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Mizael Souza

[ Mizael Souza ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Ator, diretor e professor de teatro; cronista do Jornal de Natal e palestrante.

 

Carnaval, Lepo Lepo e a cultura lixo



O carnaval chegou e com ele mais uma pérola da música baiana, o “Leco Leco”, da banda “Psirico”. Com a letra e o ritmo que lhes são peculiares, esse estilo de música, que atrai milhares de admiradores, repete o que as suas primas (pagode, samba, funk) já vem produzindo: letras e coreografias que levam as pessoas – acima de tudo as mulheres, frise bem “as mulheres” – a executar movimentos rebolativos e sensuais, mexendo com todas as partes do seu corpo, principalmente aquelas mais admiradas pelos homens.

Essas músicas que mexem com a sensualidade feminina têm virado uma febre. Todos os estilos de música, desde o forró nordestino até o funk carioca, chamam as mulheres a expor seus corpos, passar a mão no ombro, na barriga, no bumbum, nas cochas e requebrar até o chão, de preferência imitando o ato sexual. Prestando atenção nas letras de inúmeros pagodes, vemos que elas foram feitas sob medida para isso, para que a mulher, seminua, exponha-se diante de todo mundo, mostrando sua sensualidade, expondo todas as partes do seu corpo nos mínimos detalhes. Em volta – e em baixo e em cima – os homens as admiram, desejam, usam, abusam.

Talvez essas mulheres não estejam compreendendo o que se está passando, o sadismo que se esconde por detrás dessas músicas e dessas letras. Mentes doentias e depravadas criando músicas para que as mulheres dancem para eles verem. Não está claro que a grande maioria dos cantores e compositores dessas músicas são homens? Não está claro que eles desejam transformar as mulheres em objeto de seu desejo, criando músicas que as levem a transpirar toda a sua sensualidade para que eles fiquem observando? Fomos transformados no País da bunda de fora, onde o turismo sexual é certeiro. A sensualidade da mulher brasileira é reconhecida mundialmente e usada como objeto de propaganda para atrair estrangeiros.

Basta olharmos os bailes funks, onde as funkeiras – Mcs – sobem ao palco para “cantar”, enquanto apontam seu bumbum turbinado para a plateia e ficam rebolando de forma a imitar o ato sexual. Na plateia, crianças, adolescentes e jovens fazem o mesmo. Enquanto “as mina pira” e descem até o chão, “os mano abusa” delas. Meros objetos, bonecas, pedaços de carne, brinquedos sexuais. A isso não chamam pornografia, abuso sexual, atentado violento ao pudor. A isso chamam cultura, a isso chamam música.

Por outro lado, o que essas músicas demonstram é tão somente o conteúdo mental e espiritual, tanto de quem produz quanto de quem aprecia. A nossa sociedade – em especial a nossa infância, adolescência e juventude – está carente de referenciais, de princípios, de valores. Consegui-se criar uma atmosfera tal de “liberdade de expressão”, que situações como essas relatadas aqui perderam a importância. Somos obrigados a aceitar as coisas como estão sob o risco de estarmos sendo reacionários e agindo contra o Estado democrático. Mas nossos cidadãos continuam sem uma ideologia que traga algo de bom e verdadeiro para as suas vidas: mentes vazias. A sua cultura é aquela dos guetos, das ruas, que nem sempre trazem proveito à sua alma.

Seria necessária uma reeducação cultural. Qual cultura é a correta? Todas, contanto que não trate o ser humano como uma coisa, contanto que traga benefícios com valores morais e espirituais, contanto que beneficie a todos e não apenas a alguns. Uma cultura construída em cima da ridicularização do outro, da vulgarização da sensualidade, da coisificação da mulher, da banalização da pornografia e do incentivo à promiscuidade – palavra abominada pelo mundo – e da prostituição não é cultura, mas um atentado à humanidade. Talvez devamos fazer uma ponte com o futebol: enquanto milhares de pessoas se preocupam apenas com a bola no pé, fecham os olhos para a realidade social em que vivem, não possuem visão crítica da sociedade, não questionam o poder e os poderosos. Assim, enquanto estão preocupadas em produzir e consumir uma cultura totalmente desprovida de valores, as pessoas – com os olhos fixos no rebolado “das mina” – não enxergam um palmo na frente do nariz e engolem o que lhes enfiam pela garganta (a mídia, os corruptos, a FIFA...).

Como mudar a cultura? Mudando as pessoas. E como mudar as pessoas? Transformando a sua mentalidade? E como transformar a sua mentalidade? No caso do Brasil, mais uns 500 anos de processo. Ou algo mais fácil: através da mentalidade de Cristo, onde todas as culturas são boas, porque são construídas sob os alicerces do amor a Deus e ao próximo, onde cai por terra essa cultura lixo que transforma as pessoas – em especial as mulheres – em ridículos fantoches.





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