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Roberto Bastos

[ Roberto Bastos ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Historiador, professor de História, monarquista, budista, ex-músico e eterno estudante de artes marciais.

 

Os servidores públicos e a Política.

 

Pólis


           Uma das diferenças dos professores para as demais categorias do serviço público é a sua politização, sendo este critério inexistente no servidor público administrativo, que se deixa levar pelas poucas vantagens, que não colaboram em nada para a valorização e qualidade de vida deste servidor, mergulhando-o na ilusão de vantagens e na inércia de suas funções.

Deixam-se levar também pelas operações mecânicas, uma maquinização da pessoa que o leva a irresponsabilidade e a realização de tarefas urgentes e circunstanciais, desperdiçando energia e tempo. E se digladiam por encargos minúsculos, como uma forma de esmolas pelo trabalho realizado, aliás, realizado de qualquer forma – forma tosca, mal feita – para atender a vaidade da chefia. Desta forma a valorização do servidor público a “esmolas” e sorrisos.

 

Oclocracia


 

Na verdade os servidores públicos administrativos têm sido desvalorizados financeiramente e profissionalmente – não alcançam suas auto-realizações – são tratados, tanto pelo público, que é ingrato, ignorante, ignóbil, arrogante e oclocrático, como pelas chefias (coordenadores, secretários e ministros) e, até, entre eles mesmos como hilotas.

O servidor público administrativo não é um hilota, precisa saber seu valor, seu papel como agente sócio-político, pois é ele que faz a máquina estatal funcionar para o bem-estar de todos.

 

Hilotas


 

Desde o Segundo Reinado o servidor público teve um papel fundamental na restauração da figura do imperador e na conseqüente manutenção da ordem. Observando este momento na política nacional a força dos servidores públicos para restaurar a ordem e retornar ao processo civilizatório foi crucial para a realização desta mudança, pois o Período Regencial foi marcado por instabilidade política, que deixou aristocracia e servidores públicos horrorizados com as tragédias e caos reinante, em virtude da ausência da figura central e moderadora do imperador.

Segundo Confúcio, o servidor público era escolhido através de rigorosas provas, a fim de nutrir o Estado com pessoas capazes e honradas na direção, na operação e manutenção do governo.

O servidor público precisa retomar seu prestígio, sua honra e importância, assim como deve lutar  para manter sua qualidade de trabalho, seu ofício, sua carreira como profissional para poder reivindicar o seu Plano de Carreira, Cargos e Salário, a remuneração financeira será conseqüência destas ações e precisa manter sua dignidade, razão e austeridade nas ações profissionais e no caráter. Mas a conquista da carreira deve ser realizada no mérito, no verdadeiro mérito – os critérios acima descritos.

 Portanto o servidor público administrativo não deve se deixar levar pelas vantagens, nem fazer seus colegas de escada ou bajular os superiores, precisam trabalhar com empenho e honestidade, mostrar seu valor. Não deve ficar na zona de conforto, precisa se politizar – nem esquerda e nem direita – reconhecer-se como um agente mobilizador no governo, para não serem desmoralizados e nem substituídos por funcionários terceirizados.

 

Méritocracia


 

 

 Hilota – Escravos estatais de Esparta, que não possuíam direitos alguns, podendo até mesmo serem caçados, mas não podiam ser expulsos das terras.

 GRINBERG, Keila e SALLES, Ricardo – O Brasil Imperial Vol. II. (org.) – BASILLE, Marcelo – O laboratóro da nação: a era regencial (1831-1840) – Civilização Brasileira - Rio de Janeiro – RJ – 2009 – pág. 91 e 92.

 Confúcio – O Analectos – L&PM Pocket – Porto Alegre – R.S. – 2008 - L. II - V.19 – Pág. 71.





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