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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Julgando os erros alheios...

  

justica

Costumamos ouvir e dar importância aos argumentos de pessoas que demonstram alinhamento entre discurso e prática, ou seja, defendem uma determinada postura e conduzem seus atos de acordo com ela. É muito mais fácil adquirirmos confiança em uma pessoa quando o que ela fala está de acordo com a maneira como age em determinadas situações.
 
E quanto mais defendemos alguns critérios de comportamento nos grupos em que convivemos, e demonstramos que realmente seguimos aquele modelo de conduta, maiores são os níveis de confiança e admiração que alcançaremos em relação ao referido grupo.

Demoramos muito tempo, as vezes uma vida inteira, para criar uma reputação nas mais diversas esferas, sejam elas profissional, acadêmica, familiar ou social. Através das nossas escolhas vamos moldando um caráter que é intimamente influenciado pela percepção que temos de como as outras pessoas nos enxergam.

Mas em determinado momento, por algum descontrole, geralmente motivado por nosso orgulho, ganância, arrogância, ou qualquer outro sentimento que julgávamos ter aprendido a controlar ao longo do tempo, por termos a consciência de que não traria nenhum benefício para nós mesmos ou para os que estivessem a nossa volta, podemos colocar tudo a perder. Podemos romper laços familiares fraternos, amizades ou gerar prejuízos de todo tipo a outros.

E após o erro, o sentimento de culpa, e a dúvida de como repará-lo. O que fazer para restabelecer na integra os níveis de credibilidade que em um momento de desatino foram manchadas por algum erro?

Sabemos que o ser humano em geral não tem tendência a perdoar, o que dificulta mais ainda convencer que o fato não acontecerá novamente, pois não aceita reconhecer que as pessoas possam a partir de uma experiência ética ou moralmente desagradável evitar a reincidência. Por mais que demonstremos acreditar em alguém que cometeu um erro e alega que não ocorrerá novamente, em nosso íntimo permaneceremos duvidando desta possibilidade.
 
Nosso julgamento em relação aos outros é sempre pessimista, ou seja, mesmo que tenhamos dez motivos que qualifiquem o indivíduo, ao lembrarmos de uma falha que o mesmo tenha cometido em algum momento ficaremos receosos. Nossos atos falhos permanecem na lembrança das pessoas com quem convivemos.

Muitas vezes o simples fato de buscar alguma mudança de comportamento não é suficiente, precisamos nos afastar do convívio daqueles que conhecem os nossos erros anteriormente cometidos para nos sentirmos mais seguros.
 
Embora diante dos outros seja preferível ocultar certos comportamentos e atitudes para manter a impressão de conduta exemplar, para o nosso amadurecimento enquanto seres humanos a humildade do reconhecimento da falha e a continua busca por melhorias é o caminho mais proveitoso.

Não podemos mudar nosso comportamento de acordo com o grupo que freqüentamos buscando parecer algo que não somos, assim como precisamos  estar atentos aos bons exemplos de nossos semelhantes, suas virtudes e os benefícios conquistados. E após julgado o ato falho alheio, e definido pelo perdão, como não conseguiremos esquecer, cabe ao menos evitar comentar.

Erra mais aquele que alega perdoar o erro do outro hoje, mas na realidade prolonga o julgamento para o resto da vida.





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