Que situação lamentável é a educação no Brasil! Enquanto profissional em educação a pergunta que não quer calar é a seguinte: "onde podemos melhorar"? Os alunos se queixam que os conteúdos aplicados não lhes servem para nada, os pais - atônicos - na sua maioria, alheios ao assunto, o estado (em todas as suas instâncias), fazem experiências vexatórias para garantir mais repasses federais programam políticas públicas em educação para inglês ver, bem que essa história de "para inglês ver" está ultrapassada, canalizando uma série de relações conflituosas nas escolas em que cada seguimento procura garantir para si o maior grau de mando.
As etapas que visam a melhoria da qualidade de nossas escolas perpassam por uma reforma estrutural, refutando quase todo sistema atual, desde as séries iniciais, passando pelo ensino fundamental e médio e ensino superior. O aumento de oferta de cursos superiores, nos últimos 10 anos, triplicou mas a qualidade não cresceu na mesma proporção, pelo contrário, o que se vê são cursos com baixa qualidade onde, todos os anos, lançam um número cada vez maior de portadores de diplomas e mals profisionais no mercado. O exemplo mais prático são vários cursos de direito em que seus formandos não são aprovados na OAB. Agora já estão pensando em acabar com esse qualificador.
Os investimentos do MEC em educação, segundo dados do ministério, saiu da casa de 19 bilhões para cerca de 80 bilhões em dez anos do governo do PT. Tanto investimento que não - nós seres mortais - que vivemos "pegando no chifre do boi", não usufruímos na mesma medida. A corrupção corre solta, como "nunca antes da história desse país" o heality Show da vida pública e privada nos presenteou com tantas cenas cinematográficas de fazer inveja aos estúdios de Hollywood .
Talvez ai esteja à explicação para onde esteja indo a grande parte desses investimentos: nas cuecas mui grandes, nas meias dos deputados e assessores, porta-malas de seus veículos, nas sacolas disfarçadas de memorandos, e por ai vai e vai... O povo brasileiro está cansado de ser expectador, talvez a solução fosse passar a ser coadjuvante em todos os sentidos. O estopim já fora acesso.