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Gizelle Saraiva

[ Gizelle Saraiva ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Pesquisadora e Escritora

 

Sobre o programa Mais Médicos

O programa “Mais médicos” é apenas uma jogada política para tirar o foco dos problemas estruturais da saúde pública e camuflar a falta de investimentos no setor por parte do governo, com esse discurso de que “faltam médicos nos interiores dos estados...”. A estratégia foi excelente porque gerou uma disputa entre classes específicas, em que uma culpa a outra ou ao governo de forma generalizada.

È claro que a classe médica se sentiria prejudicada com o ingresso de profissionais vindos de outros países, aumentando a concorrência e possível desvalorização da profissão. E com isso, eles iriam manifestar sua insatisfação e alegar questões individuais da classe, como planos de carreira e salários. E também é óbvio que a grande massa receberia isso como um “Chorar de barriga cheia”, visto que os médicos ganham um pouco mais do que o salário mínimo que a grande massa como muito esforço consegue atingir.

Mas além dessas questões, ainda tem algo muito importante em jogo: Para atuar como médico no Brasil, o estudante formado no exterior precisa fazer o reconhecimento do seu diploma para só depois solicitar ao conselho regional de medicina a autorização para  trabalhar. Ou seja, precisa submeter-se ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida). Então, como ficam essas pessoas que passaram pelo Revalida e estão vendo agora médicos atuando livremente no país, sem terem sido submetidos ao exame? Por exemplo, estudantes Brasileiros que concluíram cursos de medicina em outros países,quando voltaram para o Brasil, precisaram passar por este processo para que pudessem exercer a medicina. Então de repente, abrir uma exceção para o programa, parece desconsiderar todos os que passaram pelo processo de Revalida.

O problema da saúde pública no Brasil não é pela falta de médicos. Mas parece coerente para o governo, abrir uma disputa de classes, em que médicos discutem seus planos de carreira e salários. Enquanto a grande massa se revolta contra uma classe “bem remunerada”  e que não vai pro interior  “porque não quer”. E enquanto isso, os que passaram pelo Revalida, ficam indignados com o tratamento desigual, de acesso livre a quem não fez o exame.

.No final fica assim: Os médicos revoltados com o programa “Mais médicos” e tentando explicar que precisam de planos de carreira e salários; a grande massa feliz com a impressão de que está sendo assistida pelo governo, criando uma antipatia ainda maior pela classe médica. E os médicos que foram submetidos ao Revalida, indignados com o tratamento desigual.  Ou seja, o governo cria essa disputa “Powers Rangers” entre as classes que no final são todas injustiçadas e mal assistidas de uma forma geral. 

Em síntese, o problema não é com os médicos brasileiros, nem com os estrangeiros, o problema é estrutural do governo. E o programa “Mais médicos” não é nem de longe uma solução. O objetivo deste programa é apenas gerar um conflito de classes criado para tirar o foco real da questão. Assim como o problema da saúde no Brasil é estrutural, a solução também seria: É a falta de investimentos na saúde que deveria estar em questão, pois é esta a fonte real do problema. 





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