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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

O grande baile, as princesas e o príncipe da paz

            Diz a lenda que, na noite de 03 de maio de todos os anos, elas devem ser vestidas com luxo e esplendor  porque irão a um vultuoso  baile onde um príncipe  vai escolher a mais bela  e  ficar para sempre com ela.  Para o evento, as famílias que as protegem devem adquirir os vestidos, e aprontar  as candidatas ao noivado até  no máximo à meia noite do dia 03 de maio, quando começam o baile e a seleção.

            O que parece uma história de fadas, é um resíduo cultural de  influência europeia  em nossas cidades históricas de Minas Gerais.  No dia da Santa Cruz,  famílias enfeitam cruzes de  madeiras  e  as colocam nas portas principais.  As cruzes das pontes  e todas as outras também são limpas e vestidas de papel colorido, há uma concorrência entre  as pessoas que as enfeitam. 

            No passado, o número de cruzes nas portas das casas de Ouro Preto era muito do que no presente.  Entretanto, se casais jovens desconhecem  o ritual e a lenda da cruz, as pessoas mais velhas não abrem mão da cultura  e continuam praticando a preparação para o grande baile, que ocorre no céu .  O príncipe da paz é Jesus Cristo, e a cruz vencedora redime-se da dor que promove ou promoveu um dia...

            A lenda também afirma que a cruz que não for enfeitada, além de não ir ao baile, perde seu status  que oferece a ela proteção para a família que a protege.  É muita tristeza para a pequena abandonada...

            Na cidade do ouro paladiado, as cruzes das pontes são ornamentadas  e  também   referendadas nas festas do amendoim ou da santa cruz, que ocorrem em toda a cidade  nos meses de maio e junho, período frio  que sugere  comidas e bebidas quentes..  Em algumas destas festas, há leilões  e procissões.

            Há muito de belo na manutenção desta lenda  na cidade onde vivo.  Há algumas décadas, um homem estrangeiro bateu de porta em porta, tentanto fazer com que as famílias desistissem  do culto.  Foi quase linchado... 

            É uma pena  que, em meio a tantas festividades e eventos culturais, alguns estejam desaparecendo, entre  eles  o culto do baile das cruzes.  Felizmente, pode-se perceber  que a memória cultural pesiste  e  o conhecimento individual de alguns  acabam por  incentivar  parte da coletividade  na manutenção dos ritos, até mesmo pela simples curiosidade.  Ao se responder a um jovem porque enfeitamos a cruz, criamos nele o desejo de competitividade  ( de enfeitar a mais bonita)  e  a preservação da cultura que chegou ainda com os portugueses  há mais de 300 anos...





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