A edição eletrônica do jornal Público no dia 03/02/2012, apresentou em destaque a maneira imperativa como o novo gestor do CCB – Centro Cultural de Belém, o Vasco Graça Moura, que muito sem graça afirmou que não aceita as regras da nova ortografia da Língua Portuguesa naquela repartição pública e que tudo fará contra o acordo internacional ratificado por Portugal sob a tutela da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Porém, a CPLP corrobora com o desejo do administrador do CCB ao manter o seu portal eletrônico com os textos ainda de acordo com a antiga ortografia no modo lusitano.
O governo federal brasileiro adotou esta nova regra em 2009 para todos os atos e ofícios governamentais e para o material didático a partir de 2012 por simples questão econômica e evitar o descarte dos livros escolares utilizados até 2011.
Sendo a CPLP uma instituição intragovernamental, com os oitos membros efetivos e pelo menos três associados observadores, como é que este organismo aceita alavancar a promoção das novas regras da ortografia que veio para primeiramente servir de ponto de apoio à comunidade lusófona não se dá o cuidado de se apresentar com base naquilo que desenvolve?
Muito antes de procurar um palacete para desenvolver suas atividades administrativas e representativas, quando a maioria do povo lusófono mora em barracos, palafitas, musseques, kubatas e muitas sequer têm um simples banheiro, deveria se ater e fazer com que este mesmo desvalido povo cresça e tenha melhores condições de vida, mesmo que por circunstâncias alhures está sempre em condição de vida precária, a começar pela falta de escolas básicas ao ensino fundamental de nossas crianças e jovens para que não cresçam analfabetas.
Quando começaram a discutir em 2008 a respeito destas novas regras da ortografia, a mesma foi posta ao público reconhecendo a grande dificuldade da maioria das pessoas com a redação e este seria um modo de democratizar a escrita tornando-a mais próxima do modo como se exprimem.
Que venha melhores dias e circunstância para a CPLP e seus afazeres lusófonos.