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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

O consumismo na adolescência...

No primeiro semestre de 2011 um estudo elaborado pela empresa britânica “The Future Laboratory” (empresa sediada em Londres na Inglaterra, especializada em marketing, tendências de mercado e oportunidades futuras para negócios) apontava alguns novos padrões de consumo ditados por esta geração de chamados “nativos digitais”, indivíduos aos quais o ambiente digital (internet) é comum deste tenra infância.

As informações obtidas nesta pesquisa refletem a maneira como atualmente nossos adolescentes comportam-se no momento de tomarem alguma decisão de compra, pois devido a este hábito da “resposta imediata”, que é tão comum em uma sociedade que incorporou a velocidade da informação em uma era digital, nem sempre avaliam todos os aspectos relacionados ao custo e o benefício da referida aquisição.

Em relação a este estudo Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage (representante brasileira da The Future Laboratory), afirmou que "Os adolescentes representam um público consumidor extremamente importante porque além de impulsionar as vendas hoje, indicam o futuro do varejo de diferentes segmentos".

Não podemos deixar de aceitar este fato, os jovens nunca antes representaram uma oportunidade tão expressiva de negócios, no Brasil estima-se que esta fatia de mercado já represente mais 10% do total de consumidores que efetivamente decidem a compra.

Trata-se de uma juventude, muitas vezes tomada por excesso de ansiedade, que cresceu sendo bombardeada por mensagens subliminares, ou muitas vezes explícitas, induzindo-os ao consumo desregrado e muitas vezes sem necessidade.

Como exemplo podemos considerar a quantidade de adolescentes que utilizam o telefone celular, que deveria servir exclusivamente como meio de comunicação e interação entre eles e suas famílias visando diminuir as preocupações dos pais em tempos de insegurança, e a freqüência com que os mesmos são substituídos por novos equipamentos com tecnologia mais avançada ou modelo com nova aparência.

Para piorar um pouco este quadro estes adolescentes, em inúmeros casos, são amparados por pais despreparados, ou desinteressados, acabando por consumir grande parte da renda familiar em compras que consideram essenciais, mas que na verdade são totalmente supérfluas.

Nesta pesquisa também ficou evidenciado que o índice de endividamento médio das famílias que têm adolescentes excede a renda mensal familiar em aproximadamente 5%, acumulando aproximadamente dez anos de dívida até que os adolescentes atinjam a fase adulta.

Para reverter esta tendência é necessário que os pais tratem do assunto de maneira transparente e madura junto aos filhos, avaliando em conjunto as necessidades essenciais a serem compradas e evidenciando quando ocorrerem aquisições que sejam supérfluas e com o intuito de meramente satisfazer caprichos e manias, que nem sempre serão possíveis.  

Além disto, fica aos pais a missão de demonstrar que existem diversas maneiras de tornar as pessoas felizes, sem a necessidade de dispêndios financeiros. Assim como a compra de um tênis novo ou alguma novidade eletrônica pode trazer alegria aos nossos filhos, algo inusitado como um passeio de bicicleta na chuva, também pode agradá-los, com a vantagem de proporcioná-los uma inestimável lembrança deste momento tão simples.





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