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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Belo Horizonte - Falta de visão no futuro

Verifica-se em Belo Horizonte grande preocupação com a situação do trânsito, bem próxima do caos, em decorrência do aumento acelerado do número de veículos em circulação nas vias da capital. De acordo com previsões recentemente publicadas, aproxima-se do milhão o número deles, causando crescentes congestionamentos, grande fator entre as causas de estresse nas metrópoles. O alarme é dado, mas, como sempre, nenhuma solução se apresenta, excetuando-se paliativos cuja base, quase sempre, está no sacrifício da população.

É fácil verificar a tendência das autoridades em lançar a culpa na sociedade. Como causa dos grandes e constantes congestionamentos, aponta-se o hábito de sair com o carro, na maioria das vezes, ocupado tão somente pelo condutor. E como agravante, maiores facilidades na aquisição do veículo. A ineficiência do transporte coletivo é mencionada, mas apenas de passagem, deixando a impressão de ser apenas detalhe em todo o problema. De certa forma até que pode ser, pois a causa primária está na omissão dos responsáveis desde os primórdios da cidade.

Belo Horizonte teve seu traçado urbano transferido da prancheta; planejada quando o automóvel ainda não conhecia Minas, mas faltou-lhe quem, com visão no futuro, percebesse a necessidade de melhor ordenar o fluxo do trânsito sobre rodas, tão logo surgiu. É que em poucos anos a cidade extrapolou todas as expectativas de crescimento, figurando entre as maiores capitais de estado, ao mesmo tempo em que se acostumava com o automóvel, como em todo o mundo. Veio a indústria automobilística, a popularização do automóvel e a segunda oportunidade de melhor estruturar a cidade para suportar o que se verificava em outras cidades do mesmo porte e potencial. Entretanto, a omissão reinou por completo, entremeada de poucas iniciativas resvaladas para o improviso, por isso mesmo fracassadas. E ainda lhe somam idéias estapafúrdias como o retorno do bonde; desta vez fora dos trilhos, assim como fora da realidade, para lazer do turista e zanga da população! Felizmente, parece ter havido quem brecasse a estultice.

E como monumento à falta de visão, planejamento e apego à improvisação está aí um metrô chinfrim que, pelas dimensões da cidade, liga o nada ao lugar nenhum. Metrô, abreviatura de “metropolitano”, natureza do trem destinado a ligar pontos estratégicos da metrópole – sob o ponto de vista da circulação de indivíduos – deve servir à cidade como um todo. O de Belo Horizonte não cumpre essa função, uma vez que seu trajeto é periférico, não servindo à parte mais central da cidade e bairros adjacentes. Apesar de a cidade ter o melhor traçado para a implantação do metrô tradicional, subterrâneo, sem necessidade de passar sob grandes edificações, optou-se pelo aproveitamento de linha férrea existente para se ter o metrô de superfície, fugindo assim a um dos objetivos do sistema, que é o de não interferir no trânsito de superfície.

As largas avenidas da capital e suas ligações com os extremos da cidade favorecem implantação do metrô subterrâneo, que poderia contar com linha circular sob a Avenida do Contorno; praticamente impossível de se construir em outra cidade, sem os riscos de escavações debaixo de grandes edificações. Independente do metrô, o traçado urbano de Belo Horizonte favorece o “mergulho” de ruas e avenidas na área central, o que viria a descongestionar ainda mais o trânsito de veículos em favor da circulação de pedestres.

Belo Horizonte poderia ser dotada do trânsito mais rápido e transporte coletivo mais eficiente, se também não estivessem congestionadas de bobagens as cabeças dos administradores públicos.





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