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Manoel Tupyara

[ Manoel Tupyara ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Bacharel em comunicação social, habilitação jornalismo, graduado pela Universidade Gama Filho

 

O ator número um

Muito se fala no golpe militar de 31 de março de 1964 que se abateu sobre a  nossa democracia.  Uma lista de ilustres presidentes como: João Goulart, o deposto, Juscelino Kubitshek, Jânio Quadros, que renunciou e outros coadjuvantes políticos que a nossa história marcou. 

A história muitas das vezes oculta a verdade, ela por si só é contraditória da conjuntura, não muito raro apresenta polêmicas porque não fora capaz de expor a fidedignidade por seus autores, estes por questão puramente de conceitos equivocados, sepultam nos anais da nossa história fatos relevantes que caem na insciência, amputando o incontestável roteiro dessa historia.

Os vinte e um anos que o Brasil ficou de baixo de um regime tirano teve sim nomes e sobrenomes, mas teve um ator principal, uma estrela, o protagonista de fato desta história, o nome dele? Carlos Lacerda. Ou melhor: Carlos Frederico Werneck de Lacerda, primeiro governador da cidade Estado da Guanabara, de 1960 a 1965 quando a capital federal se mudou para Brasília. Lacerda era amado ou odiado não tinha meio termo, arquitetou toda a trama do golpe de 1964, era conhecido como o demolidor de presidentes, uma referência a Jânio Quadros e a Getúlio Vargas, quando o primeiro renunciou e  o  último suicidou-se, segundo historiadores, sob a pressão do Lacerda, que tinha  o dom da oratória, implacável em seus discursos na assembleia, não existia parlamentar que não nutrisse pânico das crítica proferidas pela boca do ex-governador.

Os historiadores não falam porque naturalmente são anti-Lacerdistas, mas a verdade tem que ser dita, até por uma questão de Justiça. Rio de Janeiro é Cidade Maravilhosa, graças a administração Lacerda, quilômetros de saneamentos básicos foram efetuados, salas de aulas nunca feitas na cidade, tuneis ligando extremos a outro do estado, toda infraestrutura que a cidade do Rio de Janeiro desfruta hoje, foi planejada e executada na gestão do senhor Carlos Lacerda, por incrível que possa parecer nessas décadas até a data presente nenhum governante moderno fez mais que o demolidor de presidentes.

Alguns historiadores dizem que em 1964 o Lacerda foi procurar o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, cearense, muito conceituado no exercito e pediu-lhe que fosse o chefe daquilo que eles denominaram de Revolução. Segundo esses historiadores o Marechal Humberto, mais conhecido como Castelo Branco, tinha se negado a aceitar o papel de lobo mal, dizendo que lugar de soldado era na caserna. Irredutível as ponderações do corvo, como também era conhecido o ex-governador, esse sai e volta mais tarde a residência do Castelo em companhia de alguns seguidores políticos e embaixo da sacada do apartamento do marechal, no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, todos entoam o hino nacional brasileiro na esperança de derreter o coração de gelo do cearense. Após o final do canto, o homem duro aparece na janela e diz: "Eu não queria mas depois deste comportamento eu não tenho outra saída!"

A partir dai está programada a ditadura, mas o casamento do Lacerda com ela são poucos meses e logo depois eles se divorciam. O regime o persegue de maneira incessante, mas cassado não tem como mostrar aos leitores e a sociedade em modo geral que foi traído e que está oposto ao regime militar.

A angustia do Lacerda é grande que ele funda a Frente Liberal e procura no exílio os seus arqui-inimigos para que juntos enfrentem a resistência do regime de déspotas.

Esse movimento é proibido pelo Ministério da Justiça e o autor intelectual do golpe sofre coação da cúpula dos militares se não emudecer. Nesse quadro derradeiro Carlos Lacerda é desmoronado pelo Ato Institucional 5, que em 1968 fechou o Congresso Nacional, proibiu eleições livres para Presidente da República e governador. Esse Ato tinha validade por uma década mas  o Carlos morreu um anos antes deste terminar.

Fica registrado o ator número um do golpe militar que vitimou politicamente milhões de brasileiros do qual sofrem as consequências sociais até hoje, cinquenta anos após. Nome este que não pode ser esquecido, não vamos ratificar as nossas memórias de curtas, principalmente quando temos interesses de omissão.

Os historiadores têm a grata obrigação de serem honestos, imparciais, colocar a verdade acima de qualquer vaidade, gosto ou tendência. A história não pode ser perder a gosto do autor  ou  escritor, o profissionalismo está em primeiro lugar, seria colaborar para a ignorância do nosso povo já tão pobre intelectualmente.





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