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Diego Grossi

[ Diego Grossi ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Historiador, professor e militante marxista-leninista.

 

O papel das drogas na História: Dominação e alienação

Crack

  O aumento do consumo do crack e de outras drogas mais pesadas tem intensificado a discussão sobre os malefícios causados à sociedade pelo uso de substâncias entorpecentes. No entanto, pouca atenção tem se dado ao papel desempenhado pelas mesmas durante a história da humanidade, numa relação direta entre dominação, alienação e consumo de narcóticos.

   De fato vários povos tinham no consumo de substâncias entorpecentes um elemento de sua própria cultura, mas além destes não possuírem condições para tratar a questão de uma maneira científica, o uso dessas substâncias era controlado, esporádico e submetido a determinados rituais, não era uma “epidemia social”.  Essa situação mudou com o contato estabelecido entre os europeus e os povos da América e da Ásia.

   Na luta pelo domínio do continente americano (séc. XV até XIX), os conquistadores europeus introduziram o consumo da cachaça entre os nativos, estimulando o vício como um meio para enfraquecê-los. O imperialismo inglês, diante da resistência da China ao domínio ocidental, estimulou o consumo de ópio (droga extraída de uma planta chamada papoula) entre os chineses, chegando a guerrear contra o governo desse país por causa da proibição do comércio da droga, o que levou os chineses a maior vergonha de toda a sua milenar história.

   Atualmente as drogas são vistas como um meio de libertação intelectual, rebeldia ou até uma simples maneira de esquecer os problemas. Essa forma de encarar o consumo de entorpecentes ganhou força na década de 60. O “sexo, drogas e rock and roll” foi a resposta de uma geração oprimida e que não tendo sucesso em conseguir a liberdade do corpo, acharam que estavam garantindo pelo menos a liberdade da mente. Puro engano, mente e corpo precisam trabalhar em sintonia, saudáveis, voltados para resolver os problemas, não para esquecê-los temporariamente. Ao utilizar as drogas para fugir de uma situação a pessoa está apenas acabando com qualquer possibilidade de resolvê-la, como demonstram os massacres citados acima.

   Atualmente, o tráfico de drogas é uma arma eficaz de enriquecimento e sustentação do próprio sistema, no qual muitos acreditam estar indo contra (de acordo com a própria ONU, alguns bancos só se salvaram durante a última crise econômica mundial por causa do dinheiro gerado pelo narcotráfico). Além disso, o povo que mais necessita lutar por seus direitos se tornou refém de uma cultura que endeusa as drogas como maneira de fugir do desespero (financeiro e/ou intelectual), quando na verdade a única solução é lutar contra a própria situação desesperadora (incluindo a destruição da capacidade do nosso povo através das drogas).





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