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Você está em Jovens
 
Patrícia Cozer

[ Patrícia Cozer ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Professora de Inglês. Atualmente se prepara para obter o título de especialista em Literatura Latino-Americana.

 

Experiências longe de casa

Os relatos são inesgotáveis. Todo mundo quer contar a sua história, como superou, a sua forma de ver e experienciar a vida após sair de casa. Faz bem contextualizar essa saída: aqui, nos referimos à pessoas que, após anos enclausuradas, por assim dizer, decidem cortar o cordão umbilical (e protetor), como se aquilo fosse coisa urgentíssima. Até certo ponto, é mesmo.

Mais urgente que a própria experiência em si é a tomada de consciência que aos poucos te envolve. Algo que surge pequeno, como uma lembrança, e de repente cresce, ganhando uma proporção absurda. É como nas histórias em quadrinhos: cai uma cadeira, depois um piano e por último um cofre na cabeça. BAM. Parabéns, você caiu na vida. Não era tudo que sempre se quis?

Poder sair sem pedir licença, poder varar a noite. Dançar sem repressão, sem olhares de repulsa, desequílibrios à flor da pele. Diagnosticar alguma coisa parece impossível. Porque, uma hora ou outra, por mais que se faça festa, vem o momento da auto-análise. Pessoas densas, como diria o velho Orkut. Azar o teu se você é uma dessas pessoas.

Pegando carona com a banda Blitz e seu bordão mais famoso ("... longe de casa, há mais de uma semana...") é que os aventureiros de plantão podem afirmar se afinal faz tanta falta assim a vida pronta, do jeitinho que se estava acostumado. Ter tudo nas mãos, a lei do mínimo esforço. Aquela história de choramingar por nada: ora porque o leite não esquentou direito no microondas, ou o bichinho de estimação não veio ao seu encontro.

Cair no mundo é isso. Esse baque todo. É perceber como existe gente boba e sem espírito em cada esquina, bem como o contrário. É ver que você pode ser mais, ver mais, para além do próprio umbigo e das próprias infelicidades. É dispor-se a ajudar, pois a escolha foi tua. E quem nasceu (quase) sem chance de mudar de vida? Cadê o microondas para que o indivíduo também possa reclamar? E quem está na luta, atrás de pessoas que reconheçam seu valor?

Você que pôde decidir a hora de meter os pés pelas mãos deveria socorrer àqueles que estão no mundo por falta de opção. Mas claro: isso só seria permitido após o choque consciente. Afinal, ninguém quer arrogância rondando pobreza e disseminando ainda mais preconceitos.

E então... já caiu? 





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