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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Mantendo os pratos em movimento...

Podemos dizer que um dos números circenses que causa maior tensão nos expectadores é aquele onde um artista equilibra vários pratos girando sobre varetas. A angustia proporcionada ao público não está diretamente ligada ao perigo da apresentação, mas ao formato com que o artista conduz o espetáculo, onde por diversas vezes, temos a impressão que algum prato inevitavelmente cairá.
 
Trata-se de uma exibição onde pratos são colocados em movimento girando-os sobre varetas que posteriormente vão sendo fixadas em uma base de apoio. Aos poucos o atrito do prato com a vareta vai fazendo diminuir a velocidade do movimento, desta forma a força que originou o equilíbrio perde intensidade tendendo o prato a queda. Neste momento o equilibrista precisa novamente aplicar energia vibrando a vareta para que o prato retome a velocidade e equilíbrio.
 
Para obter êxito na sua tarefa, o artista precisa conhecer muito bem o tempo médio em que os pratos se mantêm equilibrados após serem colocados em movimento, além de posicionar-se estrategicamente no picadeiro de modo a conseguir aplicar novos impulsos nas varetas.
 
Precisamos levar em consideração que este artista, que impressiona e causa o delírio dos espectadores com seus movimentos ágeis e precisos obtendo sucesso na sua apresentação, precisou submeter-se a muitas horas de treinamento para atingir aquele nível de excelência. Provavelmente ele iniciou seu treinamento com apenas um prato e a medida que ia adquirindo segurança ia aumentado esta quantidade. Se hoje ele é capaz de realizar o número sem derrubar nenhum prato é porque se dedicou demasiadamente e estudou amplamente os movimentos necessários para conseguir realizar este feito.
 
Embora seja pouco provável que a platéia tenha em algum momento presenciado o desabar de um prato, é impossível acreditar que ele tenha chegado neste nível de  habilidade sem ter deixado alguns pratos caírem durante o  processo de aprendizado e treinamento, principalmente no início.
 
Se utilizarmos este número como metáfora para nossas vidas, cada prato ganhará um determinado nome de acordo com o tempo que demandamos para ele e a forma como o mesmo é priorizado a cada determinado período.
 
Estes pratos que equilibramos durante nossa existência podem ser chamados de "família", "trabalho", "educação", "lazer", "esporte", "diversão" e outros tantos com as mais diversas nomenclaturas que equilibramos ou gostaríamos de equilibrar simultaneamente mantendo-os sempre em movimento frenético e regular, porém existem alguns fatores que diferenciam muito a nossa tarefa quando comprada a do equilibrista do circo.

Os “pratos” que precisamos equilibrar não estão dispostos de maneira regular, as distâncias entre eles, o peso e tamanho podem ser totalmente irregulares, além de que estas características são passiveis de modificação no decorrer do “espetáculo” em prazos que nem sempre conseguimos prever..

Geralmente em determinados momentos, para obtermos sucesso na condução do equilíbrio de alguns aspectos pessoais, precisamos aproximar alguns “pratos” e deixar outros caírem ou ficarem bamboleando. Como um exemplo prático disto podemos citar algum período em que trabalho e estudos convergem na mesma direção, focados no mesmo assunto, onde por vezes abrimos mão de demandar maior parte de nosso tempo para família e lazer em detrimento de carreira e salário.

Quanto a este aspecto cabe apenas ter a consciência de que determinada prioridade foi escolhida e que durante algum período ela será mais demandada, porém não podemos ficar indiferentes aos demais “pratos” que começarão a cair, assim que possível é necessário coloca-los em movimento novamente.  

Outro ponto a ser levando em consideração é a necessidade de identificar claramente que a responsabilidade pelos ”pratos“ é exclusividade do dono dos mesmos, eventualmente podemos receber auxílio de outros para impulsioná-los ou então outras pessoas podem querem nos auxiliar a manter alguns em movimento, mas a definição da prioridade pertence a nós.

Precisamos lembrar que nenhum prato é tirado do seu estado de inércia sem a nossa permissão, portanto nós somos os únicos responsáveis por definir quais deles serão equilibrados em nossas vidas e garantir que se manterão em movimento, pois embora nos seja permitido por algumas vezes deixar cair algum prato, o excesso de quedas pode levá-lo a quebra.





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