-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Educacao
 
Antonio Carlos

[ Antonio Carlos ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Professor Universitário. Professor de Língua Portuguesa e Inglês

 

Vivendo e aprendendo com as metáforas

1 - O que é metáfora?

 

Vejamos alguns conceitos de metáfora.

 

“Em gramática tradicional, a metáfora consiste no emprego de uma palavra concreta para exprimir uma noção abstrata, na ausência de todo elemento que introduz formalmente uma comparação; por extensão, a metáfora é o emprego de todo termo substituto por outro que lhe é assimilado após a supressão das palavras que introduzem a comparação (como, por exemplo)”. De acordo com este conceito temos os exemplos: “estou ardendo de amor”; “esta mulher é uma pérola”; e ainda, “essa mulher estende as redes de seus encantos para apanhar a caça dos ingênuos” e “o ano do Estado navega num vulcão”, (Jean Dubois, Dicionário de Linguística).

O Dicionário de figuras de linguagem de Cherubim (CHERUBIM, 1989), traz o seguinte conceito: “metáfora é a figura de linguagem em que se dá a substituição da significação natural de uma palavra por outra em virtude de uma relação de semelhança subentendida”. Seguem alguns exemplos relacionados à este conceito: “a primavera da vida”/ a luz da inteligência”; “meu filho é meu braço direito”; minha filha é o sol da minha vida”.

Trask no dicionário de linguagem e linguística, conceitua metáfora da seguinte maneira: “metáfora (metaphor) – o uso não literal de uma linguística, utilizado como recurso para chamar a atenção para uma semelhança percebida” (TRASK, 2006).

O dicionário de Análise do discurso traz o seguinte conceito: “Metáfora – considerada como a figura do discurso mais importante, a metáfora primeiramente designou diversas transferências de denominação na Poética de Aristóteles, antes de referir-se apenas às transferências por analogia.

A retórica tradicional considera a metáfora como um tropo pelo qual se utiliza um nome estranho por um nome próprio, que se toma emprestado de uma coisa semelhante àquela que se fala (LAMY, 1701, p. 121).

Os semanticistas modernos sistematizaram essa concepção trópica da metáfora segundo duas direções:

1-                             Seu caráter discursivo fundamenta-se em uma fusão de domínios semânticos diferentes: “metáfora [...] aparece imediatamente como imprópria à isotopia do texto em que está inserida” (LÊ GUERN, 1973, p.16).

2-                             Seu processo trópico consiste em estabelecer uma intersecção analógica entre os domínios estranhos conectados, intersecção acompanhada de uma “modificação no conteúdo semântico do termo metafórico” (GRAUPEM, 1970, p. 106).”

 

No dicionário Aurélio temos o seguinte conceito de metáfora: “[ Do gr. Metaphorá, pelo lat. Metaphora] s.f. Tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântica que não é o do objeto que ele designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado; translação. [ Por metáfora, chama-se raposa a uma pessoa astuta, ou se designa a juventude primavera da vida.]”, (AURÉLIO, 2004).

 

1.1 – Vejamos agora algumas funções da metáfora.

 

A metáfora é usada quando:

                                    Não há termo próprio para a situação

                                    O termo próprio não tem a conotação desejada

                                    Se quer evitar a repetição do termo próprio

                                    Se quer fazer comparações palpáveis

                                    Se quer direcionar a atenção para o significante

 

A intuição de que estamos diante de uma metáfora começa quando, ao fazermos uma leitura imediata, nos deparamos com uma impertinência. Ou se atribui a um referente algo que não lhe diz respeito ou se classifica o referente numa classe a que não pertence. Constatada a impertinência, o receptor da mensagem vai aplicar à situação um algoritmo metafórico. Se a aplicação for plausível teremos a metáfora, caso contrário, um lapso, uma impropriedade ou outro fenômeno.

O algoritmo da metáfora comporta até quatro elementos:

 

                                   Comparado

                                   Comparante

                                   Atributo explícito

                                   Atributo implícito

 

O atributo explícito só aparece em metáforas de segundo tipo.

O atributo implícito deve ser pertinente ao comparante e ao comparado, o atributo explícito pertinente ao comparante. Determinar o atributo implícito é decifrar a metáfora, mas não o atributo na sua essência e sim todas as modificações e acréscimos que decorrem de sua ligação com o comparante. Para tanto, temos que nos basear no contexto selecionado entre os atributos possíveis aquele ou aqueles mais plausíveis.

