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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Chega o inverno em Ouro Preto

 Há apenas  duas décadas, o inverno de Ouro Preto era espetacular.  A neblina que cobria perenemente a cidade, oferecia à ela um ar de mistério sherlockiano, como se imitasse as famosas blumas da fantástica ilha de Avalon.   Não se via alguém há três metros de distância e as auréolas das lâmpadas dos postes e lampiões tornavam a cidade ainda mais linda.

Os bares e botequins se enchiam-se de pessoas que bebiam da cachaça ao vinho quente, passando pelo chocolate.  O sino tocava tangente e só quem era da cidade sabia de onde vinha o tanger porque só se viam as  sombras das torrres dos templos.  A cidade parecia esquecida, em algum lugar fora do tempo.  O festival do vinho quente alegrava as pessoas, sempre muito bem vestidas, entre flanelas e lãs.

Parece-me que é de fato preciso cuidar da sustentabilidade do planeta.  Este inverno de Ouro Preto não existe mais.   Continua fazendo frio, mas as nuvens baixas que cobriam a cidade são extintas.  O festival do vinho não existe mais e aquele cafezinho quente servido de graça na Praça Tiradentes  foi definitivamente esquecido.  Sentaremos na mesma praça, em cadeiras confortáveis, para participarmos do Festival de Cinema  enquanto esperamos o Festival de Inverno chegar, aliás, um evento que parece só para intelectuais. Antes todos iam ao centro para ver o que os  participantes faziam.  Mas não ouvimos em nenhum lugar alguém dizer que há que se preocupar com a mudança do clima, que levou da cidade uma paisagem indescritível.

As montanhas continuam no mesmo lugar, embora avariadas pelas últimas chuvas do verão.  Mas há menos verde.  Um bairro se tornou moderno, quase modelo e quando passamos por ele não nos sentimos em Ouro Preto.  O pico do Itacolomi se mantém altivo, mas raramente há aquela poesia de algodão que o circundava no passado.   É, alguma coisa mudou no planeta e precisamos evitar que mude mais  para não perdermos  as visões lindas que tínhamos de nosso país.

Começa um novo inverno.  A moda já está na praça, há chocolatarias, casas de caldo, barraquinhas mas falta o toque divino do mistério que sucumbiu ao desmatamento, à construção desordenada, à barbárie ecológica, não só aqui mas em todo o planeta.  Ouro Preto já não é mais a mesma cidade...

 





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