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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Tabaco zero

A luta contra o tabagismo, pelo que representa de ganho de saúde para as pessoas e para a economia dos países, merece decisões mais arrojadas e objetivas por parte das autoridades e de todos quantos têm consciência do grande mal representado pelo vício de fumar. Só a proibição dos anúncios, o alerta obrigatório nas embalagens dos cigarros e as restrições de locais para a prática do vício não conseguem reduzir, de maneira satisfatória, o número de viciados e, consequentemente, o de doentes que têm no cigarro a origem de seus males. Vale a pena romper com algumas comodidades, se sua supressão pode contribuir para que todos tenham mais saúde, especialmente se aliada a uma campanha permanente junto à juventude, principal alvo da indústria tabagista.

É fato notório que, raramente, alguém se inicia no vício do cigarro depois de adulto, pois o poder de sedução tem mais força sobre os jovens, ávidos por novidades e prontos para novas experiências à medida que vão se libertando da autoridade paterna. Por isso campanhas publicitárias em torno do cigarro estão cheias de conteúdo associado ao sucesso, à fama e ao prazer, metas existentes na cabeça de qualquer adolescente saudável, independentemente de sua condição social. Só proibir o ato de fumar não resolve, e, não precisa ser especialista em nada para perceber que a proibição, nesses casos, redunda em efeito contrário. O caminho correto e mais producente, a longo prazo, seria a educação permanente nas escolas. Em duas vertentes essa educação despertaria a consciência dos jovens para a armadilha representada pelo fumo. Primeiramente, uma orientação quanto às malícias contidas na propaganda do cigarro, o que seria proveitoso para que aprendessem a  “ler” mensagens publicitárias  de qualquer natureza, antes de decidir pelo gasto e consumo inconsequentes. Em segundo lugar, viria o alerta contra os males provocados à saúde, em aulas proferidas por autoridades no assunto, enriquecidas por depoimentos de fumantes, ou ex-fumantes, convictos de que tiveram sua saúde prejudicada pelo vício de fumar. Seria mais proveitoso ainda que, no recinto das escolas, professores e funcionários se abstivessem do cigarro. Dessa forma, quem abraçasse o vício seria  consciente dos riscos assumidos, e não vítima de sedução como a atual geração de adultos e as demais que a precederam. Este seria trabalho com resultados a longo prazo.

Fora das escolas, a inibição do ato de fumar poderia ser auxiliada por decisão governamental. Sabendo-se que cigarro sem fogo é tão inocente como um revólver sem bala, dificultar o porte do fogo poderia quase restringir o ato de fumar ao recinto doméstico. Ninguém anda com fósforos ou isqueiro, senão para o ato de acender o cigarro. Bastaria  a proibição do fabrico de isqueiros portáteis, de qualquer tipo, e limitasse a comercialização de fósforos a somente embalagens de tamanho grande, para uso doméstico. Sem isqueiro e tendo que carregar fósforos, a cujo uso já estão desacostumados, os fumantes não se sujeitariam a portar um trambolho só para satisfazer o vício. 

Outro aspecto dessas restrições é que  seus benefícios transcenderiam a questão da saúde individual  no primeiro momento, alcançariam a da natureza e mais uma vez voltaria ao nível humano. Grande parte dos incêndios nas matas tem início ao se lançarem tocos de cigarros acesos nas margens das rodovias, assim como pela ação direta de piromaníacos, nas mãos dos quais fósforos e isqueiro são armas mortíferas. Todos os anos, por ocasião da estiagem de inverno, os crimes contra a natureza se acentuam com o fogo lançado por  esses irresponsáveis. Por mais que se divulguem mensagens e apelos em favor da natureza e da vida, na qual estamos inseridos, pouco ou nenhum resultado se tem obtido, pois a cada ano mais espaços nas florestas são abertos com as queimadas insanas. O desequilíbrio ecológico e os danos causados à saúde representam prejuízos imensamente superiores ao bem econômico embutido na fabricação e comercialização de isqueiros e caixas de fósforos, utilizados por qualquer imbecil em qualquer lugar. A preservação das matas e das nascentes, da vida de muitas espécies e da saúde humana, compensaria em muito uma decisão que a princípio pode ser considerada antipática.

O combate ao vício de fumar e ao uso indiscriminado do fogo, por meio de restrições ao porte de isqueiros e fósforos, seria uma atitude corajosa a merecer os melhores elogios de nossos descendentes.





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