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Ana Paula Lisboa

[ Ana Paula Lisboa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estuda Comunicação Social, adora escrever e acredita na comunicação como formuladora de conceitos.

 

Tecnologia ajuda jovens autistas




Rafael Cunha inventou um jogo de computador para o aprendizado e diferenciação de palavras

Dois alunos de mestrado em informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio) resolveram aliar a tecnologia ao aprendizado de crianças e adolescentes autistas. O interesse por computadores ajuda a aprender vocabulário e a se relacionar com outras pessoas de forma leve e divertida. Rafael Cunha, 32 anos, começou o mestrado em informática com a linha de pesquisa “interação humano-computador” em 2009. Ao procurar por um tema de tese de dissertação, recebeu uma dica da esposa. "Minha mulher é fonoaudióloga e atendia uma criança autista. Ela me contou a dificuldade de achar softwares brasileiros para ensinar vocabulário para os autistas”, relembra.
Foi a partir daí que Rafael criou, com ajuda da orientadora Simone Barbosa, um jogo de computador para ampliar o vocabulário de autistas entre 5 e 9 anos de idade. O jogo ainda não tem nome, mas um marcante esquilo faz sucesso entre os usários mirins. O esquilo incentiva a superar desafios do game.

sonobrrasil

Rafael explica como funciona: “A partir dos estímulos, é preciso achar as palavras pedidas. A intenção é que as crianças joguem sempre com orientação dos pais ou de algum supervisor." Uma vantagem é que o nível é adaptado à capacidade de mexer com o mouse e ao conhecimento da criança: desde a alfabetização, até os que já falam, mas tem dificuldade de distinguir objetos ou funções semelhantes.

Os testes começaram em abril de 2011 e terminaram em dezembro, depois de dez sessões com cada uma das cinco crianças participantes. Dessas, quatro tiveram resultados excelentes e apenas com uma delas não foram obtidas provas de aprendizado. Os pais acompanharam o processo e foram testemunhas do progresso dos filhos. “Um dos meninos não conseguia diferenciar ‘sandália’, ‘chinelo’ e ‘sapato’. Depos do jogo, ele passou a conseguir. Outro não diferenciava a função dos objetos, quando queria dizer ‘prato’ dizia ‘comida’. O jogo ajudou bastante”, conta Rafael, satisfeito.

“Sinto que tanto as crianças quanto os pais gostavam muito. O jogo também sería útil em instituições que cuidam de autistas”, sugere. O game ainda não está finalizado, mas a partir de junho vai estar disponível para qualquer pessoa na internet. Rafael explica que a vontade dele é ajudar essas crianças, que tem poucas opções de jogos e softwares de aprendizado, por isso vai distribuir o jogo de graça.

sonobrrasil
A colombiana Greis Silva veio para o Brasil fazer
mestrado e criou um game para interação
de adolescentes autistas


A estudante de mestrado em informática Greis Silva, 26, também se mobilizou pela falta de jogos e tecnologia para ajudar os autistas. Natural de San Juán del Pasto, na Colômbia, ela criou o jogo PAR (Peço, Ajudo, Recebo), que funciona numa mesa touchscreen. O game foi desenvolvido para que jovens autistas de 12 a 17 anos joguem juntos e, assim, superem desafios e interajam entre si.

Greis se formou em licenciatura em informática e queria, no mestrado, aliar os temas educação e computação, o que veio fazer no Brasil. “O jogo nasceu da necessidade dos usuários. Os gostos e preferências deles foram pesquisados para depois formular o jogo”, explica.

Em desenvolvimento desde setembro do ano passado, com orientação do professor Alberto Raposo, o PAR já foi testado com seis adolescentes autistas, com resultados muito positivos com todos eles. Na fase de testes, os usuários interagiram com um instrutor, mas o objetivo é que usários autistas joguem juntos, para contribuir para a interação social deles.

“O estímulo do jogo, a mesa multitoque e a interação com outros portadores de autismo ajuda a superar barreiras sociais nesses jovens”, relata a criadora. Atualmente, o software e a mesa touchscreen estão sendo testados com oito jovens do Instituto Ann Sullivan no Rio de Janeiro, para tratamento de autismo.

Greis explica que não existem muitas aplicações para o aprendizado de autistas, por isso, é importante investir na área: “O objetivo do jogo é ajudar, atender pessoas com necessidades especiais e ver até onde a tecnologia pode auxiliar, sem nenhum tipo de interesse comercial”. No futuro, o jogo será distribuído gratuitamente.





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