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Mauro Moura

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Produtor Cultural

 

Passeio nas nuvens

Partimos para o alto da Serra do Espinhaço.

Pedrinhas, pedregulhos, pedras, pedregosas, pedronas para todos os gostos.

Da janela da caminhonete olhava-se para um lado, via-se pedras, para o outro, capim espeto e mais adiante sempre-vivas e orquídeas de solo.

Bem quase no topo da Serra, nunca havia estado tão alto na vida, ainda na trilha eram 1.354 metros de altitude do mar, medido e conferido no aparelho de GPS. Subisse mais um pouco e batia nos 1.500 metros.

Chegando ao destino, após uma hora de viagem, entre solavancos, salto de córregos e abertura de caminho, “fumos e vortemos, num encontremos ninguém”.

“Andemos, andemos, precuremos, devortemos, descemos lá em baixo, subimos lá em cima e nada”, perdidos com o manuseio do GPS, ficamos girando em quase 360º e o destino estava a um minuto de latitude. Seria, talvez, transpor mais uma montanha, foi dose!

Ao retornarmos, o infortúnio não deixou por menos e por lá compareceu em nosso trajeto, quebrou um grampo da suspensão da caminhonete e Ernani logo vaticinou: -a direção ficou louca, não dá mais para guiar.

Ao conferirmos o estrago, estava lá a bandeja reclamando descanso em hora e local inoportuno. Trancamos o carro e partimos logo em marcha batida, pois, apesar de ser somente 17:30 horas, o sol já se punha e dai a pouco seria noite sem lua.

Ao alcançarmos novamente o cume da serra, a noite já caia, a serração invadia todo o espaço, o vento, fustigando, sibilava em minhas orelhas e por precaução, já tinha protegido o ouvido com algodão, que segue renitente em não deixar de lado uma otite muito mal curada.

Simplesmente estávamos no meio das nuvens, o frio batia com uns 10º e não nos afetou tanto por conta da marcha batida que nos fazia manter a temperatura do corpo normal, pois do contrário transformaríamos literalmente em picolés.

Já no meio do caminho, meio que perdidos, Pedro, o mateiro, com olhos de rapina ia nos guiando e não arrefecia nada na marcha, incessantemente prosseguia e nos puxava para que alcançássemos logo o nosso destino.

 Após quatro horas sem parada, demos na estrada principal, um breve descanso e uns goles d´água, mais uma hora de marcha e, enfim, chegamos a Congonhas, a do Norte.

Como o almoço foi somente de bananas e pão, caiu bem um caldo de mocotó quentinho, um gole de cachaça para tirar um pouco do frio, após, um banho fervente e cama.

No dia seguinte outro grande problema, aonde encontrar a peça quebrada?

Um périplo por toda a vila e no final foi-nos cedido um grampo quebrado e saímos em busca de uma oficina para soldar o mesmo e uma condução para transpormos toda aquela serra.

Prevenidos, almoçamos e fomos ao encalço do jeep, um todo reformado e amarelado. Pará, de alcunha Simaías, “minino bão”, que decidiu ser mineiro, no sentido lato da palavra, passou a morar em Minas Gerais, querer falar como um mineiro e trabalhar como um mineiro na mina de minério de ferro, porém, foi e voltou aprendendo a tocar aquela máquina.

Uma hora transformou-se em duas e meia, cuidados demasiados e condução errática, chegamos já no final da tarde e, novamente, retornamos já no escuro e mesmo com os faróis a dificuldade foi enorme em não nos perdemos em meio a trilhas e pastos.

Entre puxa e repuxa, primeiro o jeep teve de rebocar a caminhonete no salto do córrego e depois o contrário quando o incauto Pará deixou lá cair o jeep em uma vala ao lado da trilha.

Após muito falar e balangar beiço, consegui convencer Pará de que ao descer qualquer morro engrenasse uma segunda marcha no jeep, assim melhoraria a condução e parava de deixar de morrer o motor. E não é que deu certo? O “mautorista” chegou à conclusão que assim melhorou e concluímos a viagem mais tranquilos. Aff...

A canseira foi tanta que dois dias após ainda estava meio “abestalhado” de tanto caminhar, incessantemente por tão longo período.

Afinal de contas, nem tudo foi perdido, pois valeu o belo passeio nas nuvens.





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