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Alessandro Mendonça

[ Alessandro Mendonça ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista Nacional (DF) em 1997 e ordenado Pastor batista em 1998.

 

A Serpente de Bronze

O capítulo 21 do Livro de Números registra um estranho episódio, no qual o povo de Israel em peregrinação rumo à Terra Prometida é atacado por víboras do deserto e muitos morrem. A cura proposta por Deus para as picadas mortais foi simplesmente ‘olhar para uma serpente de bronze’. Trata-se do primeiro e único caso de cura por “visão antiofídica”.

"Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se naquele caminho.

E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão destestável.

Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel.

Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que suma com estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo.

E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela." (Números 21:4-9)

O mais elementar significado é que aquela serpente de bronze que Moisés ergue numa haste representa Jesus erguido na cruz (como o próprio Cristo dirá depois), mas muitos outros aspectos podem ser percebidos nesse texto acerca do modo como Deus salva.

O primeiro aspecto é que a Salvação é oferecida ao invés de outorgada – Deus não faz com que as serpentes desapareçam subitamente e que os efeitos do veneno cessem. Deus manda Moisés fazer uma imagem e que oriente o povo a ‘olhar’ para a serpente. Ou seja, a salvação era uma questão de VONTADE.

O segundo aspecto é que Deus salva para além daquilo que consideramos ‘salvação’ – o pedido do povo fora para que Deus “sumisse com as serpentes”, para que desse um fim ao ataque; não há nada a respeito daqueles que já haviam sido picados, mas Deus fez mais: salvou, tanto as ‘potenciais’ vítimas quanto as vítimas ‘de fato’. Quando se pede a intervenção divina e se busca a sua salvação, Deus sempre vai além do livramento e salva até aqueles aspectos da nossa vida que já considerávamos ‘condenados’.

Um terceiro aspecto dessa salvação é que ela é ‘simples’ – Há algo mais simples do que olhar? Não havia necessidade de um sacrifício ou de um rito, nem formulários burocráticos, nem doações ou barganhas.

Por ser simples, essa salvação também era uma salvação PRÁTICA, pois alcançava até mesmo aqueles que já tivessem sido picados. O veneno ofídico afeta o sistema nervoso e, num estado avançado, a única coisa que um homem picado pode fazer é mexer os olhos. Era o bastante.

Poderia alguém não querer olhara para a serpente?

Há também um aspecto ‘paradoxal’ na salvação de Deus:  Aquilo que me fere se tornou naquilo que me sara.

Certamente, depois do ataque, a última coisa que o povo queria ver era serpente. Serpente? Nem que “pintada a ouro”, todavia a imagem da serpente representava um duplo desafio aos condenados: por um lado deviam contemplar aquilo que lhes havia ferido (o juízo) e por outro  deveriam crer.

Talvez fosse mais fácil crer na imagem de um Cordeiro de Bronze ou de uma insígnia do Instituto Butantã de bronze ou até num comprimido Doril de Bronze (afinal, tomou doril...). Mas Deus faz com que o agente da condenação ou da salvação seja o mesmo e que dependa de uma escolha pessoal a determinação de qual efeito ele produzirá: Para aqueles que se negaram a olhar, condenação e para aqueles que contemplaram com fé, salvação.

Por último e o mais importante. A concessão do livramento foi gratuita (Deus não está obrigado a perdoar o povo), mas a recepção do livramento foi condicionada a um ato de fé: olhar.

Esse é o principal aspecto da salvação que Deus promove: sem fé não há. Não seria necessária tanta fé para se contemplar a imagem de um Querubim de Bronze ou outro ser celestial, mas uma ‘serpente’?

Mesmo assim é intrigante o fato de que  alguém se recuse. Afinal, quem, estando condenado, não olharia para a serpente?

A resposta é simples e triste: Não olhariam os mesmos que não “olham” hoje: Quem não acreditasse (e quantos não acreditam?), quem não se considerasse condenado (e quanto não se dão conta?), quem considerasse a solução inadequada, ou ridícula ou simplória (e quantos não consideram?).

Só “olhar para a serpente”? Só “crer em Jesus”, só isso?

Haverá sempre os que buscarão os Butantãs da vida, os tratamentos alternativos e os que ignorarão os sintomas do veneno, mas a “mensagem da serpente” é clara e inequívoca:

Olhar é obedecer;

Olhar é crer;

Olhar é admitir o pecado e o juízo presentes;

Olhar é confrontar.

Haverá situações em que nos sentiremos paralisados e intoxicados pelo veneno do mundo; sem reação ou esperança. Ainda assim haverá algo que poderemos fazer em direção à salvação de Deus; algo simples. Talvez uma palavra, um olhar, um gesto e assim, haverá aqueles que se negarão mesmo a isso.





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