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Carlo Dionei

[ Carlo Dionei ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Analista de Planejamento e Custos. Voluntário no movimento ONDA (Objetivos Novos do Apostolado)

 

Carga tributária, saúde e corrupção



O modelo utilizado mundialmente, onde o governo ou seus equivalentes é o principal responsável por deliberar sobre assuntos que dizem respeito ao bem comum dos indivíduos de determinada localidade, tem como principal método o recolhimento de tributos para gerar os recursos necessários para custear despesas essenciais a toda a sociedade, ou a grande maioria das pessoas desta.

Uma das métricas para avaliar a carga tributária de determinado país é comparar o seu PIB (Produto Interno Bruto), que em linhas gerais corresponde a soma monetária dos bens e serviços produzidos em determinada localidade, com o total de tributos cobrados em um mesmo período.

Segundo levantamento da Heritage Foundation (Washington – USA) em 2012 o Brasil figurava como o 33° país com maior carga tributária, tendo o volume de tributos correspondente a 34,4% do PIB anual, em uma lista composta por aproximadamente 180 países.

Se considerarmos que quanto maior o percentual de tributos cobrados maior deveria ser a qualidade da prestação de serviços públicos, resultando em um melhor nível de qualidade de vida para a população, identificaremos que aqui no Brasil esta não nos parece ser uma afirmativa verdadeira.

Se compararmos o Brasil com o Canadá ou Austrália que tem carga tributária em relação ao PIB semelhantes, além de terem PIB nominal próximo (conforme levantamento do Fundo Monetário Internacional em 2013), identificaremos diferenças consideráveis nos gastos do governo com saúde nestes três países.

Em levantamento do Banco Mundial (The World Bank) no ano de 2012 quanto a relação entre despesas com saúde por parte do governo e despesas totais com saúde (pública + privada) os resultados para os referidos países foram os seguintes: Canadá 70,05%, Austrália 66,22% e Brasil 46,42%. Desta forma fica demonstrado que mais da metade das despesas médicas do Brasil são pagas diretamente pelos contribuintes.

Para piorar ainda mais o quadro por aqui os escândalos relacionados com corrupção no Brasil tornaram-se tão freqüentes que a população já começa a ver com naturalidade tais situações. A postura inadequada e o desvio de caráter, aliados a ausência de moral e ética da grande maioria de nossos políticos, ao longo do tempo estão tornando-se padrão de comportamento daqueles que teriam por obrigação dar exemplo de honestidade e dedicação ao desenvolvimento de seu país. 

Segundo levantamento da “Transparência Internacional”, que é uma organização não governamental que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção, na avaliação divulgada ao final de 2014 o Brasil ocupou a 69° colocação de acordo com o índice de percepção de corrupção. Cabe destacar que foram avaliados 175 países e que os países com menor percepção de corrupção estão no início da lista (Austrália apareceu como 11° e Canadá 10°). 

Pesquisas recentes (FIESP – 2010) estimam que os valores desviados anualmente pela corrupção em nosso país são compatíveis com os valores gastos com a saúde ou a educação (algo entre 70 e 80 bilhões de reais) no mesmo período.

Desta forma se não tivéssemos perdas tão elevadas devido a corrupção poderíamos ter um sistema de saúde público muito melhor, evitando o sofrimento de tantas pessoas e até mesmo mortes devido a falta de assistência médica pública de qualidade.





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