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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

O banquete dos grandes

Ultimamente, superfaturamento na administração pública parece ter virado moda. Não há um dia em que não se tenha conhecimento de um caso novo. Milhões de reais desaparecem como fumaça em obras e negócios conduzidos de forma a gerar vantagens para alguns, em detrimento do bem público. O país não se desenvolve o suficiente, para oferecer dignidade a todo o povo, em parte, porque camarilhas encostadas tanto do lado de dentro quanto do lado de fora do balcão do governo, em todos os níveis, sugam o que o contribuinte recolhe em impostos. Matam a esperança dos que até há pouco acreditavam num Brasil mais sério!

  A prática do superfaturamento, um das modalidades de corrupção que nos infelicitam, não é novidade e tem explicação. A fama de mau pagador de que goza o governo junto à sociedade é a causa primária desse tipo de assalto aos cofres públicos. Excesso de burocracia, ineficiência e discriminação contra credores eventuais, não acostumados com o jogo de empurra oficial, atrasam, além do limite de tolerância, pagamentos por aquisições ou serviços prestados. Para compensar, a esperteza do fornecedor ou prestador de serviço  faz carregar nos preços. Do outro lado do balcão, quem deveria zelar pela boa aplicação do dinheiro é conhecedor da malandragem , mas, fecha os olhos e, às vezes, quer a sua parte no “negócio”. Juntam-se então  “fome” e “vontade de comer” no desvio de verbas que deveriam estar sendo aplicadas nos serviços essenciais, eternamente aguardadas pelo povo e exaustivamente prometidas por maus políticos  a cada campanha eleitoral. Se os governos (municipais, estaduais e federal) pagassem religiosamente os compromissos assumidos, assim como cobram do pequeno contribuinte, haveria menor margem para a aplicação desse tipo de golpe, mas o que se vê é a protelação de pagamentos (quando não o calote puro e simples) num claro desrespeito à ética comercial e desconsideração aos pequenos  fornecedores e prestadores de serviços. Estes  chegam a vender o patrimônio para honrar compromissos assumidos com terceiros em função de contratos com o poder público.  Se dotado de algum poder econômico, quem está do lado de fora do balcão domina com facilidade a preferência na fila dos pagamentos, e, não adianta a reclamação do credor menor, sem poder de fogo. A solução do caso deste último estará sempre dependente de um carimbo, um visto, ou de algum papel que a burocracia cria para empurrar suas vítimas com a barriga. A propina, de quem tem, fala mais alto ao “dono da bola” no outro do balcão! Mas não é o dinheiro explícito e sonante o único meio de azeitar as engrenagens da engenhoca pública. Fazer parte das panelinhas políticas em volta do governante é outra forma de ter o caminho do caixa sempre livre, não importa quantos credores possa haver na fila. O serviço prestado na campanha eleitoral mais um agrado aqui outro ali a funcionários se encarregam de afastar os obstáculos.  O que pode acontecer é ter de concorrer com outro credor nas mesmas condições, mas nestes casos cachorros grandes se entendem bem. Além do mais, o poder de barganha dos grandes pode começar no processo da licitação feito “para inglês ver” com resultado antecipado aos do bolso do colete. Pequeno empresário dificilmente  oferece margem para desvios, por meio do superfaturamento, em razão do volume do fornecimento ou serviço prestado. E para “furar” a fila, na hora de receber, não têm propina a oferecer. 

Contudo, para os que não se incomodam muito com violação das normas da boa educação sobra o recurso de chutar a porta do gabinete, aprontar um escândalo na ante-sala ou qualquer coisa do gênero. Depois disso é tomar vergonha e nunca mais fornecer ou prestar serviços ao poder público, a não ser que se torne um grande empresário e queira se integrar ao esquema.

  Os grandes sentam-se à mesa e comem do banquete; os pequenos comem se sobrar!





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