10 horas passados juntos. Começa-se a perbecer uma explosão de sentimentos e de atitudes que se mesclam, tais como a raiva, amor, desejo, inveja, admiração, devoção, submissão, apatia, entusiasmo, alegria, prazer, angústia, expectativa, frustração, dominação, competição, cooperação, rejeição, segregação, filiação, aprovação, isolamento, marginalidade, liderança, sexualidade, defesa de território e sentido de propriedade. Além de citar que outros componentes da vida sentimental e relacional, tais como as atitudes, paixões, os mecanismos de agressão e defesa, de identificação e de projeção funcionam em todas as situações dentro da escola.

            Alguns colégios têm trabalhado para resgatar o fato de que a escola em seus programas pedagógicos centralizam em seu programa curricular as avaliações, métodos e os meios de ensino “ofuscando a realidade da vida quotidiana da escola, que é feita de tudo o que fundamentalmente interessa aos seres humanos: ser amado, aprovado, encontrar o seu lugar, exercer sua influência, arquitetar e realizar projetos, falar de si”.

            Os trabalhos escolares e a preocupação com a aprendizagem dos alunos é o foco da atenção, porém, quando um aluno não consegue se sair bem, em grande parte, o professor da matéria em questão sugere aos pais que coloquem o filho em reforço escolar ou o troquem de colégio se este não estiver acompanhando o ritmo da escola.

            Tentar aceitar que a escola seja o lugar de uma vida relacional, e por um lado completamente estranha à lógica do ensino e da aprendizagem, não deixa de ter conseqüências pedagógicas do ponto de vista da interpretação das atitudes: se o professor não consegue sempre mobilizar a atenção e a energia, se as atividades que propões não são sempre tão significativas como desejaria, não é porque as crianças e os adolescentes sejam apáticos e não se interessem por nada.

            É porque eles têm outros desafios, projetos que os mobilizam muito mais e que lhes parecem bem mais significativos que fazer um trabalho ou a composição que lhes é proposta. Ignorando esta vida relacional e, principalmente, a comunicação constante entre os alunos, chega-se a paradoxos espantosos: numa aula em que o silêncio não é uma regra absoluta, o professor interrompe, várias vezes por dia, as conversas para convidar os alunos a exprimirem-se. E interrompe uma comunicação motivada e motivante para experimentar instaurar uma outra, sobre um assunto evidentemente mais legítimo, do seu ponto de vista, e numa rede comunicativa em que, sobretudo, ele, professor, ocupa a posição central.

            O descrito acima já foi aceito, discutido e interpretado por muitas vezes, porém, será que a desmotivação escolar é culpa do professor e da escola? Alguns dizem que a culpa são dos pais que não se interessam, ‘fazendo vista grossa’ ao caráter e personalidade de seus filhos.

            A realidade, porém, está muito distante disto. Temos as redes sociais explorando infinitas possibilidades e saberes exóticos que chamam mais a atenção dos alunos que uma aula de artes em que é necessário construir uma maquete de isopor enquanto na internet se constrói uma cidade e governa sobre ela.

            Pois bem, tem-se um dos mais complexos e intrincados problemas da atualidade: a busca pelo poder. Desde cedo estas crianças e adolescentes, revelam a impossibilidade delas de trabalharem em conjunto, preferindo o estar só e a maneira delas de fazerem algo e que mais tarde irá respaldar no perfil dos futuros profissionais, algo pelo qual já percebe.

            Jovens profissionais insatisfeitos, travando duelos diários entre conhecimento versus experiência, imediatismo versus paciência sem nenhuma atitude de construir pontes que validem ambos os conhecidos. Pontes, aliás, que deveriam ser construídas nos anos iniciais entre alunos e professores.





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