A decifração fica mais direcionada se o comparante tiver atributos marcados, que é aquele que tem com seu sujeito uma relação simbólica, ou seja, a cultura convenciona que o atributo marcado é um símbolo de seu sujeito ou vice-versa. Assim, ‘altura’ é um atributo marcado de ‘girafa’, ‘peso’ é um atributo marcado de ‘elefante’.

Assim como na comparação, o objetivo da metáfora é dar expressividade a uma atribuição comum. Em muitos casos também faltam as balizas de comparação: ‘como’, ‘tal qual’ etc. Quando não há baliza de comparação, a estrutura sintática da metáfora de tipo I fica igual à usada para estabelecer identidade. Daí a metáfora ser vista como uma impertinência na leitura imediata.

Segundo Lakoff & Johnson (2002, p. 45-46), “os conceitos que governam nosso pensamento não são meras questões do intelecto. Eles governam também a nossa atividade cotidiana até nos detalhes mais triviais. Eles estruturam o que percebemos, a maneira como nos comportamos no mundo e o modo como nos relacionamos com outras pessoas. (...) então o modo como pensamos, o que esperienciamos e o que fazemos todos os dias são uma questão de metáfora” (LAKOFF & JOHNSON, 2002, p. 45-46).

Entre os fenômenos constituintes da linguagem figurada, a metáfora é o mais usual. O emprego excessivo da metáfora, entretanto, por vezes, depõe contra o próprio texto, pois deixa de produzir um efeito expressivo para tornar-se mero adorno. Para Murry (1968, p. 97): “enquanto nos lembrarmos de que a metáfora é essencial à precisão da linguagem, não seremos tentados a abusar dela. Onde a metáfora nada acrescentar à precisão com que é expresso um pensamento, tornar-se-á desnecessária e deverá ser sacrificada” (Murry, 1968, p. 97).

O nível de uma metáfora é determinado pelo grau de explicitação dos termos dessa comparação. É preciso lembrar, no entanto que, conforme Bechara (2001, p. 398), “a metáfora não resulta – como tradicionalmente se diz – de uma comparação abreviada; ao contrário, a comparação é que é uma metáfora explicitada”. Façamos o percurso da símile à metáfora pura, através desde exemplo; em forma de símile teríamos: “João é esfomeado como um leão”, com a presença de termos comparantes “joão” e “leão”, e o conectivo “como”. Já a metáfora impura ou  “in praesentia” se abstém do conectivo, numa relação mais direta, como o exemplo: “João tem fome de leão”. Na metáfora pura ou “in absentia” figura apenas um dos termos da comparação, cabendo ao contexto fornecer postas para sua compreensão: “Os guardas jogavam a comida no chão imundo e os prisioneiros se atiravam sobre ela. Leões famintos lutando para sobreviver”. Nesse caso, é possível perceber que não se trata de leões, propriamente ditos, mas de prisioneiros que se vêem obrigados a agir como tal devido à situação desumana em que se encontram.

As metáforas podem ser conceituais e linguísticas. As conceituais envolvem dois conceitos e possuem a forma de A é B, na qual o conceito de A é entendido em termos de B.

As metáforas linguísticas ou expressões metafóricas linguísticas são manifestações linguísticas das metáforas conceituais (KÖVECSES, 2002).

De acordo com a sua função cognitiva, as metáforas conceituais podem ser de três tipos: estruturais, orientacionais e ontológicas.

As metáforas estruturais mapeiam a estrutura do domínio fonte em relação ao domínio alvo, e assim, permitem os falantes a entender um domínio em termos do outro.

 

                                   Exemplo: Tempo é dinheiro

                                    Você está desperdiçando dinheiro

                                    Eu não tenho tempo para te dar

 

Para Lakoff & Johnson (2002, p. 48), Os processos do pensamento são em grande parte metafóricos. Isso é o que queremos dizer quando afirmamos que o sistema conceptual humano é metaforicamente estruturado e definido. As metáforas como expressões linguísticas são possíveis precisamente por existirem metáforas no sistema conceptual de cada um de nós.

Sobre as metáforas orientacionais, Kövecses (2002), diz que elas possuem uma função avaliativa e são agrupadas de acordo com o sentido. A maioria delas possui uma orientação espacial do tipo: para cima – para baixo, dentro – fora, frente – trás. Dito de outra forma, é um tipo de conceito metafórico que organiza todo um sistema de conceitos em relação a um outro.

