-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Educacao
 
Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

Todos e todas não são pronomes de tratamento

O artigo de hoje é motivado pelo equívoco que tenho observado, em solenidades, no que diz respeito às Formas de Tratamento. Virou ‘espécie de febre’, por ocasião de eventos públicos, culturais, sociais, ouvir alguém dirigir-se a seleta plateia, dizendo: ‘boa noite a todos e a todas”. 

Pergunto-me de onde veio essa invenção?! A gramática da Língua Portuguesa não reconhece essas formas como pronomes de tratamento e sim como pronomes indefinidos. Logo, não devem ser utilizados nessas ocasiões. O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado. Então, porque atropelar o uso consagrado, abandonar a tradição e macular a norma gramatical? 

É importante compreender que os pronomes de tratamento são palavras que exprimem o distanciamento e a subordinação em que uma pessoa se põe em relação a outra, a fim de ensejar o bom relacionamento, respeitar as posições que elas ocupam dentro da sociedade, por titulação ou por força de um cargo. Embora não se devam abusar dessas formas, também não se devem desprezá-las. Ao invés de dizer: ‘Boa noite a todos e a todas’, diga-se: Boa noite, Senhores e Senhoras. O Dicionário Aurélio define os pronomes de tratamento como "palavra ou locução que funciona tal como os pronomes pessoais". 

Os gramáticos, por sua vez, ensinam que esses pronomes são da terceira pessoa, substituindo o "tu" da segundo pessoa. Então, isso não é difícil de entender. A base desses pronomes são certos qualificativos como: Excelentíssimo, Reverendo, Magnífico, Eminente, etc. As formas pronominais diretas e indiretas, respectivas a esses exemplos, são: Vossa Excelência, Sua Excelência, Vossa Reverendíssima, Sua Reverendíssima, Vossa Magnificência, Sua Magnificência, e Vossa Eminência, Sua Eminência. Usando-as, não se fala diretamente com a pessoa, mas, estando em sua presença, dirige-se a ela representada por aquilo que tem de notável: uma qualidade que é tomada pelo substantivo (ou nome) respectivo. 

Quando a pessoa diz "Vossa Excelência", está a dizer que, além de reconhecer na pessoa a sua excelência moral, também reconhece a grandeza da sua virtude. O verbo fica na terceira pessoa do singular porque a concordância é feita com a qualidade "excelência" e não com o pronome possessivo "Vossa". Mas é importante lembrar que, por hábito, "seu" e "sua" são empregados, naturalmente, em lugar de "teu" e "tua", e "vosso" e "vossa", em muitas regiões do Brasil. Resulta disso certa tendência ao emprego incorreto da fórmula mais suave de tratamento direto "Sua Excelência", em lugar de "Vossa Excelência", como em "Sua Excelência me permite?" Nos cerimoniais, nos círculos da diplomacia, do clero, da burocracia governamental, do judiciário, etc., ainda existe o emprego codificado, de nobreza e distinção no tratamento, pois são obrigatórios por Lei o uso de pronomes de tratamento laudatório, hierarquizados pela importância oficialmente atribuída a cada cargo (Maior importância: Excelentíssimo Senhor; menor importância, Ilustríssimo Senhor, etc.). 

O emprego de "Senhor" “Senhora” são expressões do distanciamento e da subordinação em que uma pessoa, voluntariamente, se põe em relação a outra, a fim de ensejar um relacionamento educado, cortês. O principal pronome de tratamento, consagrado, universalmente, e o único que as pessoas comuns devem usar como necessária manifestação de respeito não importa a quem estejam se dirigindo é "Senhor"/"Senhora". Esse tratamento guarda a tradição vernacular, além de demonstrar respeito, propriedade no modo de tratar, simplicidade na linguagem. E simplicidade não significa invenção, como vem acontecendo. Assim, é hora de parar com esse mal uso de “boa noite a todos e a todas”. 


DICAS DE GRAMÁTICA QUAIS SÃO OS PRONOMES INDEFINIDOS, PROFESSORA? 

- Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa e genérica. São eles: Algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos, poucas, certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias, quanto, quanta, quantos, quantas, tanto, tanta, tantos, tantas, qualquer, quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas, algum, alguma, alguns, algumas, algo, tudo, quem, alguém, ninguém, nada, cada, que. Os pronomes de tratamento são usados no trato cerimonioso ou informal. A seguir os pronomes mais utilizados: 

PRONOME ABREVIATURA USADO PARA Você V. Tratamento familiar Senhor (a) Sr. Sra. No tratamento respeitoso às pessoas que se mantém certo distanciamento. Vossa Senhoria V.S.ª Pessoas de cerimônia, principalmente em correspondências comerciais. Vossa Excelência V. Ex.ª Altas autoridades: presidentes da República, senadores, deputados. Vossa Eminência V. Em. ª Cardeais Vossa Alteza V.A. Príncipes e duques Vossa Santidade V.S O Papa Vossa Majestade V.M. Reis e rainhas 

QUANDO DEVEMOS USAR OS PRONOMES DE TRATAMENTO? - Os pronomes de tratamento são usados no trato cerimonioso ou informal. A seguir os pronomes mais utilizados: 

PRONOME ABREVIATURA USADO PARA Você V. Tratamento familiar Senhor (a) Sr. Sra. No tratamento respeitoso às pessoas que se mantém certo distanciamento. Vossa Senhoria V.S.ª Pessoas de cerimônia, principalmente em correspondências comerciais. Vossa Excelência V. Ex.ª Altas autoridades: presidentes da República, senadores, deputados. Vossa Eminência V. Em. ª Cardeais Vossa Alteza V.A. Príncipes e duques Vossa Santidade V.S O Papa Vossa Majestade V.M. Reis e rainhas





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Em defesa das Fraternidades Estudantis. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Na contramão da educação ( Educacao - Jorge Azevedo )

:: O mundo exige melhores educadores ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Saber escrever é uma exigência do mundo atual ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Somente uma palavrinha e... ( Educacao - Jorge Azevedo )

:: Português versus Inglês ( Educacao - Luisa Lessa )

:: O portugues do Brasil: proibições e heranças ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Olhar científico e ideológico sobre o idioma português ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Crítica aos críticos da Filosofia. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: O tempo é um mestre ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Mistérios e segredos da escrita ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Educação como arte de bem viver ( Educacao - Luisa Lessa )

:: O fracasso escolar brasileiro ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Acordo da polêmica ( Educacao - Nylton Batista )

:: O nível da educação no Brasil ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Pilares da educação cidadã ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Mudar a forma de ensinar e de aprender ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Pós-graduações holísticas. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Educar sempre ( Educacao - Jorge Hessen )

:: Educação e gêneros. ( Educacao - Roberto Bastos )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo