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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

O preço do caráter

Podemos considerar um dos grandes problemas envolvendo a evolução da espécie humana saber que os filhos que foram mimados estão estragando o mundo ao mesmo tempo em que os novos pais optam por ter apenas um filho já que o mundo está estragado, aumentando a probabilidade de colocar na humanidade mais uma pessoa mimada e egoísta.

E a partir de um comportamento egoísta surge o que talvez poderia ser considerada uma grande doença contemporânea, a falta de discernimento existente nas tentativas de demonstrarmos o quanto amamos alguém, principalmente quando estas demonstrações estão ligadas a entrega de bens materiais.

O ato de presentear alguém como forma de reconhecer o seu comprometimento com algo, sua honestidade ou caráter, é uma tentativa falha de quantificar algo que não pode ser medido.

Se alguém encontrar um malote de dinheiro que foi perdido em uma tentativa de assalto e devolver ao dono, e este por sua vez decidir entregar uma parte do valor a esta pessoa como recompensa pelo gesto, é como se ele estivesse remunerando a honestidade alheia, quando na realidade esta virtude não tem preço.

Da mesma forma ao educarmos nossos filhos não podemos premiar suas virtudes com bens matérias, pois na realidade não existe materialmente uma forma de compensar atos que demonstrem amor e respeito.

Não existe maior presente para um pai ou uma mãe do que aquelas homenagens feitas na escola nos primeiros anos de estudo de seus filhos, justamente porque aquilo não pode ser comprado.

E se amor só pode ser pago com amor, porque os pais insistem em prometer recompensas materiais aos filhos?  Talvez a resposta a este questionamento esteja na diferença entre deixar uma pessoa feliz e fazer uma pessoa feliz.

Podemos deixar alguém feliz lhe entregando algum presente, e periodicamente renovando esta felicidade presenteando-a novamente, repetindo esta circunstância constantemente. Isto pode acabar por confundir aquele que é presenteado que irá considerar que quanto mais presentes ele recebe mais amado ele é, e o principal inconveniente pode ser, de maneira inconsciente, esta pessoa deixar de nos amar quando ocorrer alguma situação que reduza a nossa condição econômica. 

Mas, e como fazer alguém feliz? Como estimular as pessoas de nosso convívio mais íntimo a acordarem pela manhã e se sentirem alegres pela situação em que se encontram, pela família que possuem? Como mantê-las motivadas a executar atividades que resultem em qualidade de vida para o grupo?

Talvez sob este aspecto o segredo seja mantermos a franqueza de que amor, caridade e compromisso não estão a venda, não podem sob hipótese alguma ser comprados, precisam ser conquistados.

Aos pais fica o desafio de conquistar os filhos através do amor, deixando claro que as maiores virtudes como o respeito, a honestidade e a caridade jamais devem ser passíveis de remuneração.

Cabe a estes pais convencerem seus filhos de que caráter não tem preço, pois se não obterem êxito nesta tarefa, alguém fora do círculo familiar pode estar disposto a pagar.

 





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