           

                                   Exemplos: Feliz é para cima

                                   Estou me sentindo para cima hoje

 

                                   Triste é para baixo

                                   Ele está mesmo para baixo esses dias

 

                                   Fechar / Fechado é ruim

(...) alunos que não estão acostumados com isso, eu sinto que eles se fecham às vezes (...)

As metáforas ontológicas, também chamadas de metáforas de entidade e de substância, fornecem menos estruturas cognitivas para os conceitos alvos do que as estruturais: a função cognitiva é fornecer meramente um status ontológico para as categorias gerais de conceitos alvos abstratos. O que, em outras palavras, quer dizer que se concebem as experiências em termos de objetos, substâncias e recipiente de um modo geral sem especificar exatamente que tipo de objeto, substância ou recipiente está sendo significado (KÖVECSES, 2002).

 

                                   Exemplos: Mente é máquina

                                   Estou um pouco enferrujado hoje

 

                                   Inflação é uma entidade

                                   Precisamos combater a inflação

 

Trata-se do fenômeno que Lakoff e Johnson (2002) denominam metáfora ontológica, ou seja, uma construção que consiste na confecção de idéias, eventos, atividades, emoções etc. como entidades e substâncias. Segundo os autores, a ocorrência de tal fenômeno se deve à necessidade que têm os homens de demarcar tudo partindo de sua experiência com objetos físicos e com o próprio corpo humano.

Ainda temos as metáforas de personificação, que são uma extensão das metáforas ontológicas que caracterizam por compreender entidades não humanas em termos de motivação e características humanas.

                                  

                                   Exemplo:  A vida me trapaceou

(...) essas boas maneiras vêm de berço, não é dinheiro que dá isso pra ninguém não... (...)

 

Para Lakoff & Johnson (1980), a personificação não é um processo geral e único, cada personificação difere em, termos dos aspectos humanos que são selecionados. Trata-se de uma categoria que abarca uma enorme gama de metáforas, cada personificação seleciona aspectos diferentes de uma pessoa.

 

1.2 - Há quatro grupos principais de metáforas:

 

1 – Metáforas antropomórficas: boca de fumo; coração da floresta; o nervo da questão;

2 – Metáforas zoomórficas ou animais: pé-de-cabra; barba de bode; pé-de-galinha (rugas). Neste tipo há também grandes grupos de metáforas animais que transferem para o homem características dos animais onde muitas vezes adquirem significações humorísticas dos animais – O homem pode ser comparado a uma grande variedade de animais.

3 – Metáforas do concreto ao abstrato: uma das variedades é traduzir experiências abstratas em termos concretos: “Valéria é o sol da minha vida”; “Marcos é meu braço direito”.

4 – Metáforas sinestésicas: é a metáfora em que se dá a transposição de um sentido para o outro: cores berrantes; voz quente; cheiro doce; perfume estridente.

 

1.3 – Podemos classificar ainda as metáforas dos tipos I, II e III.

 

As metáforas do tipo I são aquelas que explicitam comparado e comparante.

Observe os enunciados que mostram a mesma metáfora:

 

                                    Maria é uma flor.

                                    Maria é como uma flor.

                                    Maria é uma flor.

                                    Maria flor.

 

Imaginemos as frases acima proferidas num contexto em que ‘Maria’ é uma mulher. Pela leitura imediata concluímos que estamos diante de uma impertinência, pois, ‘mulher’ e ‘flor’ são classes disjuntas.

O algoritmo da metáfora consiste em determinar:

 

                                    O comparado: Maria

                                    O comparante: flor

                                    O atributo implícito: provavelmente bela, delicada, perfumosa, suave etc.

           

A determinação do atributo implícito nem sempre é simples. A pertinência ao contexto é fundamental. A metáfora é um recurso da semântica aberta e em certos casos as incertezas quanto ao atributo implícito são grandes.

Metáforas tipo II são aquelas que explicitam comparado e atributo explícito.

 

                                    Exemplo: Cor quente

                                    Comparado: Cor

                                    Comparante: Temperatura

                                    Atributo explícito: Quente

                                    Atributo implícito: capacidade de gerar impressões fortes e enérgicas.

 

                                    Um segundo exemplo: Amargo regresso

                                    Comparado: regresso

                                    Comparante: sabor

                                    Atributo explícito: amargo

                                    Atributo implícito: ruim, desagradável etc.

 

Nas metáforas de tipo III, o comparante substitui o comparado.

 

                                    Exemplo: A chave do problema.

                                    Comparado: Solução

                                    Comparante: Chave

                                    Atributo implícito: capacidade de abrir portas,caminhos etc.

