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Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

A verdade que procuramos

Nós educadores, professores, pesquisadores, lidamos, cotidianamente, com pessoas das mais diversas naturezas, crenças, sonhos, religiões, olhares sobre a vida. E o que a gente percebe é que cada uma possui seu mundo e nesse mundo estão as suas verdades. Por isso este texto de hoje, uma reflexão sobre os conceitos, as visões daquilo que se chama “VERDADE”. 

Entende-se, à luz do humanismo, que a busca pela verdade passa necessariamente pelo combate contra o dogmatismo, a crença de que o mundo é tal como observado e percebido inicialmente, sem possibilidade de contestação. Essa atitude dogmática é conservadora, evita novidades e modificações, enraizando-se em crenças e opiniões, o que conduz, muitas vezes, ao fanatismo ou erro. Todavia, assim como o mundo muda, avança, também as pessoas, com seus saberes, crenças, opiniões, leituras da vida e do mundo. Esse mundo é um mundo povoado por pessoas, cada uma diferente da outra. Uma gosta do azul, como o Rei Roberto Carlos; outras não gostam do azul, preferem o branco, o vermelho etc. 

O fato, acredita-se, que assim como mudam os olhares sobre a vida, igualmente os seres humanos possuem valores e crenças sobre aquilo que tomam por “verdade”. Se as pessoa tivessem pensamentos iguais, sentimentos iguais, olhares semelhantes sobre a vida e o modo de estar nela, o mundo viveria sem conflitos. Acontece, porém, que o ser humano carrega consigo um mundo que é unicamente seu. Logicamente nesse mundo particular os conceitos pessoais mudam. E essa mudança acontece pela própria natureza das pessoas que são diferentes umas das outras. Pois bem, tomando por base a reflexão sobre aquilo que se chama “VERDADE”, busca-se, na Filosofia, orientações capazes de nortear ou aclarar essa percepção que cada ser possui sobre aquilo que se chama “Verdade”. Não é um texto científico, mas uma breve análise sobre temática tão fascinante e que, certamente, trará luz aos nossos próprios conceitos e convicções. 

No correr de 25 séculos de conversação filosófica, o grande leitmotiv, o objeto das preocupações dos filósofos tem sido a "Verdade". E, por essa razão o tema da "Verdade" tem sido o cerne de muitas indagações, em todos os tempos, de tal modo que se poderia assentir, peremptoriamente, que a definição do que vem a ser a categoria “Verdade" é polissêmica e assume múltiplas funções semânticas, sintáticas e pragmáticas. Afinal, o que é a Verdade? Platão inaugura seu pensamento sobre a verdade afirmando: “Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso aquele que as diz como não são”. É a partir daí que começou a se formar a problemática em torno da verdade. Para alguns a verdade é objetiva; para outros é subjetiva. E que nem sempre o que é certo para uns é também certo para os outros. Isso é subjetividade. Na objetividade a verdade aparece igual para todos, ou seja, é absoluta o tempo e em todos os lugares. 

O que é verdade para uma pessoa é verdade para todos. Ex: Todos precisam de ar para respirar. No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição de verdade: “Conformidade com o real”. Talvez merecesse um comentário mais amplo, a afirmação acima de Platão, mas partindo do conceito dado pelo dicionário podem-se chegar as seguintes conclusões: Não existe uma verdade cujo sujeito possa ser o seu detentor; a Filosofia chegou a distinguir cinco conceitos fundamentais da verdade: a verdade como correspondência, como revelação, como conformidade a uma regra, como coerência e como utilidade. A verdade como correspondência - É a verdade que garante a realidade, ou seja, o objeto falado é apresentado como ele é. Aristóteles diz que: “Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é verdade”. 

