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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Peso morto

         Pelo que se percebe nos meios de comunicação, nunca se combateu tanto a discriminação e o preconceito, mas o assunto é igual à "coisa que quanto mais mexe mais fede". Assim é que, ao invés de eliminadas as conhecidas, outras discriminações surgem e vão se juntar às mais antigas, para formar barreiras diante do ser humano no exercício de seus direitos. Mas é interessante notar que, à medida que cresce o poder aquisitivo do indivíduo, as restrições à sua atuação na sociedade vão diminuindo até, praticamente, serem eliminadas. Logo, a maior discriminação é contra a pobreza. Ser pobre é a coroação de todas as condições discriminadas!

         Altamente respeitada no passado, mesmo porque poucos a alcançavam, insere-se, hoje, entre as discriminadas, a condição de aposentado. Em conversa com amigo, há poucos dias, ouvi dele observação que também passei a fazer, ao ler e ver noticiário. Dizia-me ele que, ao ser focalizado como envolvido em fatos noticiados, o trabalhador na condição de "beneficiário" permanente da Previdência Social perde a identidade como cidadão e passa a ser apenas "aposentado". Não importa a profissão que tenha ou o que ainda faça; ao ser notícia, por qualquer motivo, ele é apenas aposentado, a menos que tenha muito dinheiro. O amigo dizia que a palavra se tomou um estigma na vida, mesmo se o cidadão continua a trabalhar, o que não é raro, pois o que ele recebe do lNSS, tendo em vista o quê já contribuiu para o sistema, é uma piada e não dá para se sustentar com dignidade. Felizes são os que ainda têm força suficiente para não deixar o trabalho, podendo assim disfarçar a condição que o toma cidadão descartável, peso morto e considerado pelo Estado "altamente" oneroso.

          Como exemplo da triste realidade vivida por aposentados, relatou-me a mesma pessoa que, desejando efetuar compra a crédito, devido ao valor relativamente alto, escolheu a mercadoria, definiu com o vendedor qual a forma de pagamento, mas ao fazer a ficha do crediário, foi barrada na compra. Bastou dizer que era aposentado para o vendedor suspender a operação, dizendo que ele não teria como quitar as prestações. Nem lhe perguntou qual seria sua renda. E ele de tinha condições de assumir o compromisso. Este é o perfil econômico do aposentado diante do mercado; perfil cruel criado pela injustiça do sistema previdenciário que, ao longo do tempo, nivela por baixo todos os ex-contribuíntes compulsórios, não importando o quanto estes pagaram sob a condição de empregados. Antes, os que sofriam esse tipo de discriminação eram idosos, nos limites da expectativa de vida, por medo de eventual morte antes de concluído o pagamento das prestações. Conclusão triste: para o mercado o aposentado é um pré-morto!

           O significado original da palavra aposentadoria seria "recolhimento aos aposentos", o que valia dizer que, ao vencer seu tempo de contribuição ao sistema previdenciário, o trabalhador deixaria de trabalhar para o seu sustento, e, isso lhe permitiria o exercício do lazer e de atividades voluntárias, em beneficio da comunidade, sem prejuízo à sua qualidade de vida. Mas, tudo fica distante com a espoliação do trabalhador pela Previdência Social, uma estrutura mal montada cuja voracidade na arrecadação junto ao assalariado tem como contraponto, diante da sonegação empresarial e de setores oficiais, uma condescendência que chega a ser criminosa. Nem se fale da corrupção, fruto da parceria entre corruptos de dentro e de fora do balcão do INSS. E ainda por contar com o estado de mal informado, vivido pela maioria dos trabalhadores, o sistema produz milhares de injustiças entre contribuintes que chegam à aposentadoria. Os poucos que detectam os erros e ousam enfrentar a "patifaria oficial" gastam anos para provar que têm razão, mas nem sempre têm seus direitos reconhecidos de fato.





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