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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Ouro Preto - A Cidade sem Semáforos

A esquina que divide a cidade em duas áreas  particularmente distintas ( área preservada x área não preservada)  era  um dos pontos mais perigosos da região.  Ali ocorriam muitos acidentes, atropelamentos e brigas.  Para se evitarem maiores problemas e sinistros, a prefeitura, o Estado e secretarias federais decidiram instalar três kits de semáforos, uma vez que a área é um cruzamento de três ruas.  O gerenciamento, entretanto, não durou muito tempo.

A população ( pedestres e motoristas) achou mais interessante retirar os semáforos e manter o sistema antigo, o de um motorista esperar o outro passar, o do motorista dar a chance de o pedestre atravessar.  Parece mentira, trote, mas não é...

O espaço continuará rotulado como área de perigo constante, mas o trânsito parece ter melhorado, ou melhor, se manteve como antes, quando se pensava que a presença dos semáforos seria perfeita.  Parece-nos estranho que a maioria das pessoas de um lugar  pense que ir contra as normas é a melhor ferramenta de gestão de trânsito e se a moda pega, o único ponto que agora possui os sinais coloridos pode perdê-los: trata-se de um estreitamento de rodovia federal que corta a cidade.

Em Ouro Preto, as pessoas podem ver a gentileza no trânsito de alguma forma. O táxi para porque a anciã atravessa a ladeira, o motorista de ônibus espera o do caminhão conversar com o dono do bar para liberar o caminho.... Mas nem sempre é assim: podemos ver motoqueiros se acidentando, brigas no trânsito e trabalhadores e estudantes perderem seus compromissios devido a congestionamentos quase constantes.  O passageiro ri, desce do coletivo e vai à pé para casa...

Não se pode imaginar até quando a cidade histórica, cheia de entroncamentos vai manter um trânsito tão caótico sem gerenciamento direto.  O número de carros e de ônibus cresce todos os dias, e se os caminhões que atendem as mineradoras continuassem a atravessar a cidade, já não haveria chance de ter fluxo de motoristas e pedestres no centro e nas periferias...

 A retirada dos semáforos é um  mau sinal: qualquer dia desses  vai se pensar que não são mais precisas as faixas de pedestres ( não sei se há alguma), as lombadas para redução de velocidade  e o respeito às placas de trânsito...  Aliás, a população se revolta apenas com um evento: turistas parecem se esquecer das regras básicas do ir e vir: o carro fica parado porque os visitantes o ignora.  Mesmo sob  o barulho da buzina, eles se mantêm soltos na rua, conversando, tomando sorvete, fotografando, sem se preocuparem se alguém precisa ir às compras ou ao hospital.  Podemos culpá-los? Não: nada existe na cidade que indique ao turista que ela vive, possui fluxo, tem morador, tem carro e ônibus...

 

 





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