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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Sofrimento de filho

Se pararmos para observar um grupo de crianças brincando no parque da praça pública em um final de semana ensolarado, sob os olhares atentos de seus pais, perceberemos que, provavelmente em determinado momento, alguma delas irá sofrer um pequeno acidente, seja decorrente de uma queda da bicicleta, um tropeço, ou uma leve batida em algum obstáculo existente.

A reação natural destes pequeninos, principalmente as crianças menores, é procurar o olhar do pai ou da mãe e desabar em choro. Nestas situações, imediatamente os genitores entram em ação correndo ao encontro do filho para acudir e verificar se está tudo bem.

Ainda neste exercício de observação perceberemos que o grande remédio capaz de amenizar a dor é o afeto. Inúmeras vezes em situações deste tipo ouviremos os pais perguntando onde está doendo e beijando o referido local para cessar a dor.

Mais interessante é que todos nós quando crianças nos beneficiamos deste tipo de tratamento e somos testemunhas de que realmente funciona. Um beijo afetuoso não é capaz cicatrizar um pequeno corte, muito menos fazer desaparecer um hematoma, porém nos traz a sensação de alívio imediato. Nos demonstra o quanto somos importantes para aquela pessoa e a preocupação da mesma em relação ao nosso bem estar.

Talvez o ponto em questão não seja apenas a dor do corpo, mas sim a expectativa de socorro gerada pela criança machucada naquele momento, ou quem sabe a vergonha da queda na presença das pessoas pelas quais o pequeno tem maior amor.

Da mesma forma uma palmada pode causar muito mais dor e sofrimento a um filho do que algum outro acidente físico qualquer, pois ele sabe que seu erro foi descoberto pelos pais que tanta confiança lhe depositaram. Provavelmente ele já havia sido advertido que aquele comportamento não era correto e mesmo assim insistiu em realizá-lo.

Não existe maior punição para um individuo do que ser repreendido pelas pessoas que ele mais ama.  
 
Seguindo a mesma linha de raciocínio podemos incluir bênçãos ou maldições proferidas dos pais para os filhos.

Certa vez Padre Léo (fundador da Comunidade Bethânia em São João Batista – SC, escritor e conceituado pregador no cenário católico – falecido em Janeiro de 2007) relatou em uma de suas palestras a histeria de alguns pais para colocar seus filhos próximos do Papa na esperança de que estes recebessem uma benção quando o Papa visitava seus respectivos países.

Padre Léo comentava ainda que a benção que um pai ou uma mãe podem conceder ao seus filhos é imensamente maior do que aquela proferida pelo próprio Papa.

Realmente sabemos o quanto é gratificante ouvir daqueles que nos oportunizaram a vida nos desejar que tenhamos um bom dia, que Deus nos abençoe, ou pronunciarem um simples “eu te amo” ou “te cuida”. Escutar estas palavras, por mais conturbada que seja a relação, traz imediatamente a sensação de serenidade, além disto alimenta os sentimentos de amor, respeito e cumplicidade do filho em relação ao pai.

Ao contrário comentários depreciativos ditos pelos pais do tipo “você é um burro”, “tomara que quebre a cara para aprender”, ou outros do mesmo gênero, atrapalham o relacionamento, tornam os filhos inseguros, e geralmente, mesmo que de maneira inconsciente, trazem aos pais o sentimento de que fracassaram na educação daquela criança.

Nós enquanto pais temos a obrigação de orientar aos filhos para que sejam pessoas decentes, perdoando-lhes as falhas sempre que reconhecerem que suas atitudes geraram algum tipo de prejuízo.

Nós enquanto filhos precisamos aprender a tolerar a postura de nossos pais, aproveitando os conselhos que julgarmos oportunos e ao menos ouvindo sem reprovação aos demais, assim como respeitando sempre aqueles que através do seu esforço, e muitas vezes abandonando suas aspirações particulares, fizerem tudo o que podiam para conceder-nos condições de desenvolvimento.





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