 

Um caso particular é aquele em que ao comparante se atribui características do comparado. Exemplos:

 

                                    O homem é um caniço pensante.

                                    O basset é um salsichão de patas.

Pela metáfora não se compara apenas objetos, mas também fenômenos.

            Assim, são metáforas:

                                    Correr como raio

                                    Ficar gelado de medo

                                    Chorar lágrimas de sangue

 

A hipérbole é um caso especial de metáfora, usada para passar uma impressão de grau extremo em que o comparante caracteriza-se por ser um extremo em relação ao comparado.

                       

Exemplo: Demorou um século

                                    Compado: tempo da demora

                                    Comparante: um século

                                    Atributo implícito: demora

 

O comparante é um extremo na classe dos eventos demorados da qual faz parte o comparado.

Um caso notável de hipérbole é aquele que se origina de arredondamentos.

            O comparante é um arredondamento extremado que se relaciona com o comparado.

 

                                    Um exemplo: Moro onde não mora ninguém

 

Numa leitura imediata, temos uma contradição; o comparado cabível seria onde quase ninguém mora.

Geralmente a hipérbole apela para o maravilhoso.

                       

                                    Cuspir fogo pela boca

                                    Comer o pão que o diabo amassou

                                    Chorar lágrimas de sangue

 

À guisa de conclusão, segundo os autores abordados, a metáfora não deve de ser pensada apenas como uma figura de retórica responsável pelos ornamentos da linguagem. Estudando-se as Metáforas pode-se propor novas respostas para questões antigas, pois podemos questionar conceitos já consagrados em torno das definições que envolvem a metáfora e o seu locus. Ao fazermos isso, na verdade, colocamos em xeque todo um modo de pensar ocidental, filosófico e linguístico, sobre o assunto, que assenta suas origens na tradição aristotélica.

Isso nos motiva a repensar o modo como entendemos a metáfora e o seu papel na linguagem e na mente. As metáforas, segundo os autores, são fundamentalmente conceituais por natureza. Lakoff e Johnson, por exemplo,  nos mostram que elas não devem de ser pensadas apenas como uma figura de retórica responsável pelos ornamentos da linguagem. Na verdade, o modo como falamos, pensamos e agimos é uma questão essencialmente metafórica.

 

 

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

 

ARISTÓTELES. Arte Poética. São Paulo: Martin-Claret. 2003.

BLACK, M. “More about metaphor. In: Ortony, A . Metaphor and thought.CUP, 1979

BLUMENBERG, Hans. Paradigmen zu einer Metaphorologie. In: ROTHACKER, Erich (ed.). Archiv für Begriffsgeschichte. Band 6. Bonn: Bouvier, pp. 7-142, 1960.

BLUMENBERG, Hans. Beobachtungen an Metaphern. In: GRÜNDER, Karlfried (ed.). Archiv für Begriffsgeschichte. Band 15. Bonn: Bouvier, pp. 161-214, 1971.

BLUMENBERG, Hans. Schiffbruch mit Zuschauer: Paradigma einer Daseinsmetapher. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1979.

BOSMAN, J. “Persuasive effects of political metaphors. In: Metaphor and Symbolic Activity, 2, 1987

BOSMAN, J.W. & OSBORN, M.M. “Attitudinal effects of selected types of concluding metaphors in persuasive speeches. In: Speech Monographes, 33 , 1996

CACCIARI, Cristina. “Why do we speak metaphorically? In: Gibbs, R. Figurative language and thought.UK. Counterpoints, ºU.P, 1998

CASSIRER, Ernst. Philosophie der symbolischen Formen. Band 1. Die Sprache. Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1973.

CHARTERIS-BLACK, J. Second Language Figurative Proficiency: A Comparative Study of Malay and English. Applied Linguistics 23/1:104-133, 2003.

CIENKI, A. Metaphor in the “Strict Father” and “Nurturant Parent” cognitive models: theoretical issues raised in an empirical study. Cognitive Linguistics 16(2): 279-312, 2005.

COHEN, Ted. “Metaphor and the cultivation of intimacy”. IN S.Sacks (ed.) On Metaphor. The University of Chicago, Chicago, 1979

CORACINI, Maria José. Um fazer persuasivo: o discurso subjetivo da ciência..São Paulo: Educ: Campinas: Pontes, 1991

FERREIRA, L. C. A Teoria da Metáfora Conceptual Revisitada. Revista Intercâmbio, volume XVII: 265-280, 2008.

