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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

A genialidade de uma surdez... Ludwing van Beethoven


Qual a explicação para esse homem ter se tornado um dos principais compositores de todos os tempos, possuidor ele, de grave enfermidade auditiva? Vários estudos foram realizados sobre este tema e em nenhum foi encontrado diagnóstico definitivo. Como então explicar a genialidade musical de Beethoven, convivendo desde tenra idade com zumbidos e perda progressiva de audição numa carreira onde a primeira matéria prima é a audição? Gênio ou deus? Ou seria um deus gênio? Provavelmente, hoje, ele não teria espaço para ser quem foi... Ou teria? A hipoacusia teria provocado outros transtornos em sua vida profissional? Jamais saberemos, mas, quem é Ludwig van Beethoven?

Beethoven não teve uma infância feliz. Nasceu em 16 de dezembro de 1770 em Bonn. Filho de músico, seu pai era tenor, viciado em bebida. Maria Madalena Keverich tinha 19 anos quando tornou-se mãe. Era filha de um cozinheiro e já viúva de um camareiro da corte.

Não há dados precisos determinando quando teve inicio o seu processo de surdez. A história fala muito do carinho, respeito e admiração durante o seu velório, ocorrido no dia 29 de março de 1827, em Viena, Áustria. Nesse dia, todas as honras lhe negado em vida foram-lhe ofertadas. Escolas ficaram fechadas. Só então o mundo percebeu que tinha perdido um dos seus maiores homens.

Uma breve vida, cheia de sucessos. Breve vida recheada de tristezas e solidões. Atormentada vida alicerçada sobre uma saúde precária, surdez progressiva, alfinetada por zumbidos que lhe exclui progressivamente do convívio social.

Numa carta escrita no dia 21 de junho de 1801 ao seu médico e amigo dr. Franz Gerhard Wegeler, relata a decadência dos seus ouvidos e ao mesmo tempo inquire sobre suas condições. Já nota-se a entrega a todos os tipos de tratamentos, quando a desesperança de cura o domina completamente. O maior tormento vivido por Beethoven é dizer às pessoas que o escutam... "Sou surdo!". Sua profissão não incentiva seu estado. Conviver com o temor de se ver descoberto por seus inimigos transforma-se em seu maior fantasma. Cada vez mais ele se põe mais perto das orquestras quando frequenta os teatros, pois, mesmo sendo de uma pequena distância não ouve as vozes e nem os instrumentos.

Alguns estudos, ou manuscritos de Beethoven, sua surdez pode ter iniciado aos 26 anos quando realizava sua primeira turnê em Berlin, Praga, Lipsia, Budapest, Nuremberg e Dresda, em 1976. Esses apontamentos não são conclusivos, pois, não se sabe se antes ele já notara alguns indícios. Afastando-se cada vez mais dos amigos, passa a ser considerado ermitão e antissocial. Isso era o que mais atormentava o artista. Sem conhecer as causas do seu isolamento definiam-no impiedosamente. A pior das condenações para alguém que nasceu para os holofotes, com temperamento ardente e ativo. Como admitir a surdez? Como pedir para falarem mais alto sem quedar-se à vergonha de estar surdo? Começa a desenvolver a síndrome do medo, provocada pela constante solidão. Quantas vezes pensou em ceifar sua vida, principalmente numa passagem histórica do seu tormento. Sentiu-se humilhado diante de um aluno que ouvia o som de uma flauta e ele não. Todas as vezes, porém, que o pensamento de exterminar sua vida lhe atormentava, vinha à sua vontade a vontade de criar todas as óperas que ainda não havia composto, e foi essa imperiosa vontade que lhe deu forças e ânimos para viver.

Beethoven deixou um documento pedindo ao seu médico e amigo para divulgar ao mundo sua condição de saúde. Queria que o mundo soubesse, depois de sua morte, por que precisou isolar-se e emudecer diante da sociedade.

De nenhum modo, contudo, a surdez interferiu na sua veia criativa e a sublimidade do seu mundo externou-se em forma d declaração de amor, paixões e emoções através de sua musicalidade.

Cedo despertou para a musica. Antes de completar 8 anos, foi levado à Academia de Música de Colônia, por seu pai, apresentando-o como prodígio, para isso mentindo a sua idade, dizendo ter apenas 6. Antes de prever o surgimento de um gênio, pensava no lucro que poderia auferir através do filho. Já com 11 anos passou a fazer parte da Orquestra de Bonn e aos 13 passou a organista. Aos 22 anos deixa Bonn e vai para Viena, onde conquista rapidamente fama e sucesso como concertista e compositor.

 O apogeu de sua carreira ocorre em 1814. É aclamado o maior musico vivo pelo imperador Francisco I (irmão da princesa Leopoldina do Brasil), colocando à sua disposição dois salões em seu palácio e lhe confere a cidadania vienense.





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