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Alessandro Mendonça

[ Alessandro Mendonça ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista Nacional (DF) em 1997 e ordenado Pastor batista em 1998.

 

A Conversão de Saulo

 “...Felipe...evangelizava todas as cidades até que chegou a Cesaréia. Saulo, porém, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho... os conduzisse presos a Jerusalém” (Atos 8:40-9:2)

A junção do último versículo do capítulo oito com os primeiros versículos do capítulo nove (sem as separações por capítulos) torna melhor a percepção do contraste ente entre os caminhos de Felipe e de Saulo. Há aqui dois ministérios distintos e contrários em expansão e, curiosamente, ambos cuidavam estar fazendo a vontade de Deus.

Como saber se estamos trilhando os "caminhos de Felipe" ou os de Saulo?

Primeiramente falemos de alguns aspectos que NÃO SÃO GARANTIAS de se estar fazendo a vontade de Deus.

OBTENÇÃO DE SUCESSO não garante a procedência divina da missão. Saulo estava sendo bem sucedido em seu empreendimento. “Eu, na verdade, cuidava que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno, o que, com efeito, fiz... castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar “ (Atos 26:10,11).

É comum pensarmos que apenas o fracasso é um indicativo da desaprovação divina. Se algo que faço em nome de Deus vai bem é porque Deus “está no negócio”. Nem sempre é assim, todavia.

Saulo não agia em nome de um paganismo ou de uma heresia qualquer. Ele era um seguidor zeloso do Deus Verdadeiro e um conhecedor da Lei Mosaica (a mesma que Jesus veio cumprir), mas O NOME DE DEUS tão somente não garante a procedência divina da missão. 

Saulo zelava pela manutenção da pureza doutrinária da fé que, para ele, estava sendo posta em perigo. Quase todas as heresias doutrinárias nasceram em concílios que alegavam a defesa da fé, a apologética. Quase sempre o perigo está em se achar que a fé está em perigo. E pior: em tentar salvá-la, mas TENTATIVAS DE SALVAR A FÉ E BOAS INTENÇÕES não garantem a procedência divina da missão.

Saulo era um homem metódico, planejador, criterioso e persistente. Para que tivesse êxito em sua nova empreitada (agora em cidades mais distantes, começando por Damasco), buscou na autoridade dos sacerdotes a permissão para invadir sinagogas e tirar à força os seguidores do Caminho que lá se encontrassem, mas MÉTODO, PLANEJAMENTO, CRITÉRIO  E PERSISTÊNCIA não são garantidoras da procedência divina da missão.

Saulo não agia sozinho, não representava a si apenas. Tinha o respaldo da instituição religiosa. Não apenas isso; tinha a “benção” da maior autoridade: o Sumo Sacerdote judeu. Todavia a UNÇÃO DA LIDERANÇA não é garantidora da procedência divina da missão. Deus não “terceiriza” sua aprovação. Estar debaixo de uma “autoridade”, de um “manto” ou “cobertura” ou seja lá o nome que se dê para alguma variante disso. Nada disso por si garante que o caminho que trilhamos provém de Deus.

Para que não sejamos achados combatendo CONTRA Deus, é importante observar algumas coisas:

NÃO CONFUNDA IRA COM AUTORIDADE – o texto diz que Saulo estava “respirando ameaças e morte” ou seja, estava “bufando de raiva”. A raiva é um poderoso motivador. Dificilmente você desiste de fazer algo quando age com raiva.
Tentativa de silenciar o outro é sinal de fraqueza de argumentos – Saulo era um hábil debatedor (como se comprovará depois de sua conversão). Se ele tivesse autoridade divina em sua missão seus argumentos e não a força seriam as armas para silenciar a oposição.

Busca de respaldo dos superiores é sinal de falta de autoridade própria – Saulo pretendia visitar as sinagogas de Damasco. Cada sinagoga possuía uma liderança local e suspeitava-se que algumas pudessem estar abrigando judeus convertidos à Cristo. Por isso Saulo solicita “cartas” às autoridades de Jerusalém. Isso é um sinal de fraqueza. Se os cristãos fossem realmente hereges, os líderes das sinagogas se convenceriam mediante correta argumentação.

E, SE ESTIVERMOS NO CAMINHO ERRADO?

Saulo seguiu para Damasco para caçar e prender cristãos. Podemos estar trilhando caminhos errados neste momento, mas o que torna um caminho errado é menos o seu DESTINO e mais o seu PROPÓSITO.

Quando Saulo se converte ele não dá meia-volta, mas segue para Damasco. Manteve a rota, mas mudou o propósito. Desta vez, sim, obedecendo à Deus.

Deus pode mudar situações sem mudar o caminho (mesmo destino, motivações diferentes) - Nem sempre é preciso mudar a rota. Damasco era, de fato, o lugar no qual Deus queria que Saulo estivesse. A diferença estava no íntimo; naquilo que Saulo pretendia fazer.

Não importa o quão determinado alguém esteja em fazer algo errado. Não importa que as passagens já estejam compradas, os papéis assinados, a palavra dada, a aposta feita. Não havia nada tão certo quanto a disposição de Saulo em prender os cristãos. Ele estava determinado, tinha o apoio de seus superiores, a companhia de seus semelhantes e já estava se aproximando do alvo. As mudanças de Deus sempre poderão ocorrer e (muitas vezes de forma  instantânea)

A conversão de Saulo se dá no momento em que ele aceita e atende a orientação recebida de Jesus na visão: “Eu te direi o que convém fazer”. Sua conversão não foi percebida por seus colegas. A marca exterior de seu encontro com Deus não foi uma face resplandecente, um halo sobre a cabeça ou coisa parecida. Foi uma cegueira física. Uma cegueira que fez Saulo passar a ‘enxergar para dentro e para trás’. Por três dias, em trevas, Saulo teve tempo para contemplar seu mundo interior e relembrar os testemunhos que certamente ouviu das muitas pessoas que inquiriu e pôs atrás das grades.

A revelação de Cristo à Saulo no caminho para Damasco também é uma revelação à nós daquilo que é mais fundamental quanto a conversão de um ser humano.

A pergunta de Jesus à Saulo revela o aspecto mais básico de qualquer conduta pecaminosa: a motivação. Jesus não censura, não corrige, não lamenta. Jesus pergunta: “Por quê me persegues?” A questão é: “Por que você faz isso? Qual sua razão? Qual sua motivação?”

Saulo não responde e isso também é revelador. Ora, ele tinha “plena” convicção das razões para perseguir aqueles que pertenciam à seita chamada “Caminho”, mas diante da pergunta simples de Jesus, Saulo emudece. Quando nós mesmos nos perguntamos a razão de fazermos algo errado, podemos encontrar as razões, mas quando é Jesus quem pergunta só resta o silencio.

A orientação de Jesus também é reveladora: “Eu te direi o que convém fazer”. Esse é o sentido da vida do convertido: aguardar a orientação de Jesus para fazer o que é conveniente.

Saulo havia confiado em aparentes sinais da aprovação divina e já estava tão envolvido no processo que parecia não haver mais retorno, mas, como em sua conversão, Deus pode nos encontrar mesmo nos caminhos que foram iniciados no engano, pode nos fazer cair para que possamos nos erguer, nos cegar para que possamos enxergar e nos fazer dar meia-volta para que possamos ir adiante.





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