Essa definição de verdade é a mais antiga e divulgada. A verdade como revelação - Trata-se de uma verdade que sob a luz empirista se revelou ao ser humano por meio das sensações, e sob a perspectiva metafísica ou teológica mostrou o verdadeiro por meio de um Ser supremo, Deus, que evidencia a essência das coisas. A verdade como conformidade – É uma verdade que se adapta a uma regra ou um conceito. E esta noção de conformidade foi usada pela primeira vez por Platão: “... tudo o que me parece de acordo com este, considero verdadeiro,...” e retornando a história, Santo Agostinho afirma: “existe, sobre a nossa mente, uma lei que se chama verdade”. Em suma, a verdade, no sentido da conformidade, deve-se adequar a uma regra ou conceito.

 Acredita-se que os conceitos mudam de uma pessoa para outra, isso porque o modo de sentir, ler o mundo, os costumes, as práticas sociais, não estão no mesmo nível para todos os seres humanos. A verdade como coerência - Essa ideia de coerência foi difundida pelo filósofo Bradley. Ele critica o mundo da experiência humana partindo da ideia de que “o princípio de que o que é contraditório, não pode ser real”, isso o fez aceitar que “a verdade é coerência perfeita”. A verdade como utilidade – Formulada, primeiramente, por Nietzsche: “Verdadeiro não significa em geral senão o que é apto à conservação da humanidade. 

O que me deixa sem vida quando acredito nele não é a verdade para mim, é uma relação arbitrária e ilegítima do meu ser com as coisas externas”. A preocupação que se tem é que a verdade, como utilidade, seja algo que faça bem a toda a humanidade. O que não é de práxis para a conservação do bem, pode-se dizer que é verdade? Toda essa investigação sobre a verdade limita muito esse tema. A verdade possui inúmeros significados, dependendo da pessoa que a defina. Ela continuará sendo uma das questões mais abordadas nestes últimos tempos. 

Descortina-se, então, que a ideia contemporânea de verdade foi construída ao longo de séculos, desde a antiguidade, misturando a concepção grega, latina e hebraica. Em grego, a verdade (aletheia) significa aquilo que não está oculto, o não escondido, manifestando-se aos olhos e ao espírito, tal como é, ficando evidente à razão. Em latim, a verdade (veritas) é aquilo que pode ser demonstrado com precisão, referindo-se ao rigor e a exatidão. 

Assim, a verdade depende da veracidade, da memória e dos detalhes. Em hebraico, a verdade (emunah) significa confiança, é a esperança de que aquilo que é será revelado, irá aparecer por intervenção divina. Em outras palavras, a verdade é convencionada pelo grupo que possui crenças em comum. A união destes conceitos fez com que Tomás de Aquino terminasse definindo a verdade como expressão da realidade, a concepção em voga entre nós no senso comum até hoje. Mas o grande problema é que a verdade não possui um significado único, tampouco estático e definitivo, sendo influenciada por inúmeros fatores. 

Destarte, a construção de um sistema filosófico configura uma verdade dogmática que se contrapõem a outras verdades dogmáticas. Neste sentido, em filosofia existem várias verdades, todas possíveis desde que exista a ausência de contradições, já que somente elementos que se anulam mutuamente poderiam invalidar a verdade. Ao final da reflexão, indaga-se sobre o que libertará o ser humano dessa prisão do que seja a verdade? A resposta é mergulhar, profundamente, sobre aquilo que nos é apresentado. Fugir do senso comum e criar opiniões próprias. A verdade depende do modo como cada pessoa encara o mundo. 


DICAS DE GRAMÁTICA 

TEM ou TÊM ou TEEM?  VEM ou VÊM ou VEEM ou VÊEM? 

- Se você costuma ter esse tipo de dúvida ou já perdeu seu tempo com esse problema, observe o esquema abaixo: - Grupo do CRÊ-DÊ-LÊ-VÊ: Os verbos CRER, DAR, LER e VER são os únicos que na 3ª pessoa do plural terminam em –EEM. Não esqueça que perderam o acento circunflexo, segundo o acordo ortográfico dos países de língua portuguesa: Ele crê – eles creem; Ele dê – eles deem (=presente do subjuntivo); Ele lê – eles leem; Ele vê – eles veem. Essa regra também vale para os verbos derivados: Ele relê – eles releem; Ele prevê – eles preveem.





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