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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

A industria da enganação

Vivemos a era da massificação na qual tudo que se produz visa um grande mercado, um grande público, bem diferente do que era há quarenta ou cinqüenta anos, quando da sociedade ainda muito segmentada grupos inteiros não tinham como ingressar num mercado mais amplo de consumo. Eram limitados por condições nem sempre de origem  econômica, porém tão impeditivas que, praticamente, igualava o potentado ao miserável em certos aspectos. A população rural, por exemplo, não podia usufruir a comodidade dos eletrodomésticos, pois lhe faltava a energia elétrica. Com exceção de uns poucos mais corajosos que investiam numa usina doméstica, a grande maioria nem conhecia rádio ou  geladeira. Mesmo o vestuário, tão necessário como o arroz com feijão na mesa, distinguia rudemente o habitante da roça dos seus semelhantes das cidades e, entre os habitantes destas, diferença também havia no vestir entre as camadas sociais.  Hoje, o mesmo tênis vendido ao jovem da metrópole chega ao outrora caipira lá dos cafundós; computador do mesmo tipo liga, pela internet, o habitante do mais distante povoado a qualquer parte do mundo. Em muitos casos, o cidadão do interior é mais bem informado que o da cidade. Explica-se: aquele tem mais tempo! A durabilidade dos produtos atuais não se compara aos seus similares antigos, mais resistentes. Mas, a concorrência exige que se esmere na qualidade.

Embora haja uma grande massa de deserdados da sorte e abandonados pelas políticas de governo, a população, de um modo geral, obteve ganho em conforto e acesso a muitos bens e serviços antes extremamente restritos a faixas privilegiadas. O mesmo, entretanto, não se pode dizer dos serviços artísticos de entretenimento, a começar dos ditos artistas cujo sucesso é fruto da mídia movida pelo dinheiro. O verdadeiro artista da voz, por exemplo, arrebatava o público com o talento mostrado na interpretação de repertório bem produzido por outra classe de artista, nem sempre conhecido do grande público. Os cantores, homem ou mulher, davam seu recado, no gogó, sem os recursos eletrônicos que  transformam qualquer imbecil em ídolo das massas. A música enlevava o espírito e entretinha o público, sem o concurso de efeitos visuais, criados para disfarçar a mediocridade das apresentações e a boçalidade das composições. Hoje vale tudo, desde o barulho infernal até fogo no palco! O anúncio de uma grande apresentação (hoje se diz show) era calcado na qualidade do artista ou dos artistas. Atualmente, a divulgação de tais eventos se monta sobre a tonelagem dos equipamentos utilizados, tamanho do palco, potência das caixas de som e outros detalhes que nada têm a ver com a arte em si. Os auditórios das emissoras de rádio e os pequenos clubes, onde cada faixa da sociedade se reunia familiarmente, deram lugar às “modernas” casas de shows sem compromisso com nada além do faturamento.

 Diversas tragédias já ocorridas poem a nu, não somente a ineficiência e omissão dos órgãos governamentais responsáveis pela segurança, além de possível promiscuidade entre funcionários do setor e promotores de eventos. Revelam a mediocridade, lugar comum da indústria do entretenimento que não hesita no uso de apelativos, para seduzir a populaça carente de lazer. O uso de fogos de artifícios, por exemplo, tantas vezes verificado em palco aberto, denuncia qualidade duvidosa de um show musical, e,  em recinto fechado é atestado de estupidez, sobretudo em ambientes decorados com material de fácil combustão. E não é preciso acontecer um incêndio para causar danos à integridade física e á saúde dos circunstantes. A fumaça derivada da queima de tais fogos, em recinto fechado, ocupado por grande público a se divertir, se encarrega de produzir asfixias letais. Talento e criatividade foram substituídos por mediocridade e imbecilidade!





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