Depois do filme “Uma Noite no Museu”, em que trabalhou a idéias de que a História ganha vida neste local, pois é neste ambiente que se guarda conserva, expõe e conta os acontecimentos históricos, através de seus artefatos, que são as reminiscências materiais de alguma época.
Eles não são apenas os depósitos de relíquias do passado. Desde suas fundações, no Renascimento, aos quais guardavam as coleções da nobreza, artefatos considerados como verdadeiras maravilhas das artes e da natureza.
Porém, através da pesquisa histórica, realizada pelo historiador, na sua análise do objeto, do criador do artefato, do seu portador e dos contextos históricos em que os elementos, citados anteriormente, estão inseridos, faz-se a narrativa da história do artefato exposto no museu.
Com a chegada da Idade Contemporânea, mais precisamente com a turbulência da Revolução Francesa (1789-1799), ocorreu um movimento reinvidicatório para expor ao público as coleções das nobrezas e ordens eclesiásticas.

Desta forma o então, Palácio do Louvre – um palácio real, que outrora foi uma prisão, por isso o nome Louvre (canil para lobos) – foi transformado em museu e abriu oficialmente, no dia 10 de agosto de 1973, suas portas ao público ávido por conhecer seus acervos, colecionados e preparados pelo Ancien Régime (Antigo Regime). Dando ao público a oportunidade de conhecer a sua história, a do mundo e apreciar as obras de arte.
A abertura ao público representou uma forma de recreação, sendo apresentados como Castelos da Cultura e da História das civilizações. Com isso se apresenta a preocupação dos líderes em levar cultura ao seu povo, a fim de ascender suas mentes com esta forma de recreação. E foram construídos prédios ou foram aproveitados espaços de forma a valorizar a alta cultura em suas formas arquitetônicas se estilos neoclássicos, rococós e etc.
Porém, este lazer é conflitado com a cultura imediatista e a cultura de massas, que desrespeitam a alta cultura e desdenham da sua própria História e civilização.

Destarte, os museus, assim como as bibliotecas, arquivos e teatros, são os refúgios e templos solenes do Logos (conhecimento), civilização, cultura, Clio (História), musas (inspirações artísticas) e da Paidéia.

Artigo escrito em colaboração da pedagoga Rosemere Cavalcante.