FILIPAK, F. Teoria da Metáfora. Curitiba, HDV, 1983

GIBBS, R. Embodiment and Cognitive Science. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

GIBBS, R. The Poetics of Mind: Figurative thought, language, and understanding. New York: Cambridge University Press, 1994.

GIBBS, R. W. Jr. “Figurative thought and figurative language”In M. ª Gersnbacher (ed.) Handbook of Psycholinguistics. San Diego: Academic Press, 1994b.

GIORA, R. On our Mind: Salience, Context, and Figurative Language. New York: Oxford University Press, 1997.

GRADY, Joseph. Foundations of Meaning: primary metaphors and primary scenes. Tese (Doutorado em Lingüística), University of California, Berkeley, 1997.

GRADY, Joseph.E. “Theories are buildings” revisted. Cognitive linguisitics 8(4),267-290, 1997a

HASER, V. Metaphor, metonymy, and experientialist philosophy: Challenging cognitive semantics. Berlin: Mouton de Gruyter, 2005.

JÄKEL, Olaf. Wie Metaphern Wissen schaffen. Hamburg: Verlag Dr. Kovaè, 2003.

JOHNSON, Mark. A Philosophical Perspective on the Problems of Metaphor. In: HONECK, Richard P. & HOFFMAN, Robert R. (ed.). Cognition and Figurative Language. Hillsdale, New Jersey: Erlbaum, pp. 47-67, 1980.

KANT, Immanuel. Kritik der reinen Vernunft. Hamburg: Felix Meiner, 1986.

KANT, Immanuel. Prolegomena zu einer jeden künftigen Metaphysik, die als Wissenschaft wird auftreten können. Hamburg: Felix Meiner, 1976.

KANT, Immanuel. Kritik der Urteilskraft. Hamburg: Felix Meiner, 1990.

KECSKES, I. The ‘Graded Salience Hypothesis in Second Language Acquisition. In: Putz, M.; S. Niemeier; R. Dirven (eds.) Applied Cognitive Linguistics. New York: Mouton de Gruyter, 2001.

KÖVECSES, Z. e SZABO,P. Idioms: A viewcognitive semantics. Applied Linguistics, 17: 326-355, 1996.

KÖVECSES, Z. Metaphor: A Practical Introduction. New York: Oxford University press, 2000.

KÖVECSES, Z. Metaphor. Oxford, OUP, 2002

KÖVECSES, Z. Language, Figurative Thought, and Cross-Cultural Comparison. Metaphor and Symbol, 18(4): 311-320, 2003.

KÖVECSES, Z. Metaphor in Culture: Universality and Variation. 1a ed. New York: Cambridge University Press, 2005.

LAKOFF, G. & JOHNSON, M. Metaphors We Live By. Chicago: Chicago University Press. 1980.

 LAKOFF, G. Women, Fire and Dangerous Things. What Categories Reveal about the Mind. Chicago: University of Chicago Press, 1987.

LAKOFF, George & TURNER, Mark. More than Cool Reason: A Field Guide to Poetic Metaphor. Chicago/London: The University of Chicago Press.252, 1989.

LAKOFF, G. The Comtemporary Theory of Metaphor. In: ORTONY, Andrew. (Ed.) Metaphor and Thought. 2nd ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

LAKOFF, G.; JOHNSON, M. . Philosophy in the Flesh. New York: Cambridge University Press, 1999

LAKOFF, G. & JOHNSON, M. Metáforas da vida cotidiana. Coordenação de tradução: Mara Sophia Zanotto. São Paulo: Mercado das Letras, 2002.

LIMA, P. L. Costa. Desejar é Ter fome: novas idéias sobre antigas metáforas conceituais. Campinas. UNICAMP, Tese de doutorado, 1999

LITTLEMORE, J. The Effect of Cultural Background on Metaphor Interpretation. Metaphor and Symbol, Vol. 18,n.4: 273-288, 2003.

LOCKE, John. An Essay concerning Human Understanding. Oxford: Oxford University Press, 1988.

MAUTHNER, Fritz. Beiträge zu einer Kritik der Sprache. Erster Band: Zur Sprache und zur Psychologie. Frankfurt am Main, Berlin, Wien: Ullstein, 1982.

MIO, J. S. & KATZ, N. (eds). Metaphor: implications and applications.Lawrence Erlbaum Publishers, 1996

NIEMEIER, S. Applied Cognitive Linguistics and Newer Trends in Foreign Language Teaching Methodology. In: Tyler, A.; M. Takada, M.; Kim, Y., and D. Marinova (Eds.) Language in Use. Cognitive and Discourse Perspectives on Language and Language Learning. Washington:  Georgetown University Press, 2005.

