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Lecy Pereira

[ Lecy Pereira ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Performer, agitador cultural, auxiliar de biblioteca e escriba nas horas vagas...

 

A desesperança em Wander Piroli

Ao concluir a leitura tardia de "A mãe e o filho da mãe & A  máquina de fazer amor",  junção de dois livros de Wander Piroli, torna aquela sensação de descaminho provocado por seus contos.

É descabido pretender que a essência literária tenha a obrigação de funcionar como autoajuda e nos afogar em eternos finais felizes. No momento em que escrevo esse texto, eu estou sentado numa cadeira de uma clínica dentária, aguardando a chamada para uma avaliação da arcada .  Ora, pois, não é função de uma literatura livre parecer moralmente palatável. Uma prova disso está na potente e contundente produção literária do autor norte-americano, estadunidense, gringo ou o que  você quiser, Charles Bukowski. Comporte-se, Lecy, você está a falar de Wander Piroli.

Pois bem, Wander Piroli é um beat mineiro. Um beat mineiro, sim, senhores. Seus contos nos dão vontade de saltar em alguns personagens e esbofetea-los. Essa façanha de dar visibilidade a cidadãos forçadamente invisíveis. Até que uma caneta, um lápis, uma máquina de escrever envelhecida (tipo com a fita mastigada) trás todo um cenário de um bairro popular de Belo Horizonte.

O autor, em foco, é esse croniconista que enxerga aspectos, de uma comunidade, invisíveis a muitos de nós. Talvez, aqueles aspectos que não queremos enxergar por nos tirarem da superficialidade confortável.

Se estamos sempre a esperar por histórias de grandes esperanças, superação de adversidades, a boa vida em Manhattan ou em Jericoacoara, em Piroli só encontraremos decepções. Personagens empobrecidos, alguns descarados, carentes da graça de Deus, famintos, presas fáceis de um discurso religioso, habitando um bairro Lagoinha tão rico em histórias da vida.  Será que Piroli leu  Albert Camus? Não importa. Importa é essa escrita de um humor trágico,  a cor local de contos humanistas.

( A clínica me despachou com um monte de Raios X nas mãos)

Wander Piroli revela, por meio de sua narrativa, ser um filho de uma boa senhora.  Para quem prefere, é bom ler tomando uma cerveja num copo lagoinha. E que Deus me proteja das acusações de incentivar o consumo de bebida alcoólica.





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