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Patrícia Cozer

[ Patrícia Cozer ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Professora de Inglês. Atualmente se prepara para obter o título de especialista em Literatura Latino-Americana.

 

A desculpa da tradição e a praxe em Coimbra

Na Universidade de Coimbra, em Portugal, existe um movimento chamado praxe que, dependendo do ângulo em que se olha, pode ser tanto um divertimento quanto uma afronta.

A praxe portuguesa é o nosso trote brasileiro, talvez com agravantes. Sem moralismos, e sem querer defender território (até parece que já deu pra esquecer alguns trotes absurdos do Brasil...), é só que, em Coimbra, de modo quase disfarçado, os estudantes ultrapassam os limites da (boa) interação e recepção aos calouros.

Não é possível entrar em detalhes num texto meramente informativo como esse, então fica aqui alguns pormenores que chocam não só os turistas: há gritos, juramentos, círculos, rodas, enfim, um código especial da praxe aprovado pelo reitor da Universidade de Coimbra, legitimando ações humilhantes - algumas dessas ações não são nem descritas no próprio código, tornando mais fácil a disseminação daquela típica resposta: "Ué, mas não estava escrito que não podia". Coisa que, apostemos!, muito se ouve.

A Universidade é conhecida por seus estudantes e suas capas, que inspiraram a vestimenta do personagem Harry Potter. E é debaixo dessas mesmas capas, usadas com tanto orgulho, que ocorrem imposições e insultos. A partir daí os que se julgam mais fortes rebatem, dizendo que ninguém é obrigado a participar. Claro que não é. Mas o que não te contam é que há restrições sérias, mais adiante, para quem não quiser "brincar" no início do ano letivo.

A praxe divide opiniões. Há quem a defenda imensamente, observando pontos como a tradição, interação, convívio, integração. E quem sofre humilhação, como fica? Há dois meses um grupo de professores apresentou queixa contra a praxe, devido a pedidos de alunos. Pela primeira vez na história da Universidade, professores se mobilizaram contra a praxe acadêmica. E pela milésima vez, a reitoria fez vista grossa.

Até que ponto essa história de tradição pode ser aceita? Não seria a tradição uma forma de camuflar ou amenizar ações desumanas? Como se explica esse orgulho e empoderamento através de gritos e capas arrastando pelo chão? (usadas, aliás, em pleno calor!)

Algumas coisas fogem ao sentido. E nem se trata de um sentido muito profundo não. Falemos do básico, do bom senso, de se por no lugar dos outros, de saber enxergar o que é violação e o que não é. O que humilha e o que diverte.

Tiremos esses alunos que se auto-rotulam doutores de circulação! E não venham com ladainha de que "o mal está no ser humano", de que "sempre foi assim", etc. Filosofica de boteco não vale. E de tanto pensar, repensar, observar casos, presenciar, bufar, etc., também me pergunto: afinal, o que vale?

Se te interessou, aborreceu, mexeu, tem mais para descobrir e se chatear nos links abaixo: 

http://www.publico.pt/Sociedade/atitudes-desviantes-conduzem-a-suspensao-da-praxe-academica-em-coimbra-1540221  

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/coimbra-praxe-caloiros-professores-letras-tvi24/1337743-4071.html

E ponto.

Silêncio.

Vergonha.

Falo nada não.





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