NIETZSCHE, Friedrich. Die Geburt der Tragödie. Unzeitgemäße Betrachtungen I-IV. Nachgelassene Schriften 1870-1873. Kritische Studienausgabe in 15 Bänden. Band 1. München: Deutscher Taschenbuch Verlag, 1999..

ORTONY,A .Metaphor and thought.End. UK, Cambridge U. Press, 1993

PAIVA, V. L.S (org.) Metáforas do cotidiano. Belo Horizonte: Ed. Do Autor, UFMG, 1998

PIQUER-PIRIZ, A. Young EFL Learners’ Understanding of Some Semantic Extensions of the Lexemes ‘Hand’, ‘Mouth’ and ‘Head’. PhD thesis, Faculdad de Filosofía y Letras, Departamento de Filologias Inglesa y Alemana, Universidad de Extremadura, 2004.

POLLIO, H. et al. “Figurative language and cognitive psychology”. In: Language and cognitive processes, 1990

PONTES, E. (org.) A metáfora. 2ª ed. Campinas: editora da Unicamp, 1990, p. 55-69.

REDDY, M. “The conduit metaphor”. In: Ortony, ª (ed) Metaphor and thought.Cambridge U. Press, 1997

RYLE, Gilbert. The Concept of Mind. Harmondsworth, Middlesex: Penguin Books Ltd, 1973.

SAPIR, Edward. Selected Writings of Edward Sapir in Language, Culture and Personality. Los Angeles: University of California Press, 1949.

SARDINHA, T.B. Metáfora. São Paulo: Parábola, 2007.

SEMINO, E.; HEYWOOD, J; SHORT, M. Methodological problems in the analysis of metaphors in a corpus of conversations about cancer. Journal of Pragmatics, 36: 1271-1294, 2004.

SIQUEIRA, M. As Metáforas Primárias na Aquisição da Linguagem: um estudo interlingüístico. Tese (Doutorado em Lingüística), Faculdade de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2004.

SPERBER, D & WILSON, D. Relevance: Communication and cognition (2nd ed.) Oxford: Blackwell. 1995.

SPERBER, D & WILSON, D.A deflationary account of metaphor. In: GIBBS, R. The Cambridge Handbook of Metaphor and Thought. Cambridge: Cambridge University Press. 2008.

STEEN, G.J. “Metaphor and discourse: towards a linguistic checklist for metaphor analysing. In: Cameron, L & Low, G. Researching and Applying Metaphor. CUP, 1999

SWEETSER, E. From etymology to pragmatics: metaphorical and cultural aspects of semantic structure. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

TRAVAGLIA, L. Gramática e Interação: uma proposta para o ensino de gramática. 13. ed. São Paulo: Cortez, 2009.

VEREZA, S. Anotações e seminários realizados durante o curso A indeterminação do sentido e conceitual no discurso (Doutorado). Niterói, UFF. 2°semes., 2002

WHORF, Benjamin Lee. Language, Thought and Reality. Selected Writings of Benjamin Lee Whorf. Cambridge, Massachusetts: The M.I.T. Press, 1973.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas. Petrópolis: Vozes, 1994.

ZANOTTO, M. S. de P. “A construção e a indeterminação do significado metafórico no evento social de leitura. In: Paiva, V.L. Metáforas do cotidiano.BH. Ed. Do Autor, UFMG, 1998.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: Em defesa das Fraternidades Estudantis. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Na contramão da educação ( Educacao - Jorge Azevedo )

:: O mundo exige melhores educadores ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Saber escrever é uma exigência do mundo atual ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Somente uma palavrinha e... ( Educacao - Jorge Azevedo )

:: Português versus Inglês ( Educacao - Luisa Lessa )

:: O portugues do Brasil: proibições e heranças ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Olhar científico e ideológico sobre o idioma português ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Crítica aos críticos da Filosofia. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: O tempo é um mestre ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Mistérios e segredos da escrita ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Educação como arte de bem viver ( Educacao - Luisa Lessa )

:: O fracasso escolar brasileiro ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Acordo da polêmica ( Educacao - Nylton Batista )

:: O nível da educação no Brasil ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Pilares da educação cidadã ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Mudar a forma de ensinar e de aprender ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Pós-graduações holísticas. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Educar sempre ( Educacao - Jorge Hessen )

:: Educação e gêneros. ( Educacao - Roberto Bastos )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo