-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Atualidades
 
Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Reis, imperadores e outros títulos

Reis e rainhas precisam ter sangue real nas veias, ou seja, nascerem de famílias reais, com tradição e história envolvidas na arvore genealógica.  Costumo pensar em reis quando penso na Espanha, na Suécia, na Inglaterra e outros lugares. A palavra " imperador"  me leva à China, por exemplo.  

Morreu na Coréia do Norte um ditador  e o filho do mesmo já é chamado de "supremo senhor".   Entretanto, o que falar do Brasil?

Temos "rei Pelé", " rainha Xuxa", Roberto Carlos " o rei", Hortênsia - a rainha do basquete.   Adriano é o Imperador, Kléber é o gladiador...    Tínhamos um magnata no Clube Atlético Mineiro e um fabuloso no São Paulo Esporte Clube.   A hierarquia real e as mitologias romana e grega tomaram conta dos apostos utilizados para atribuírem qualidades a pessoas que, embora públicas, naa possuem de " sangue azul", se isso importa.

Não consigo compreender a razão do uso desses atributos sem justificativa para pessoas que poderiam simplesmente ser consideradas ídolos, musas ou divas.  Como admitir ainda imperadores mesmo que fantasiosos em nosso país?   Por que algumas pessoas simplesmente são elevadas ao Olimpo só porque jogaram bola, foram estrelas de cinema,eram showmen ou show women ou possuíam alguma característica que os tornaram ídolos em algumas áreas da vida?  Se assim é, aquela boa cozinheira deveria ser a deusa da cozinha e a professora fantástica deveria ser cortejada como a imperatriz das crianças de sua escola.  A mulher que cuida do albergue onde há 50 crianças sob seu cuidade devia ser conhecida como rainha e o bom empregada da fábrica um príncipe.  Mas não é assim.  Damos, ou melhor, dão-se títulos de honra para pessoas ricas, esportistas, executivos e esquecemos que um " reino de verdade" é formado de coisas pequenas.  Já ouvi falar de alguém que era o rei da couve-flor e ele merecia o título porque plantava a couve e colhia muitas flores, sendo o melhor agricultor do ramo.  Mas ouvi isso apenas uma vez, nunca mais.  

Mãe é sempre rainha do lar  mas de fato são rainhas oy lutadoras para manterem seus filhos educados e longe das drigas?    Mas basta um jogador de futebol fazer uma jogada considerada pela mídia como sensacional que ele já é príncipe.

Devemos observar mais como tratamos os outros, principalmente os famosos, porque  o atributo tem que ter algo a ver com essas pessoas.  O rei do funk precisa sê-lo e o papa do reggae também.  O deus do esporte não pode ser avaliado como em uso de doping e a rainha dos baixinhos precisa merecer o título.

Creio que ainda sentimos saudades dos tempos pretéritos quando éramos submetidos á realeza e, por causa dissos, criamos realeza para tudo, exceto para o que de fato merece tratamento diferenciado, como o agricultor que não usa agrotóxico, como a freira que auxlia órfãos, como o anônimo que sai pelas ruas oferecendo chocolocate quente para moradores sem teto.  Pensemos nisso.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Deus é brasileiro ( Atualidades - Manoel Tupyara )

:: Decadência cultural ( Atualidades - Nylton Batista )

:: Segurança Pública no Brasil ( Atualidades - Gizelle Saraiva )

:: Voo MH17 - Quando a insensatez gera morte ( Atualidades - Wallace Moura )

:: Vade retro, Satanás ( Atualidades - Nylton Batista )

:: A morte de DG, do Esquenta, e ações “pacificadoras” das UPP, no Rio ( Atualidades - Cristiana Passinato )

:: Desapropriados da favela da Telerj no Rio, na Catedral ( Atualidades - Cristiana Passinato )

:: Páscoa: mero comércio? ( Atualidades - Cristiana Passinato )

:: Nós não merecemos ser estuprados, abusados, desrespeitados 01 ( Atualidades - Elisabeth Camilo )

:: Maré sitiada ( Atualidades - Cristiana Passinato )

:: Incultura como base ( Atualidades - Nylton Batista )

:: Mais austeridade ( Atualidades - Manoel Tupyara )

:: Credibilidade em estado de coma ( Atualidades - Manoel Tupyara )

:: 14 de Março: Dia Nacional da Poesia ( Atualidades - x - Contribuições )

:: Greve dos garis no Rio de Janeiro ( Atualidades - Cristiana Passinato )

:: A intencionalidade das matérias exibidas pela grande mídia ( Atualidades - Maria Tereza )

:: A apreensão do público diante da ausência da grande mídia nas manifestações de São Paulo, no início de 2014: o estabelecimento do caos ( Atualidades - Maria Tereza )

:: Quando a vontade de fazer justiça se transforma em mais injustiças ( Atualidades - Wallace Moura )

:: Primeiro beijo gay foi no SBT ( Atualidades - Ruy Matos )

:: Tesconjuro, IPHAN ( Atualidades - Nylton Batista )
 
 

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo