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Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

Como seria um mundo mudo?

Imagine um mundo sem linguagem. É válido asseverar que se trata de um território com toda sorte de objetos e seres: montanhas, água e animais; mas evidentemente trata-se de um território sem seres pensantes e sem os objetos inventados por eles, uma vez que a principal diferença entre certo tipo de ser, o humano,  e os demais seres é justamente a faculdade da linguagem, a capacidade de se comunicar de maneira complexa.  É a linguagem que proporciona a identidade do homem ou, como bem disse Heidegger: “A linguagem é a casa do Ser”, o lugar onde a homem habita e dali toma consciência e gera sentido para a vida  Dito em outras palavras:  é através dela que o homem cria o seu próprio mundo, transformando o caos em cosmos, enfim: a linguagem permite que o homem seja e desenvolva a sua própria humanidade.  

Por esta razão, podemos dizer, a linguagem é a mais importante faculdade humana, é ela que fundamenta a humanidade. Imaginemos novamente um mundo sem linguagem.  Imaginemos  a seguir um fato a gerar uma evolução na cadeia biológica naquele mundo: em um certo momento, um dos animais ali presentes, possivelmente um primata desenvolvido (alguém que veio antes do Homo Sapiens) fez um traço ou um desenho em uma rocha, talvez um gesto com as mãos ou quem sabe desferiu um grito ou emitiu um som qualquer para se referir a determinado objeto ou ser: um pedra cortante, um animal por exemplo.  

Hipoteticamente, se outro primata também estabeleceu em seu cérebro a relação entre grito, desenho, gesto e o tal objeto, sobretudo se isto aconteceu de maneira repetida, podemos dizer que aí nasceu o primeiro signo (uma palavra, um desenho, um gesto).  Em termos linguísticos é válido dizer que nasce um substantivo que seja, o nome de uma coisa. 

Desenvolveu-se, além disso, uma função básica da linguagem: a nomeação ou nomenclatura. Seguindo pela imaginação, pensemos neste animal ou “pré-homem” designando os demais objetos e seres com diferentes desenhos, gestos, gritos: o chão da caverna talvez, ou a parede, o teto, a sua perna, o outro, a fêmea, o macho, a luz do dia, a si próprio, a um outro animal e assim por diante. Muitos nomes surgem com isto e há uma espécie de nomeação com signos do mundo concreto, ou seja, começa a ser criada uma dualidade entre o mundo físico e o mundo simbólico, cada signo correspondendo a um objeto ou ser. 

O que se conclui, a partir daí é que a linguagem não serve tão somente para nomear e representar , ela é também um modo de agir, de fazer o homem criar e recriar a realidade.[6] Este agir proporcionado pela linguagem é amplamente usado na sociedade moderna.  Pense, por exemplo, em milhares de juristas usando a palavra para modificar a vida das pessoas, pense no modo como contratos, investimentos são feitos, pense nas milhares de ordens e autorizações dadas diariamente.  Em todos estes casos, a linguagem serve, sobretudo, para criar realidade ou interferir naquela já institucionalizada.





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