-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Crônicas e Poesias
 
Paulo Hijo

[ Paulo Hijo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma boa literatura pode resultar muito benefícios; e a leitura, que é um processo de divertimento, proporciona tanto o repouso, a suspensão da fadiga, assim como a catarse e a educação.

 

Simplesmente um Molho Inesquecível

Alí, naquele cantinho simples, todos os moleques, sim moleques mesmo, começamos a atrabalhar bem novo. Eu já começei um pouco mais tarde, aos 12 anos, já que era recém chegado naquele lugar. Não era raro família grande. Quanto mais filhos, mais trabalhadores, portanto, mais salários. No fim do mês, os filhos entregavam os seus envelopes de pagamento aos pais. Sim, naquele tempo, os salários eram pagos em dinheiro. E, nos fins de semana, a mãe dava ao seu filho um poco de dinheiro para ele sair.

O dinheiro de fim de semana mal dava para um cinema. Ou andar num brinquedo daqueles parques de diversão caindo aos pedaços. Ou para uma entrada a um circo, com lona desgastada, que, ora ou outra, por lá passava. Ir a uma padaria para um lanche depois, nem pensar. Ah, mas dava para um pacotinho de pipoca. Aliás, era melhor que muito sanduiches. Sim, era uma pipoca especial. Vivia alí, um homem muito simpático, de baixa estatura e sempre de chapéu na cabeça. Alegrava as crianças, suas frequesas, mexendo o chapéu movendo seu couro cabeludo. Conseguia mexer suas orelhas também.

Mas o que mais alegrava a sua frequesia era sua pipoca com um molho de pimenta. Ah, aquela pipoca regada àquele molho ainda me dá água na boca. Não era um molho ardido. Era no ponto. Ao ponto de até crianças poderem saborear. Não sei se ele foi o iniciador de servir pipoca com molho, mas sei que, para mim e para todos aqueles que tiveram a felicidade de provar, era o melhor molho caseiro para pipoca. Nunca mais encontrei um que chegasse perto daquele do senhor simpático e risonho pipoqueiro. Por vezes, encontro com gente daquele lugar. Gente que já tem netos ou está para, logo logo, ser avô ou avó. E, sempre que falamos daqule lugar, falamos da pipoca com aquele molho delicioso.

E recentemente, falando com um dos filhos do pipoqueiro, perguntei a ele se sabia fazer o tal molho. Respondeu que não havia uma receita fixa. Seu pai usava basicamente pimenta vermelha, sal e vinagre de vinho. Tudo batido no liquidificador. O que deixava aquele molho simplesmente delicioso, era a sua mão. Ele sempre incrementava o molho básico com que tinha nas mãos. Se tinha, colocava orégano, manjericão, azeitona, alcaparras, azeite, vinho branco e outros condimentos. Pois é, o molho não era o mesmo, mas o sabor era, pois sempre era saboroso e combinava com a pipoca. Infelzmente, ele já se foi.

Nunca mais o povo dali teve o prazer de saborear a pipoca com o mais saboroso molho de pimenta que já experimentei na vida. Pobre da nova geração que vive ali.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Escrever é como escalar o infinito... ( Crônicas e Poesias - Fabiana Barros )

:: Eu aprendo e ensino brincando ( Crônicas e Poesias - Fabiana Barros )

:: Para dizer que falei das flores ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Olho do espaço ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: O fim do mundo ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: O homem, a seca e a chuva ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Até um dia, minha mãe... ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Eu quero ser racional como os animais irracionais ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: E se formos todos, zumbis? ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Pedrinho e o raio de Sol ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Se eu visse Deus... ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Saudade dos cantares ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Quando vejo teu sorriso ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Ode aos varais ( Crônicas e Poesias - Elisabeth Camilo )

:: História sem cor ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: Ervilhas ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: E por falar em existir... ( Crônicas e Poesias - Osvaldo Heinze )

:: O sonho do menino ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Faltava uma imagem na cruz ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )

:: Há um Ser cuidando de você ( Crônicas e Poesias - Jorge Azevedo )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo