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Diego Grossi

[ Diego Grossi ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Historiador, professor e militante marxista-leninista.

 

Crise capitalista, prática pedagógica e os mitos sobre o fim do mundo

Cavaleiros do Apocalypse

Os 4 Cavaleiros do Apocalypse, principais personagens do maior mito ocidental sobre o fim dos tempos.

 

   Todo estudante leva para a sala de aula um conhecimento prévio adquirido ao longo de sua vida. Televisão, cinema, convívio com amigos e familiares, enfim, uma série de situações responsáveis por formar nas pessoas (e não só nos estudantes) algumas visões. Uma das tarefas do professor é avaliar esse conhecimento e trabalhar com o mesmo, seja para potencializar a aula ou para desmistificar certas concepções negativas. Uma dessas visões negativas que vêm crescendo de maneira absurda nos últimos anos é a onda sobre o fim do mundo (2O00, 2001, Bug do Milênio, 2012, Calendário Maia, Invasão extraterrestre, cometas, etc.), que apesar de não ser nova, ainda tem lastro, principalmente entre os mais jovens.

   Essas lendas sobre o fim dos tempos, muito divulgadas pelos meios de comunicação, servem basicamente a 2 objetivos: Manter as pessoas com medo para ser mais fácil controlá-las (estratégia utilizada não só através da superstição. O governo dos EUA é um exemplo, pois mantem seu povo apavorado diante do terrorismo enquanto não consegue superar a própria crise) e; Ganhar dinheiro.

   Essas lendas se espalham rapidamente, pois qualquer escritor medíocre que reúna meia dúzia de evidências (geralmente distorcendo-as) é promovido por editoras, revistas e inclusive por canais de televisão supostamente científicos. Todos interessados em lucrar com o medo e com a curiosidade alheia.

   A grande questão é compreender qual a sustentação real que leva as pessoas a buscarem esse tipo de informação absurda. Só os interesses de determinados setores em alienar e dominar o povo (tendo ou não consciência disso) ou a busca por lucros, não são motivos suficientes para essa verdadeira epidemia. As lendas sobre o fim do mundo não são novidade, sempre fizeram parte do imaginário popular, mas ganham muito mais notoriedade nos períodos de grandes crises, pois, além dos problemas de tais crises reforçarem a visão sobre o fim dos tempos, são nesses momentos que a humanidade encontra-se mais vulnerável à idéias fantásticas, que expliquem (o termo "explicar" é discutível. rs) essa realidade negativa e apontem saídas, por mais absurdas que possam parecer.

   O aumento dessas lendas nos últimos anos é mais um dos aspectos da crise geral do sistema capitalista e precisa ser enfrentada como tal. Um dos lugares mais adequados para esse tipo de debate é dentro da sala de aula. Sempre surgem perguntas sobre esses supostos apocalypses e as questões podem ser trabalhadas dentro do programa, principalmente nas áreas de História (calendário Maia, etc.) e Física/Ciências (queda de meteoros, etc.). Só o  conhecimento profundo sobre a realidade, não fantasiado por mitos toscos, pode levar a superação da crise do capitalismo (com a superação do próprio capitalismo).

   Como professores, cumpramos o papel de Prometeu, utilizando a luz da chama do conhecimento para afastar as trevas da manipulação.

Quem quiser saber um pouco mais sobre como essas teorias sobre o fim do mundo são furadas, basta ler esse artigo publicado na revista Galileu:

 - NOGUEIRA, Pablo. Afinal, o que vai acontercer com a Terra em 2012?
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG84272-7943-206,00-AFINAL+O+QUE+VAI+ACONTECER+COM+A+TERRA+EM.html





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