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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Não matarás

Para muitos, o conceito de vida é tão restrito a ponto de não a reconhecer no próximo, o que os torna marcados pelas leis da sociedade humana. Mas, dentro da mesma sociedade que julga, condena e pune seu semelhante com castigos por crimes praticados contra a vida da própria espécie, praticam-se outros ante os quais, nem de longe, se sentem culpados seus autores, muito embora declamem o Decálogo de Moisés, acentuando-lhe o quinto, “não matarás”. O citado mandamento não especifica o tipo de vida, levando a compreender sua abrangência sobre todas as espécies. Entretanto, uma leitura da mesma lei sob o foco do bom senso revela-nos que a ordem é complementada, implicitamente, pela condição “sem necessidade”.

Esta condição é visível primeiramente na natureza humana, dependente de carne de outras espécies, ainda que isso seja negado por alguns grupos religiosos e filosóficos. Em seguida a condição se manifesta nas ocasiões em que o direito à vida é ameaçado por outrem. Ao indivíduo ameaçado é garantido o direito de defesa, mesmo à custa da morte do agressor, em casos extremos, sem alternativa.

Sem necessidade, o “não matarás” é válido para o homem sobre todo tipo de vida. E isso parece estar sendo finalmente compreendido, a julgar pelos movimentos em favor da preservação das espécies, as leis que protegem o meio ambiente e proíbem a caça indiscriminada, seja para fins de cativeiro da presa ou de abate. Embora ainda haja resistências aos movimentos ecológicos e ambientalistas, a sociedade humana está se conscientizando, a partir de uma nova mentalidade em construção na fase infantil. O homem de um futuro bem próximo estará mais preparado para preservar o meio ambiente, respeitar a vida dos animais em seu habitat e, enfim, reconhecer que a vida é una e o homem não é dono, mas parceiro de outras espécies na relação com a natureza.

Enquanto isso, espécies que acompanham o homem mais de perto, desde as cavernas, sofrem maus tratos e morrem sob crueldade, sem que algo justifique, se é que existe justificativa para crueldade. Não que faltem leis a proteger também esses animais, mas, enquanto os selvagens têm o IBAMA e a Polícia Florestal na coibição aos crimes, os domésticos e semidomésticos só contam com a distante Sociedade Protetora dos Animais e a boa vontade de um outro cidadão mais consciente. O cão, por exemplo, intitulado “melhor amigo do homem”, nem sempre recebe tratamento condigno com a “honraria” que lhe é concedida. Enquanto jovem, forte e sadio, ainda recebe cuidados. Mas, basta um problema de saúde comprometer o animal, para que o dono o jogue na rua, quando não o mata de maneira cruel. A tão criticada discriminação contra a mulher transfere-se sob a forma de duro preconceito contra a fêmea canina. E, ironicamente, o sentimento preconceituoso é mais forte por parte das mulheres! Nascer cadela pode significar morrer envenenada logo a seguir ou então...rua! E o pobre animal será novamente perseguido quando alcançar o ciclo reprodutivo. Contra os bovinos, o preconceito se inverte, pois entre eles o rejeitado é o touro excedente. Nascer touro num rebanho leiteiro não é o mesmo que nascer homem num harém. Pode significar o abandono e a fome até a inanição e consequente morte. Ninguém protege esses animais contra tamanha crueldade!

E, justamente a espécie responsável pela contenção dos ratos nos seus limites, territorial e populacional, é a maior vítima de preconceitos e maldades. Sem o gato, que pouco exige além de atenção e carinho, o mundo do homem seria um inferno, porque a proliferação dos ratos é algo humanamente incontrolável. Mas, prevalece a ignorância contra os bichanos, sobre os quais muitos nutrem as mais estúpidas crendices; ignorância nascida da inveja pelo fato de o felino doméstico ser o que homem não consegue: LIVRE. Da ojeriza gratuita, preconceitos e prática de crueldades, ainda há os que saltam para a condição de exterminadores de gatos. E disso se orgulham!

QUE OS RATOS OS PERSIGAM E TOMEM CONTA DE SUAS VIDAS!...






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