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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Tucupi no Tacacá - ou a cultura nas viagens

Quando ele parou o carro, em uma esquina próxima a um buraco onde um carro havia caído, pensei que era para nós avaliarmos o mal que a falta de manutenção do trânsito traz a pedestres e motoristas, mas não o era...  Chegou perto de uma mulher, falou para ela algo baixinho, pediu para que sentássemos e, em poucos minutos, nos foram oferecidas duas cuias com um líquido amarelo, algumas folhas verde e um palito.  Todo sorridente, meu amigo me propôs que eu saboreasse o tucupi no tacacá ou o tacacá no tucupi.  Desculpe-me o leitor se não sei a ordem da apresentação do prato paraense; se não o sei, imagine se eu sabia para que servia o palito?

 

                Sem graça, pensei comigo mesma que era possível beber a sopa e comer as ervas nela contidas, que o camarão parecia ótimo, mas uma dúvida logo se instalou: como vou usar o palito?  Tentei ser gentil  e, delicadamente,  disse a ele  que me faltava uma colher.  Todos em redor  riram de minha sugestão...  Ele, tranquilamente, me ensinou a manipulação do palito, me disse os termos técnicos e culturais  e , então, descobri, que a goma , as folhas  e  o fruto do mar  eram para serem  comidos com a ajuda do palito...  

 

                Percebi , rapidamente, que embora fosse fim do expediente vespertino, todas as pessoas paravam na mesma barraca  e pediam o delicioso prato  em sol escaldante de 40 graus.  Pensei nas Minas Gerais, terra onde nasci e  vivo até hoje, onde em qualquer hora do dia ou da noite, se entra num bar, se pede uma dose de cachaça ou uma lata de cerveja  acompanhadas de uma porção de linguiça com torresmo...  Como devemos parecer com alienígenas uns aos outros, nós,  digníssimo povo do Brasil, cada um com seus costumes  tão diferentes...  Rimos muito, nos divertimos muito, o carro no enorme buraco foi esquecido...

 

                Cultura regional é coisa séria  e  viajar é uma forma de conhecer as várias existentes no planeta.  Eu quase fragmentei  a paraense, pedindo uma colher para saborear o tucupi e o tacacá...  Mas tem pessoas  que olham para o angu, o ora-pro-nóbis  e o quiabo mineiro sem saber como são degustados  e porque os comemos...  Há quem vai no Sul e não toma o chimarrão  e há quem vai a outro continente, entra no restaurante e pede arroz com feijão.  Passou-me  agora pela mente a história de uma velho tio que, indo à praia pela primeira vez, não quis comer frutos do mar  ou mesmo qualquer peixe...  Pediu um pedaço de frango com quiabo e polenta mineira...Demorou para vir, mas veio  porque o chef era bom...  pagou dez vezes  o preço  de tabela de Minas Gerais  e não entende até hoje porque “ um simples lobrobró (como é também chamado o ora-pro-nóbis) com frango eram tão caros”...

 

                Creio que  se morremos sem conhecer a cultura  de outros povos, morremos  sem viver...





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