
No artigo anterior foi apresentada a genealogia como um instrumento utilizado na História, na construção e manutenção da memória.
A genealogia, dentro do âmbito familiar, pode realizar a união, através da construção memória, passada de geração para geração – tradição oral – e a manutenção das tradições de família, como elemento civilizatório – segundo Confúcio.
O conhecimento sobre os ancestrais, a própria família, presenteia nossos filhos com a idéia de estabilidade, trazendo-lhes força, identidade e equilíbrio emocional.

Além do sentimento de orgulho e pertença, oriundos do amor familiar, como uma floresta de sequóias, que se tornam firmes ao entrelaçarem as suas raízes, frente aos ventos das dificuldades.
Quanto mais profundas são as raízes, mais fortes, segura, bela e frondosa é a árvore, assim é a família, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento de nossos ancestrais, maior é a nossa admiração, que norteia as nossas vidas, e nos coloca em um rumo correto traçado por nossos anciões e antepassados.

Melhor será, graças ao conhecimento ancestral, o domínio de nossas tradições, que civilizam o ser humano.
Lógico que nem sempre temos bons ancestrais e nos deixam uma boa herança. Nesses casos, se faz necessário limpar as ações deste ancestral, através da transferência de méritos, a fim de libertá-lo de suas ações. Assim como, ressaltar e contemplar os melhores ancestrais e suas benfeitorias.
Honrar os ancestrais é fortalecer os laços de família, desde deu início até o presente.