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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Quando a perda alheia nos modifica

Ao considerarmos as poucas circunstâncias que são comuns a todos os indivíduos da espécie humana, identificamos entre elas o ciclo de vida. Todas as pessoas têm um ciclo que inicia no seu nascimento e finda na sua morte. Alguns providos de melhores recursos ou uma genética mais favorável conseguem prolongar um pouco mais este período, mas ao final o destino reservado a cada um será igual.

E em um grupo de pessoas que compõe uma determinada família o percurso natural deste ciclo deveria ser, com alguma pequena margem de erro, que as mortes seguissem a mesma cronologia dos nascimentos, ou seja, os que nasceram primeiro deveriam também morrer primeiro.

Ocorre que a vida não é tão previsível quanto imaginamos, e por vezes ela acaba nos submetendo a experiências neste âmbito que são realmente dolorosas e muitas vezes difíceis de compreender.

Receber a noticia de que alguém faleceu não é nada agradável, mas quando esta pessoa não tem uma idade compatível com os padrões considerados naturais para este fato ficamos em geral muito mais comovidos. O falecimento de um jovem ou uma criança, ou uma perda de maneira abrupta através de algum acidente ou alguma doença inusitada e repentina leva a tristeza muito além do círculo familiar.

Quando as vidas transcorrem contra a ordem natural dos acontecimentos a dor daqueles que sofreram a perda parece maior e a comoção dos espectadores ligados indiretamente a situação tem também sua proporção potencializada.

Isto ocorre porque, geralmente, a dor alheia nos faz lembrar daquilo que temos e podemos perder facilmente de inúmeras formas, em especial todos aqueles que nos sucedem no organograma genealógico, filhos, sobrinhos ou netos.

Podemos considerar que não existam palavras de consolo a serem ditas para um pai ou uma mãe que perde um filho, ainda mais se tratando de um jovem ou de uma criança. Para estes momentos a única coisa que pode ser oferecida é um abraço solidário e o silêncio. 

Porém, se tragédias ou infortúnios de outra natureza abalam fisicamente e psicologicamente pessoas muito íntimas, ao mesmo tempo levam a reflexão as demais pessoas que acompanharam o fato, de maneira direta ou indireta.

Desta forma a situação possibilita aos meros expectadores experimentar uma pequena fração daquele sofrimento em um exercício de empatia, avaliando qual seria seu comportamento diante do acontecimento.

E enquanto uma família está sofrendo com a circunstância da perda, outras famílias que tomaram conhecimento do fato estão refletindo sob a maneira como vivem e se relacionam com as pessoas do círculo familiar. E olhando sob este aspecto nenhuma perda é em vão, pois algumas vezes promovem mudanças significativas na vida de outras pessoas que nem sequer pertencem ao mesmo círculo de relacionamentos.





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