A avaliação neuropsicológica há alguns anos passou a ser realizada no Brasil, por psicólogos e neurologistas a fim de auxiliar em tratamentos com pessoas com dificuldades de concentração, memorização e atenção.
O portal NetWorkSistemas publicou um artigo que sintetiza objetivamente e de forma correta as 13 indicações mais utilizadas para o encaminhamento e necessidade desta avaliação sendo estes:
1) Avaliação e acompanhamento de demências
2) Avaliação e acompanhamento do déficit anêmico associado à idade
3) Avaliação do déficit cognitivo pós- acidente vascular encefálico ou traumatismo craniano
4) Avaliação do déficit cognitivo pós meninges-encefalites
5) Avaliação de déficit cognitivo pós intoxicações por metais pesados, por exemplo.
6) Avaliação do déficit cognitivo associado ao alcoolismo, demência Wernicke e Korsakoff
7) Avaliação de déficit cognitivo associado a drogas
8) Avaliação do déficit cognitivo na epilepsia
9) Avaliação de déficit intelectual congênito
10) Avaliação dos prejuízos cognitivos relacionados ao Transtorno de Déficit de Atenção e Impulsividade
11) Avaliação de formas residuais de transtornos do aprendizado
12) Avaliação dos déficits cognitivos nos diferentes subtipos de esquizofrenia
13) E outros diagnósticos, tais como o diferencial das dismnésias (depressão versus demência)
De acordo com o professor de Neuropsicologia e Psicopatologia do Centro Universitário São Camilo, na capital paulista, Éverton Duarte “o exame avalia funções mentais, como a memória, a linguagem, a eficiência intelectual e também a atenção, além da função executiva, que são exatamente as habilidades de julgamento e de planejamento para a resolução de problemas”
No âmbito escolar, os testes neuropsicológicos são solicitados a fim de enquadramento de crianças e adolescentes com prejuízos intelectuais em salas especiais da rede pública de ensino ou para a inserção em escolas especializadas, não raro, também sendo utilizados como recursos para não-aceitação de algum aluno em determinada escola.
Entretanto, estes testes passaram a ser úteis também na avaliação dos casos de crianças e adolescentes com altas habilidades ou super-dotação que não eram diagnosticadas corretamente e acabavam não usufruindo de suas capacidades por desconhecimentos, quadro que mudou em terras paulistas, após a formação da Associação Paulista para Altas Habilidades/ Superdotação (APAHSD).
Mas, com as inúmeras escolas particulares que prometem de tudo e nem sempre assim o realizam ou passam no crivo de exigentes pais, resultantes dos modelos familiares de educação, tem aumentado o número de escolas solicitando laudos cognitivos para acompanhamento de seus alunos assim como de pais que procuram um psicólogo clínico para realizar os testes.
Os testes avaliam a percepção, abstração visual, planejamento, relação de causa-efeito, destreza viso-motora, capacidade de compreensão e entendimento de informações, raciocínios aritméticos, nível e tipo de concentração, avaliação de abstração verbal e domínio da língua materna, além de analisar a memória operacional e outros tipos de memória relacionados à aprendizagem.
Um alerta se faz necessário. Tais testes não devem se transformar em provas de condicionamento intelectual de pais e escolas que querem transformar seus filhos/alunos em futuros Steve Jobs e Bill Gates. Devem-se respeitar os limites e limitações, capacidades e habilidades inatas de cada criança e adolescente, sendo o uso de tais recursos usados, exclusivamente, para a avaliação de áreas em que deve ser redobrada a atenção para um melhor aprimoramento ou compensação para outra área.