
Quando uma criança nasce, os pais se apressam em registrar seus filhos, pelo menos os pais que possuem esse cuidado, no intuito de cobrir os cuidados e cumprir com as formalidades burocráticas necessárias, a fim de atender as necessidades básicas para o recém-nascido.
Porém, um dos problemas surgidos com esta formalidade é o excesso, com o passar dos anos a sociedade atual passou a afirmar, através da retórica dialética, que quando uma criança nasce é um “pequeno cidadão”. Um recém-nascido não tem condições de ter Civita (cidadania).
Todo cidadão tem deveres e direitos. Um recém-nascido não tem deveres, assim como as crianças pequenas, também, não têm. Aliás, nem direitos, pois vão aonde os pais as levam. As crianças estão sob os cuidados de seus pais, as únicas coisas que elas fazem é brincar.
Para não dizer que omitido sobre os direitos infantis. Toda criança tem os direitos elementares – básicos – alimentação, abrigo, vestimenta e cuidados que garantam a vida.
Desta forma se faz necessário formar a Paidéia, que irá preparar o infante para a vida em sociedade. Formar a Paidéia é inserir os jovens em um processo de transição de crianças – seres que estão sob os auspícios dos pais e que são incentivados as tarefas e aquisição de responsabilidades – para adultos, verdadeiros cidadãos, detentores de deveres e de direitos civis.
O preparo para a cidadania, para a civilização e para a fase adulta se dá através dos Ritos de Passagem em que trabalha-se o processo de conhecimento, formação e fortalecimento do indivíduo. Além de marcar a transição de criança para adulto. Este processo precisa da figura do mestre (tutor) para transmitir os ensinamentos e os regulamentos necessários para formar a Paidéia.
Portanto, nossas crianças, adolescentes e jovens não são cidadãos, pois não adquiriram e nem conquistaram suas Civita, foram dadas a eles sem o preparo necessário para isto.