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Cíntia Vilani

[ Cíntia Vilani ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Escolheu a Psicologia como profissão a fim de cuidar e promover a qualidade de vida das pessoas no âmbito pessoal, profissional e afetivo.

 

Depressão Infantil

A depressão é definida por muitos como um mau funcionamento cerebral que causa uma falta de vontade para enfrentar a vida: para um despertar da cama para os afazeres do trabalho de casa, para com os filhos, no relacionamento conjugal e interpessoal. Na esfera do trabalho, sintomas parecidos com a depressão e comumente presentes são a síndrome de burnout, assédio moral e depressão pós-férias. Mas, pouco se tem falado sobre a depressão infantil.

Algumas pesquisas acadêmicas apontam para a incidência de 5% das crianças e adolescentes brasileiras sofrerem com algum tipo de sintoma depressivo, mas, poucos adultos percebem a manifestação desta doença. Travestida por rótulos dados por professores que tem de lidar com mais de 30 alunos em sala ou por problemas estressantes vivido em casa por familiares, as crianças e adolescentes com depressão são carimbadas com o logotipo de ‘crianças-problemas’ ou ‘espalha-brasa’.

Ao contrário da depressão em adultos, a depressão infantil é caracterizada por sinais de irritabilidade (gritam, esperneiam, se jogam no chão diante de um não dado por um adulto ou por outra criança); queixas cotidianas de dores (dor de barriga, dor de cabeça, dor no corpo); dificuldade de concentração (não assiste como anteriomente os programas de televisão preferidos ou não conseguem jogar por muito tempo) e pela falta de concentração diminui o desempenho escolar se mostrando incapazes de acompanhar o ritmo da sala e se dispersarem facilmente não atendendo às ordens dadas podem ser confundidas com crianças que sofrem de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

Por causa de alguns fatores relacionados ao tipo de educação familiar recebida ou pela educação formal à qual está exposta tais sinais apresentados por alguma criança podem ser “psicologizados” como crianças ou adolescentes rebeldes, com falta de apatia que precisam de atenção em casa (se for colocado em xeque a convivência familiar) ou no caso de adolescentes, pode ser visto como um sinal de um possível uso de drogas.

Diante disso, um dos primeiros passos é encaminhar para um psicólogo para fazer uma avaliação. Atitude correta, porém, a depressão infantil quando diagnosticada traz uma série de dúvidas e questionamentos por parte dos pais, pois, na maioria das vezes, não entendem o porquê de seus filhos estarem &39;‘passando por isso, visto que tem de tudo em casa”.

Por isso é importante conhecer que ao contrário de adultos que parecem sofrer de depressão diante de problemas universais (perda dos pais, perda de um dos filhos, divórcio, expatriação dentre outros temas), a depressão infantil possui manifestações peculiares e atípicas, sempre relacionadas a uma patologia afetiva.

Segundo a visão psiquiátrica:

 “algumas causas para a depressão nas crianças incluem o estresse, abusos sexuais, perdas importantes, mudanças de cidade, bairro ou escola, e outros estressores variados, entretanto, na maioria das vezes o problema costuma ser decorrente de uma predisposição de temperamento à sensibilidade emocional exagerada”. 

 

Dessa forma é importante que pais e educadores se conscientizem que um fator estressor para uma criança e adolescente pode parecer banal ou fútil diante de uma visão adulto de enfrentar a vida, mas, pode ser de primordial importância para eles.

Um exemplo, infelizmente, bastante comum, passado algumas semanas do início da aula, é a queixa da escola com os pais destes filhos não estarem atentos, não colaborando e até mesmo atrapalhando o envolvimento dos demais alunos.

Antes de levar o filho direto para o consultório de psicologia, os pais precisam sentar e tentar (!) uma conversa franca com os filhos, procurar investigar a possível raiz do problema do comportamento apresentando.

Mudança para uma escolha melhor no ponto de vista dos pais não é sempre bem recebida pelos filhos que podem sofrer por terem de se separar dos antigos amigos assim como uma mudança forçada pela adversidade financeira enfrentada pelos pais também precisa ser bem conversada e explicada. Outros fatores, como mudança de casa, cidade, Estado, chegada de um irmãozinho (a) e mudanças corporais também são fatores que podem desencadear a depressão infantil.

Um exemplo de mudança corporal que pode levar à depressão infantil por ser vítima de bullying  é o aparecimento de ‘seios’ nos meninos um pouco acima do peso. Este é um fenômeno bastante comum percebido pelos próprios colegas, mas, que chega travestido como falta de ânimo e apatia.

Fica o alerta aos pais neste início de ano escolar: trabalhar é necessário para levar conforto à família, mas, um tempinho de meia hora pelo menos, por dia, com o filho é urgente, pois, só assim é possível ajudá-lo nos momentos de mudança de fase e encaminhar para um profissional quando necessário.





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