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Abilio Machado

[ Abilio Machado ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Artista Plástico, Ator e Autor de Peças Teatrais.

 

Quando essa agressão acontece: Abuso sexual infantil?

Numa noite dessas assisti um seriado na TV, precisamente no SBT, Cidade do Crime, dia de estréia inclusive, onde um dos casos apresentados foi o desaparecimento de uma menina, pequenina que foi tirada de seu pai viciado quando este se desligou da atenção sobre ela no parque quando decidiu usar sua droga, coisa assim de segundos e ela simplesmente desapareceu.

Suspeitos apareceram, até mesmo ele o pai como possivelmente ter vendido a criança ou trocado por drogas; surgiu um jovem que dizia ter pena dela por carregar peso nas costas e perguntar porque o pai a deixava carregar suas coisas pesadas e porque ele não carregava, preocupações que geraram desconfiança na policial que invadiu a casa dele e descobriu pornografia, mesmo não sendo infantil mas o título das revistas já lhe bastaram ,‘ as jovens virgens’, para um pedido de prisão e vigilância da casa do jovem.
 Mas num bloco seguinte seguindo a pista das formigas necrófagas vai ter é na casa do visinho, homem distinto que junto com a mãe se prontificaram a auxiliarem ao que precisarem porque eram ‘conhecidos’ da criança, note-se que marquei  a palavra conhecidos, pois no caso de violência à meninas a sua maioria para não dizer o todo são de familiares e ou de conhecidos que fazem parte do círculo daquela criança.

Em outro bloco ele aparece ao lado da policial que estava desacordada e chora compulsivamente dizendo que não queria machucar, mas ela ameaçou gritar e chorava e ele quis apenas silenciá-la e acabou ceifando a vida da menina.

O valor trocado que surge: a morte como garantia de silencio, de omissão ao fato, como se a violência ocorrida não fosse grave e sim o fato de que a criança pode contar, pode denunciar o rapto.

No seriado aconteceram algumas falhas que são falhas que normalmente acontecem, como o que acontece sobre o fato do jovem que foi acusado sobre o fato, que não houve retratação, como manejar esta mancha da vida de alguém apenas por que se preocupou com aquela criança, como se as ações da policial fosse apenas a de fazer e não a de consertar, e isso causa temeridade à população civil.

Lembrei de anos atrás de uma creche onde provou-se a inocência dos proprietários do suposto abuso e que a retratação não chegou a ser considerado – 0,1% (um por cento) do que a mídia fez sobre o caso quando acusadora.

Eu fico chocado quando vejo matérias em jornais ou comentários nas filas sobre eventos assim, fico amargurado e com nojo de ser humano e de ser homem, mesmo sabendo que há mulheres assim também, perturbadas, que abusam de crianças com um prazer perverso, num gozo diabólico, quando cuidadoras de pequenos.

Sempre lanço perguntas sobre o porquê alguém faz uma coisa assim, por que existe este desajuste, estamos num mundo onde existe o sexo a cada esquina, é só procurar mesmo numa cidadezinha pequena há mulheres e homens, adultos, dispostos a oferecerem o prazer que deseja, porque o fetiche infantil, mas no fundo sabemos que é mais comum que pensamos.

O abuso se caracteriza quando a criança ou pré-adolescente é usado para gratificação sexual de um adulto ou adolescente mais velho (a discussão dá uma variável de três anos de diferença), geralmente a criança ou pré-adolescente se encontram em situação de risco por não terem a possibilidade de tomada de decisão sobre a sua real participação na relação, existe a coação derivada de várias situações: vivem de favor, são enteados, risco social, instituição de proteção, a força física que impõe medo, o favor, a troca, falsas promessas, e por aí segue.

A grande maioria dos abusos não são denunciados, pois a criança ou jovem tem medo, vergonha, a própria tolerância ou simplesmente a falta de opção de saída, ‘ruim com isto e pior sem isto’. A ignorância sobre o fato dá conta das crianças que não tem consciência ou compreensão de que são vítimas de um abuso, algumas podem até achar que estão na verdade recebendo carinho especial seja isto em casa ou fora dela.

A agressão sobre meninas é freqüentemente praticada por alguém da família (se é que podemos chamar de família quando isto acontece) como o pai, padrasto, avô, tio, cunhado, irmão, primos ou ainda indivíduos conhecidos como visinhos e amigos.

Já na agressão sobre meninos o comum são pessoas não ligadas à família, que não pertence ao círculo familiar e relacionamentos como abordagem QUS (jargão policial que quer dizer qualquer um serve), mas não descarta as mesmas circunstâncias do abuso anterior tendo pai, padrasto, avo, tio, primos, amigo, visinho e o mais comum nos dias de hoje colegas de escola.

O fato mais traumático no abuso contra a criança e ou adolescente é quando é praticado pelo pai biológico ou não e em ambos é considerado de incesto (união ou cópula ilícita entre parentes próximos, desonesto e impuro).

