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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Para quem você trabalha?

O modelo de trabalho existente hoje nas empresas e instituições, onde as organizações contratam capital humano para que consigam entregar produtos os serviços e obter algum tipo de retorno com esta atividade, é resultado de uma série de acontecimentos ao longo da história que influenciaram este formato.

Nos primórdios da civilização, quando os grupos econômicos eram principalmente representados por famílias o trabalho existente tinha o propósito quase que exclusivo de garantir o alimento e a segurança naquele ambiente primitivo.

Quando o ser humano descobriu que era possível dominar, mesmo que de forma rudimentar, a técnica de fundição dos metais, percebeu que através da criação e uso de algumas ferramentas era possível atender as demandas de plantio e caça necessárias a sua própria família e ainda gerar excedente passível de troca com outras.

Após o período da pré-história, durante a antiguidade, no período dos grandes impérios, o trabalho passou a ter outra conotação, sendo executado principalmente por escravos como forma de punição.

Milhares de anos se passaram até os dias de hoje, mas, se avaliaramos detalhadamente os modelos de contrato de trabalho celebrados entre empresas e pessoas nos dias atuais, perceberemos que ainda existe uma porção de escravismo na referida relação.

Este aspecto não está exclusivamente nas questões ligadas a baixa remuneração, ou as condições insalubres para execução das tarefas. Existem ótimas empresas com amplo quadro de benefícios, salários atraentes, ambiente acolhedor, mas mesmo assim o indivíduo que nelas atua de uma maneira ou outra está trocando uma parte de sua vida por remuneração financeira.

Considerando a expectativa de vida atual no Brasil e a legislação previdenciária vigente, podemos estimar que aproximadamente 20% da vida de um trabalhador sob o regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) é entregue em troca de salário.

Cabe ressaltar que a relação entre empregador e funcionário não está unicamente sustentada no aspecto financeiro ajustado entre as partes. Embora para o provimento do sustento a remuneração seja vital, existem outros motivos que podem levar um indivíduo a trabalhar em uma organização.

Existe uma parte do “salário” que não aparece no contracheque (e aqui não estamos falando de ilegalidade tributária), podemos citar como por exemplo a satisfação de atuar em uma organização conceituada no mercado, a felicidade em poder executar atividades desafiadoras ou inovadoras, o sentir-se parte importante do processo.

A principal dificuldade envolvendo as relações de trabalho está na forma como as pessoas visualizam este relacionamento, onde esperam de ambas as partes total fidelidade, como se o contrato celebrado tivesse caráter vitalício.

O vínculo empregatício para ser saudável deve atender as expectativas mínimas dos envolvidos, caso contrário não gera o resultado esperado ao contratante e penaliza o contratado com perda de tempo.

Se nos locais onde trabalharmos nos dedicarmos plenamente, possibilitaremos vantagens competitivas para a empresa, mas ao mesmo tempo estaremos acumulando experiências capazes de influenciar nossa carreira em médio e longo prazo.

A forma mais motivadora que uma pessoa pode encontrar para desempenhar suas funções em uma organização é saber que ela está trabalhando para si mesma e não para o proprietário ou acionista da instituição. É aproveitar as oportunidades para desenvolver-se ao mesmo tempo que gera valor para o negócio da empresa.

Temos a obrigação de sermos dinâmicos, e executarmos nossas tarefas de maneira a produzir sempre os melhores resultados, não porque amamos nossos empregos mas porque somos parte de uma organização, e precisamos nos manter atraentes junto ao mercado.
  
Na realidade trabalhamos para nós mesmos, por nossas famílias, por nossas ambições, pelo nosso desejo de realização. Buscamos satisfação, reconhecimento e retorno financeiro. Felizmente o resultado deste comportamento geralmente acaba por gerar lucros para as organizações.

Devemos esperar que as relações entre empregados e empregadores sejam “eternas enquanto durem” e que neste período tragam benefícios para os envolvidos, assim como no momento da ruptura não deixem a nenhuma das partes o sentimento de que o retorno obtido fora desproporcional e injusto entre elas.





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