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Bruno Zanette

[ Bruno Zanette ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estudante de jornalismo

 

Futebol virou caso de segurança pública

As cenas de violência protagonizadas pelas torcidas de Atlético Paranaense e Vasco da Gama no domingo (8), em Joinville-SC, impressionaram a todos que gostam de futebol e se preocupam única e exclusivamente com o esporte. 

A grande pergunta que muitos se fazem no momento é: "como acabar com as brigas nos estádios?".

É notório que o caso passa a ser de segurança pública, portanto sai completamente da esfera esportiva e precisa ser tratada pelos órgãos competentes, entre eles Polícias, Ministério Público, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A impunidade para estes casos no Brasil torna-se a grande motivação para que "torcedores" - muitas vezes os mesmos - entrem em conflito nos estádios e arredores. Os envolvidos são presos, mas passam pouco tempo na prisão, logo são soltos e conseguem assistir novamente a jogos de futebol ou qualquer outro esporte. Não há um controle, cadastro ou registro destes marginais.

Sempre que um novo caso vem à tona, políticos dão entrevistas cheios de ideias para mudar a situação. Ideias estas que ficam no papel.

A falta de policiais militares dentro da Arena Joinville contribuiu para o excesso de violência, mas nada garante que a presença deles inibisse os briguentos. No mundo ideal, eventos esportivos particulares, shows, enfim, deveriam ter apenas segurança privada. Há muito mais necessidade de policiamento fora destes locais. Dentro dos estádios e arenas, quem organiza o espetáculo, que garanta a segurança com uma equipe bem treinada. O problema é que o Brasil ainda não está preparado para isso. Tudo graças a uma minoria de bandidos infiltrados não apenas em torcidas organizadas, mas entre torcedores comuns também.

São pessoas violentas que provavelmente sofrem um sério distúrbio mental, e veem no futebol uma válvula de escape para poder aflorar esse sentimento de raiva. Gente como essa, certamente não briga apenas em estádios. Arranja confusão em festas, bares, restaurantes, em qualquer lugar. O futebol não é o culpado como alguns podem pensar. Ele, como esporte, talvez seja a melhor invenção do homem. Proporciona emoções, alegrias, lazer. A violência é outra coisa.

E não são apenas as torcidas que mereçam ser punidas. Os clubes também são responsáveis, uma vez que dirigentes financiam e até doam ingressos para este setor. E apenas perda de mando de campo não adianta. O próprio Atlético estava cumprindo punição e por isso precisou jogar no estado catarinense. É preciso algo mais. Talvez a exclusão de campeonatos por 1, 2, 5 anos, que seja.

Em meados dos anos 80, todos os clubes ingleses ficaram proibidos de disputar torneios da UEFA por cinco anos, após torcedores do Liverpool terem participado do confronto com torcedores da Juventus-ITA, na final da Copa dos Campeões da Europa de 1985, disputada no estádio de Heysel, na Bélgica. Ao todo, 38 pessoas morreram no que ficou conhecida como "Tragédia de Heysel". De lá para cá, os casos de violência envolvendo torcedores ingleses não acabaram - imbecis sempre existirão - mas diminuíram drasticamente.

Medidas radicais como estas podem não acabar 100% com a violência, no entanto, algo deve ser tentado o quanto antes. Embora acredito haver diferenças entre torcedores de clubes e de seleções, é importante ter o máximo de medidas de segurança possíveis, às vésperas da segunda Copa do Mundo no Brasil.





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