Em alguns casos vemos a conivência familiar quando isto acontece, na peça de teatro que escrevi a muito chamado “O pai, o chefe, o filho e o rei” adaptação livre para o teatro sobre o conto de Dalton Trevisan de nome ‘O pai, o chefe e o rei’, inclui um quadro onde o filho relata os abusos sofridos, neste caso específico a família é paupérrima, há olhos fechados e submissão da mãe a si mesma e ao que acontece às crianças, leia e avalie:

    “JOVEM

    ___Não senhor... Claro que sim, se precisar eu lhe procuro e falo. Obrigado. (Vê o homem afastar-se). Como lhe falar? Como expor minha vida? Olha patrão... Estou com um problema... Como? É meu pai, sabe? Ele saiu da cadeia e foi lá pra casa e sabe? Ele bebe... Não é socialmente, não. Ele toma todas até perder a consciência e daí ele não é mais ele mesmo. Anda com uma faca na cinta e provoca briga com todos, se diz bandido e mau. Assim tenta agredir e furar a todos quando está alcoolizado. Aliás, jamais o vi sóbrio. O senhor sabe o que é não conhecer uma pessoa sem a máscara que usa em seu dia a dia, em seus minutos de vida? Muitas vezes chega em casa, e depois de bater na mulher e nos filhos atropela a todos para a noite fria. Não importa o tempo que faz lá fora. Outras vezes esmurra as paredes, arremessa a garrafa vazia e soca a mesa. Grita até altas horas da noite e de repente aquieta-se sentado no banquinho de madeira. Até que a mãe sonda pela porta entre aberta, recolhe as crianças em silêncio, vai até ele na maior humildade, lhe retira os calçados e deposita seus pés fedidos na gamela... E lava-os com carinho, acocorada. Quando está em seus melhores dias ele não dá tapas em seu rosto e também não a chama de vagabunda ou de rameira. Ah! Mas meu senhor. Quando está em seus piores dias... Ele quer ser o grande macho ignorante e primata, ele a obriga a fazer sexo e satisfazer suas vontades... Mas quando ela não pode, aí meu senhor... Qualquer filho serve... Como dizer isso? Como? Quem ouviria? Quem acreditaria? Como contar a alguém o terror que vai à Alma? Em não saber o que fazer quando se sente aliviado por que naquela noite... Ele... Ele escolheu outro para molestar e não você?”(Machado, A. ‘O Pai, o Chefe, o Filho, o Rei’. Cena II, pag.04)

Olhando as variadas situações em suas amplitudes que se fazem merecer, nos apanharemos encontrando diversas participações inconscientes ou não ao evento; é a família que precisa trabalhar e por isso tem a necessidade de deixar a criança e o pré adolescente em determinada casa, instituição ou determinado parente; é o medo da exposição se aquele fato for a público; é a confiança na criança se está ou não falando a verdade, entre tantas situações que nos aparecerão e que nos joga na face a condição humana em sua capacidade e comportamento moral e social.

As mulheres e homens que cometem atos de abuso geralmente em seu histórico são frutos também de abusos e violência, oriundos de uma família desestabilizada, com situações de abandono, agressões e ameaças.

A criança é a ponta vulnerável, principalmente aquelas que não recebem atenção em seu cuido, as que são rejeitadas, as que passam muito tempo sozinhas, aquelas com carência de carinho e outro dado comum são aquelas que mentem.

O abusador seja masculino ou feminino vai sondar sua presa, qual déficit faz parte do histórico daquela criança e vai agir oferecendo como moeda de troca pelo sexo, pois na verdade ele busca a sua satisfação pessoal que é sua realização de prazer; o apoio que você não oferece ao seu filho ou filha; o carinho que não mais faz em seus filhos desde aquele dia em que se excitou quando estavam em seu colo ou que teve algum pensamento incondizente e deste dia em diante não mais abraçou ou beijou ou pegou suas crianças no colo com medo; a atenção que seus pequenos cobram de você e você acha que não é sua parte de mantenedor que deve oferecer esta atenção  brincar no chão da sala, fazer bolinho de terra, você perde a oportunidade de ensinar ao se ausentar; que dizer do presente, ensinar que ninguém dá presente gratuitamente, que tudo neste mundo de nosso Senhor há uma troca faz parte de seu momento como pai, mãe ou operador de função.

Quando você negligencia a criança ela se torna um alvo fácil, principalmente quando quem observa sabe que existe falha na supervisão.

Quanto Às características do abusador geralmente é anti-social devido sua dificuldade de relacionamento com indivíduos de mesma idade, por isso muitas vezes são indivíduos isolados, com carência e sem nenhum sucesso conjugal.

Muitos afirmam que o abusador foi uma vítima também, o que eu particularmente não concebo como idéia, pois ninguém que haja sofrido irá impor as mesmas agruras a não ser em seu estado extremo de doente sem consciência de seus atos.

Meu conceito é de que ele, abusador tem na sua doença uma concepção de que pode em breve instante voltar a momentos que ele teve a atenção, teve carinho e aceitação e tenta buscar aquele instante que ficou perdido como um dependente químico se prende a um momento de que a droga lhe deu a sensação plena de satisfação na fuga do real.
Quando vira agressão, em seu estado mais violento, é quando se vê privado daquela ‘brincadeira’ de onde obtinha o alivio da tensão e sua amplitude sexual, quando a vítima não quer mais ter participação naquele ‘estado secreto’ que no seu principio era um pacto entre ambos, podem entrar então as ameaças sobre ela ou sobre a família, não é raro a intimidação trazer consigo o sentimento de culpa como se fosse ela a provocadora do ato.





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